Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

CATI Regional Santos realiza capacitação em rastreabilidade e rotulagem de hortaliças

CATI Regional Santos realiza capacitação em rastreabilidade e rotulagem de hortaliças

CATI Regional Santos realiza capacitação em rastreabilidade e rotulagem de hortaliças

Por conta da importância da produção de hortaliças em municípios do litoral paulista, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Regional Santos realizou capacitações técnicas com ênfase em rastreabilidade e rotulagem de hortaliças nos municípios de Itanhaém e Guarujá, ambos ligados à sua esfera de atuação. O objetivo, segundo Hemerson Calgaro, diretor da unidade é a necessidade de os agricultores se adaptarem à legislação, melhorarem a apresentação do produto final em termos de embalagem e, ao mesmo tempo, aumentarem o leque de opções junto ao mercado comprador.

“Esses cursos trouxeram conhecimento sobre estes temas importantes, de forma clara e prática. Durante a programação, foi possível mostrar como fazer o número do lote; falar sobre a importância da rotulagem correta; explicar o que é o código de barras e como é feito, explicando onde encontrar empresas que fazem esse serviço; bem como abordar o tema QR Code, sua utilidade e informações que podem ser inseridas. A médica-veterinária de nossa Regional, Edna Maddarena Lopez, acompanhou a realização dos cursos, além de ficar à frente da organização da capacitação”, explica Calgaro.

 

 

Em Itanhaém, a capacitação aconteceu no Sítio do Santo Antônio, de propriedade do produtor rural Marcos Gonçalves Jesus, presidente da Associação dos Produtores Rurais da Microbacia Hidrográfica do Rio Branco (Amibra), organização com ampla experiência em acesso às políticas públicas de compras governamentais, a qual conta também com pescadores artesanais, aquicultores e indígenas de Itanhaém e região em seu quadro de associados. A capacitação realizada em Itanhaém contou com a presença da engenheira agrônoma Thaís Muraro e do técnico Paulo Pantel, ambos da Prefeitura de Itanhém, instituição parceira nas ações desenvolvidas pela CATI. O evento contou com a presença dos agricultores associados e demais agricultores da região, tendo ainda a participação da engenheira agrônoma Glória Lucia Queiroz dos Santos e do secretário municipal de Agricultura, Reginaldo Silvestre da Conceição, ambos da Prefeitura de Embu-Guaçu, outro município atendido pela CATI Regional Santos, que tem forte expressão agrícola produtiva em hortaliças.

No Guarujá, o curso foi realizado no Sítio Boa Esperança, do agricultor Wilson Omine. O público foi composto por agricultores do Bairro do Perequê, dentre os quais, alguns participantes do Coletivo Banana Verde, Grupo de Consumo que realiza entrega de cestas a consumidores que buscam alimentos produzidos de forma agroecológica; além de membros da Associação dos Agricultores Familiares do Guarujá (AAFAG), cuja produção de olerícolas, em especial do chuchu (com mercado direto à Ceasa − Centrais de Abastecimento), se destaca na área de atuação da CATI Regional Santos. O engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura de São Paulo, Lucas Volpato, acompanhou a capacitação.

 

 

“É importante frisar que essas organizações rurais trabalham os Circuitos Alimentares de Proximidades, ou seja, interagem diretamente com o consumidor final, em uma relação estreita entre campo e cidade. Além disso, também participam do certame de compras governamentais e comercializam por meio de feiras, grupos de consumo, entre outros canais”, comenta Calgaro, salientando que, em ambos os municípios, houve a participação de agricultores cujo modelo produtivo é o convencional e outros que adotam o Sistema Agroecológico.

Nas duas cidades, o instrutor foi o engenheiro agrônomo Gilberto Job Borges de Figueiredo, responsável pela Casa da Agricultura de Caraguatatuba, ligada à CATI Regional Santos, e líder do Grupo de Olericultura da CATI, o qual tem grande experiência na produção agrícola, em especial de olerícolas. Durante os treinamentos, Figueiredo trabalhou questões de organização social, rastreabilidade e rotulagem como forma a melhorar a gestão e atender à legislação vigente. “Durante a programação, foi apresentada a forma adequada de uso de código de barras padrão EAN 13 − aceito no mundo todo e muito usado em supermercados no momento da compra − e também do QR Code, que é um código em 2D, o qual possibilita a inserção de diversas informações nos rótulos. “Essas tecnologias digitais facilitam o acesso do produtor rural principalmente ao mercado varejista, como supermercados e hortifrútis, além de poder mostrar ao público consumidor o seu site, promoções etc.”, explica Figueiredo.

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