Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

Dia de Campo reafirma plano regional de grãos no Vale do Paraíba

Dia de Campo reafirma plano regional de grãos no Vale do Paraíba

Dia de Campo reafirma plano regional de grãos no Vale do Paraíba

CATI Regional Guaratinguetá atua há 10 anos promovendo a sojicultora como diversificação de renda

entre produtores de arroz da região 

 

 

A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Regional Guaratinguetá executa, desde 2013, um plano regional de grãos, com o principal objetivo de diversificar a produção dos arrozeiros da região que, em decorrência do baixo valor da produção, vinham entrando, então, em processo de falência. No último dia 23 de fevereiro, um Dia de Campo voltado aos grãos, na Fazenda Santa Helena, em Roseira, contou com a parceira das empresas TMG Cultivares, Yorin Fertilizantes, Qualicitrus Agropecuária e a família Gadioli, proprietária da fazenda e parceira da CATI Regional Guaratinguetá neste projeto. 

 

O Vale do Paraíba apresenta características edafoclimáticas apropriadas para a produção de soja, entretanto a tecnologia de cultivo era inexistente e a região não apresenta zoneamento para grupo de maturação, o que levou à instalação anual de campos de cultivares de soja como uma das ações prioritárias para o projeto de grãos.  

 

À ocasião da decaída da produção de arroz, o projeto identificou um cenário favorável economicamente para a cultura da soja até o ano de 2030. A sojicultura atende ao objetivo de diversificação de renda, adicionalmente explorando o potencial logístico da região, por sua proximidade com o porto; apoiando a bovinocultura leiteira, com o aumento da produção regional de milho segunda safra, promovendo a recuperação de solos, já que a área de arroz é limitada e a expansão da soja se daria, predominantemente, em pastagens degradadas.

 

 

Na ocasião do evento, produtores e técnicos de todo o Vale do Paraíba puderam verificar o comportamento de cultivares de soja com diferentes grupos de maturação e discutir aspectos relevantes de manejo, como o controle de percevejo e doenças de final de ciclo. Para o produtor Amauri Gadioli, a escolha correta da cultivar para qualquer cultura é básica, mas, no caso do Vale, em que as áreas são alagáveis ou de pastagens degradadas, as despesas com drenagem e fertilidade são muito elevadas nos primeiros anos. “Escolheu errado, quebrou”, enfatizou. 

 

Segundo o técnico da CATI, o engenheiro agrônomo Vinicius Nascimento, responsável pelo campo, as diferenças entre cultivares são muito grandes para as condições diversificadas de ambientes de produção existentes no Vale.  

 

O diretor técnico da Regional de Guaratinguetá, o engenheiro agrônomo Osmar Felipe Junior, pontua que as atividades coletivas são fundamentais nos projetos de extensão e que, sem elas, o Vale não teria saído de 850 ha de soja, em 2015, para mais de 10 mil ha na safra 2022/2023, e que as tratativas para a implantação do campo de milho segunda safra e trigo sobre soja já foram finalizadas para desenvolver o sistema de produção.  

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