Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

CATI Regional Santos realiza capacitação em agricultura litorânea

CATI Regional Santos realiza capacitação em agricultura litorânea

CATI Regional Santos realiza capacitação em agricultura litorânea

Nos dias 8 e 9 de novembro, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Regional Santos realizou capacitações técnicas nos municípios de Itanhaém e Guarujá, ambos ligados à sua esfera de atuação. O objetivo, segundo Hemerson Calgaro, diretor da unidade, está ligado ao fato de que as condições edafoclimáticas litorâneas guardam particularidades as quais as diferenciam das do interior paulista. “A produção agrícola litorânea se exprime de forma diferente no manejo, nos tratos culturais, na escolha da variedade, nas épocas de plantio, no uso de telado, nos túneis, no mulching e na estufa, entre outros. No litoral, predominam a cota zero ou zero metro de altitude em relação ao nível do mar, a presença de solos muitas vezes rasos ou com lençol freático aflorado, os altos valores de umidade e temperatura, os períodos nublados prolongados e as precipitações frequentes, favorecendo, entre outros, a incidência de pragas e doenças, o abortamento de flores e frutos ou mesmo um desenvolvimento vegetal irregular ou deficitário. Estes fatores não impedem a produção agrícola, mas exigem a adoção de técnicas agronômicas”, explica Calgaro.

Em Itanhaém, a capacitação, realizada no dia 8 de novembro, aconteceu no Sítio do Santo Antônio, de propriedade do produtor rural Marcos Gonçalves Jesus. O evento contou com a presença de agricultores associados da Associação dos Produtores Rurais da Microbacia Hidrográfica do Rio Branco (Amibra) – organização com ampla experiência em acesso às políticas públicas de compras governamentais -, pescadores artesanais, aquicultores e indígenas de Itanhaém e região.

 

 

 

No Guarujá, no dia 9 de novembro, o curso foi realizado no Sítio Boa Esperança, do agricultor Wilson Omine. O público foi composto por agricultores do Bairro do Perequê, dentre os quais, alguns participantes do Coletivo Banana Verde, Grupo de Consumo, que realiza entrega de cestas aos consumidores que se fidelizaram e buscam alimentos produzidos de forma agroecológica; e membros da Associação dos Agricultores Familiares do Guarujá (AAFAG), cuja produção de olerícolas, em especial do chuchu (com mercado direto à Ceasa − Centrais de Abastecimento), se destaca na área de atuação da CATI Regional Santos. Teve também a participação de representantes e de um agricultor da Comunidade que Sustenta Agricultura (CSA) Acerola, de Santos, a qual congrega 28 famílias de Santos, São Vicente, Praia Grande e Guarujá, que recebem os alimentos produzidos por este agricultor.

 

 

 

“É importante frisar que essas organizações rurais trabalham os circuitos alimentares de proximidades, ou seja, lidam praticamente e diretamente com o consumidor final, em uma relação direta entre campo e cidade. Acessam, como mencionado anteriormente, políticas públicas de compras governamentais e comercializam por meio de feiras, grupos de consumo, CSA, entre outras formas. Em ambos os municípios, houve a participação de agricultores cujo modelo produtivo era o convencional e em outros o agroecológico”, destaca Calgaro.

 

 

 

O instrutor das capacitações foi o engenheiro agrônomo Gilberto Job Borges de Figueiredo, responsável pela Casa da Agricultura de Caraguatatuba, ligada à CATI Regional Santos, e líder do Grupo de Olericultura da CATI, com grande experiência na produção agrícola, em especial de olerícolas. Além da abordagem técnica, Figueiredo também trabalhou questões de organização social, rastreabilidade e uso de bioinsumos, como forma a melhorar a gestão, produtividade agrícola e a renda rural; além do ponto de partida para qualquer plantio: a análise de solo, que norteia desde o preparo de solo até o plantio e os tratos culturais.

“Os conhecimentos trazidos pelo Gilberto auxiliarão os agricultores a contornarem ou mesmo minimizarem impeditivos interpostos pelas condições de clima e solo do litoral, além de otimizarem o uso do solo e água do imóvel rural, de forma técnica e sustentável”, observa Calgaro, diretor da CATI Regional Santos.

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