CATI marca presença na Coopershow 2022
Em sua 15.ª edição, realizada entre os dias 26 e 28 de janeiro, a exposição agropecuária realizada pela Coopermota – Cooperativa Agroindustrial, sediada no município de Cândido Mota, é considerada a maior vitrine de tecnologia do agronegócio do Vale do Paranapanema.
“Superando crises, colhendo resultados”. Com este slogan motivador e atendendo a rígidos protocolos sanitários exigidos pela pandemia de Covid-19, a Coopershow recebeu produtores e interessados do Vale do Paranapanema e de outras regiões, reunindo mais de 100 expositores os quais promoveram difusão de tecnologia e demonstração de novidades em insumos, implementos e máquinas de pequeno e grande porte, bem como prestação de serviços de interesse do setor rural e exposição de animais.
Pela quinta edição consecutiva, a CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), órgão responsável pela extensão rural na Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), tem uma participação ativa com sua rede extensionista do Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) de Assis (que engloba o município de Cândido Mota em sua área de atuação) e do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM).
“A parceria com as organizações de produtores − como é o caso da Coopermota, com a qual temos uma relação estreita na região −, a pesquisa e a iniciativa privada é fundamental para que nossas ações, especialmente junto aos agricultores familiares e aos de pequeno porte, sejam efetivas na transformação de projetos e programas em políticas públicas de geração de renda e emprego, com sustentabilidade ambiental. E a Coopershow vem se consolidando, ano após ano, como um espaço essencial de difusão de conhecimento e tecnologia no Vale do Paranapanema, bem como de troca de experiência entre os participantes. Por isso, a nossa participação é muito importante”, avalia Alexandre Manzoni Grassi, coordenador da CATI.

Secretário de Agricultura e Abastecimento, Itamar Borges, visitou o estande da CATI e conversou com as equipes do EDR de Assis, da Casa da Agricultura de Cândido Mota e do DSMM
Mário Totti, diretor do EDR de Assis, corrobora esse pensamento. “A Coopershow tem um público direcionado, essencialmente do meio agrícola. Do seu início tímido, há 15 anos, em um pequeno espaço, hoje, se tornou um dos maiores eventos da região, com envolvimento de empresas de vários setores e respeitadas entidades de pesquisa, disponibilizando inovações e soluções para diversas questões como conservação do solo e da água, manejo de pragas, produtividade, déficit hídrico e sustentabilidade nas principais culturas da região, que são a soja e o milho, e outras como mandioca, banana e cana-de-açúcar. Sendo assim, entendemos que a nossa participação gera ganho para o nosso corpo técnico, que se atualiza em tecnologias e novidades do setor e culturas desenvolvidas na região, bem como para o nosso público beneficiário, para o qual os extensionistas farão a multiplicação de informações e conhecimento”.
Além dos estandes instalados em um amplo espaço do Campo de Difusão de Tecnologia da Coopermota – área de 14,5 hectares, área onde são realizados experimentos e pesquisas sobre as culturas de milho, soja, mandioca, banana, cana-de-açúcar, trigo, adubação verde, dentre outros -, a edição deste ano contou com uma vasta programação de palestras técnicas que abrangeram temas como Novas variedades de soja, milho e mandioca; Manejo para alta produtividade em soja; Sistemas de criação, manejo sanitário e nutrição de peixes; Biofertilizantes; Controle do Mato e Herbicidas Registrados; Análise de mercado e tendências; entre outros. Segundo a assessoria da Coopermota, a cada edição, “o evento ganha novas estruturas e atualização de conteúdo para receber melhor o seu público, cada vez mais tecnificado e com acesso à informação”. Além das exposições, a assessoria explica que feira conta com o apoio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, por meio do Instituto Agronômico (IAC), vinculado à Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), o qual apresenta resultados de pesquisas e avaliações sobre o desenvolvimento da agricultura paulista; bem como da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que promove palestras ligadas a diferentes temas.

Participação da CATI
Por meio do trabalho da Casa da Agricultura de Cândido Mota e do EDR de Assis, a CATI tem uma estreita parceria com a Coopermota. “A Cooperativa tem um corpo técnico que atende seus mais de mil cooperados, com os quais temos uma boa relação e troca de experiências, em uma parceria que possibilitou que a Cooperativa participasse do Projeto Microbacias II – Acesso ao Mercado (executado pela CATI, entre 2011 e 2018), apresentando uma Iniciativa de Negócio, tendo sido beneficiada com recursos da ordem de R$ 800 mil, valor que, somado ao aporte da própria Cooperativa, foi investido na instalação de uma fábrica de ração extrusada para peixes e linha pets (cães e gatos), agregando valor à produção de milho e soja, assim como otimizando custos, ao realizar um processo que antes era terceirizado”, explica Sandro Lemos Parise, engenheiro agrônomo responsável pela Casa da Agricultura de Cândido Mota.
Durante a Coopershow, além de atendimento no estande da CATI, o agrônomo ministrou a palestra Material de plantio de mandioca, no painel “Mandioca, uma alternativa viável – Novas tecnologias e sustentabilidade”, que contou também com palestras de pesquisadores do IAC e de empresas ligadas ao setor. “O Vale do Paranapanema sempre teve tradição no cultivo de mandioca de indústria, sendo destacada região produtora no Estado de São Paulo, onde essa cultura se apresenta como uma boa opção de diversificação de exploração agrícola e geração de renda, pelas condições edafoclimáticas favoráveis e a notada presença de unidades industriais processadoras instaladas”, ressalta Parise, celebrando a homenagem feita, durante o evento, ao pesquisador aposentado do IAC, Osmar Lorenzi, autor do Boletim Técnico da CATI sobre a Cultura da Mandioca, publicação que tem sido base para técnicos e produtores. “A integração da pesquisa e da extensão rural paulistas foi a base para o desenvolvimento do cultivo comercial da mandioca em São Paulo e no Brasil”.

DSMM leva sementes e mudas para Coopershow, com destaque para o sorgo
Além de um estande de comercialização de sementes e mudas, o DSMM instalou plots demonstrativos de três variedades de milho: AL Piratininga, AL Paraguaçú e AL Avaré; duas de sorgo: AL Precioso e Catisorgo; uma de girassol: Catissol; e um mix de adubação verde: painço, guandu, girassol e nabo forrageiro.
“Em outubro de 2021, a organização do evento nos disponibilizou uma área onde a equipe da Fazenda Ataliba Leonel fez o plantio desses materiais que apresentamos in loco, pelo segundo ano consecutivo; antes, participávamos apenas com a venda de sementes e mudas. Vemos como fundamental a participação dessa forma, pois os produtores e visitantes têm a oportunidade de participar de um quase ‘Dia de Campo’, e acompanhar a evolução dos materiais no clima e solo dessa região, que é estritamente agrícola e possui cerca de 150 mil hectares de soja, no verão, e 140 mil hectares de milho e sorgo, na segunda safra. Entre os materiais apresentados, o destaque tem sido o Sorgo AL Precioso, cuja aceitação e procura têm sido excelentes e crescentes, por conta de suas características que incluem boa adaptação à região, excelente teto produtivo, tolerância ao estresse hídrico, qualidade garantida e preço acessível. A primeira safra − de 40 toneladas de sementes − produzida em nosso Núcleo de Fernandópolis já foi toda comercializada; por isso, investimos em um campo em Ataliba Leonel, com previsão de colheita e beneficiamento de 100 toneladas de sementes que estarão disponíveis nas primeiras semanas de fevereiro, coincidindo com o início da segunda safra na região, que vai de 20 de fevereiro a 15 de março, ou seja, teremos sementes bem no início. Muitos produtores que nos visitaram na Coopershow, já fizeram reserva de lotes”, explica Gerson Cazentini, diretor do DSMM, destacando que o evento foi a vitrine para que o sorgo da CATI ganhasse visibilidade no Vale do Paranapanema.

Cleusa Pinheiro – Jornalista Centro de Comunicação Rural (Cecor)/CATI/SAA – cleusa.pinheiro@sp.gov.br