Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

Casa da Agricultura de Socorro promove ações e atualiza conhecimento dos cafeicultores sobre Boas Práticas de pós-colheita para produção de cafés especiais

Casa da Agricultura de Socorro promove ações e atualiza conhecimento dos cafeicultores sobre Boas Práticas de pós-colheita para produção de cafés especiais

Casa da Agricultura de Socorro promove ações e atualiza conhecimento dos cafeicultores sobre Boas Práticas de pós-colheita para produção de cafés especiais

Em período de colheita da safra cafeeira no Circuito das Águas Paulista, localizado na Serra da Mantiqueira, os produtores precisam estar atentos a alguns cuidados durante a pós-colheita, visando à manutenção da qualidade dos frutos do cafeeiro. Por isso, a Casa da Agricultura de Socorro, vinculada à Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Regional Bragança Paulista, desenvolve um acompanhamento contínuo junto aos cafeicultores, com ações de assistência técnica e extensão rural (Ater). 

Entre as diversas ações, capacitações e eventos realizados neste ano, a Casa da Agricultura, com o apoio da Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé), organizou a palestra “Através da Excelência – Boas Práticas Pós-Colheita”, com o objetivo de orientar os cafeicultores sobres pontos essenciais da colheita e pós-colheita para a produção de cafés especiais.

Segundo o engenheiro agrônomo Rodrigo da Silva Binoti, Chefe da Casa da Agricultura de Socorro, as informações transmitidas em capacitações como essa são essenciais, pois o cafeicultor faz o manejo da lavoura durante o ciclo e, na hora de colher os frutos, é primordial adotar as Boas Práticas para a manutenção da qualidade. “Vimos que o trabalho está na direção certa, pois, na última edição do Concurso Estadual de Café de São Paulo, a região do Circuito das Águas Paulista obteve um ótimo resultado, com 11 cafeicultores conquistando posições de destaque nas quatro categorias do Concurso. Isso fortalece a região como produtora de cafés especiais, colocando-a em evidência nos âmbitos estadual e nacional. Neste ano, pretendemos, no mínimo, manter esse status na 22.ª Edição do Concurso Estadual de Café de São Paulo, coordenado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio de seu gabinete, da CATI, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) e da Câmara Setorial de Café.

Rodrigo diz ainda que, para essa edição do concurso, o objetivo é aumentar o número de cafeicultores do Circuito da Águas nas primeiras posições. “Sabemos que não será uma tarefa fácil, pois temos outras regiões do Estado com bom potencial, mas faremos tudo o que estiver ao nosso alcance, e capacitações como essa palestra somam conhecimento para que os nossos produtores possam colher uma boa safra. Sem contar que o Circuito das Águas Paulista é tradicionalmente conhecido como região produtora de café e ano a ano vem se fortalecendo como região produtora de cafés especiais, o que tem ampliado o interesse de mercados consumidores”.

 

Sobre o evento

O evento foi realizado nas dependências do Sindicato Rural de Socorro, onde estiveram presentes cafeicultores dos municípios de Amparo, Serra Negra e Socorro, sendo a maioria de associados à Cooxupé. Rodrigo destaca que para a realização do evento com sucesso, contaram com o apoio da Associação dos Produtores de Cafés Especiais do Circuito das Águas Paulista (Acecap), do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável de Socorro, do Sindicato Rural de Socorro e da Prefeitura, por meio do Departamento de Desenvolvimento Rural.

 

 

Programação

O engenheiro agrícola Felipe Mesquita de Miranda, que atua na área de Desenvolvimento de Cafés Especiais da Empresa SMC – specialty coffees, do município de Guaxupé (MG), empresa parceira da Cooxupé, falou sobre os cuidados necessários na busca por cafés especiais, com enfoque no momento adequado de se iniciar a colheita, o preparo da infraestrutura da propriedade cafeeira para recebimento da safra, bem como todas as etapas de recebimento do café e os procedimentos adequados na secagem e no armazenamento.

“O cafeicultor realiza e dá o seu melhor no trato da lavoura, fazendo muito bem todo manejo do ciclo produtivo do cafeeiro e, no momento da colheita, um detalhe que seja é o suficiente para perda de todo o trabalho. Um exemplo clássico é deixar de fazer a manutenção dos terreiros, o que resulta em depósitos, em suas rachaduras e frestas, de grãos de café da safra anterior, que sofreram ação de micro-organismos e se misturam com a nova safra, o que, com certeza, vai contaminar o lote, prejudicando sua qualidade e depreciando sua bebida”, ressalta Felipe.

Durante a palestra, os cafeicultores puderam esclarecer dúvidas com o engenheiro agrônomo Felipe, como foi o caso da cafeicultora Divina Ferrari Corsi, do Bairro do Livramento, em Socorro, que disse ter se mostrado muito satisfeita com as informações obtidas, pois foram de grande importância: “Muitas vezes, estamos preocupados em fazer a colheita e deixamos de dar atenção a detalhes necessários para que possamos fazer um bom café”.

Ainda durante o evento, a engenheira agrônoma Daiani Cristina Rubin de Toledo falou sobre a Cooxupé, que, desde 2022, está atuando como Posto de Atendimento ao cooperado em Socorro, atendendo à região, apresentando as vantagens e os benefícios da entidade, que tem aproximadamente 17 mil cooperados e mais de 90 anos de existência.

 

       

 

Sobre a produção de café em Socorro e região

O município de Socorro está localizado na Serra da Mantiqueira e pertencente à área de atuação da CATI Regional Bragança Paulista, que é composta por 17 municípios, sendo Socorro integrante do Circuito das Águas Paulista, constituído por nove municípios (Águas de Lindóia, Amparo, Holambra, Jaguariúna, Lindóia, Monte Alegre do Sul, Pedreira, Serra Negra e Socorro), sendo que em todos há produção de café, com destaque para os municípios de Amparo, Monte Alegre do Sul, Serra Negra e Socorro, com maior área.

“Segundo dados do Levantamento das Unidades de Produção Agropecuária (Lupa)/CATI, a Regional de Bragança Paulista possui aproximadamente 8.000 hectares de área cultivada em café, distribuídos em duas regiões cafeeiras: a Região Bragantina e o Circuito das Águas Paulista”, informa Rodrigo.

Logo Governo