1.° de outubro – Dia Internacional do Café | CATI fortalece a cafeicultura paulista com transferência de tecnologia, conhecimento e gestão para os agricultores investirem na qualidade da bebida que é uma “paixão nacional”
Falar da cafeicultura é falar de um tema que se confunde com a história do Estado de São Paulo. Pode-se afirmar que a cultura foi um dos pilares do desenvolvimento econômico de São Paulo, tanto que as laterais do brasão do Estado são adornadas por ramos de café frutificados, simbolizando a importância dessa atividade agrícola.
A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), com suas ações da extensão rural e execução de projetos e programas, tem, há décadas, apoiado os produtores rurais na transformação do café de São Paulo em sinônimo de qualidade, renda e emprego.

A cafeicultura ocupa um lugar de destaque no Estado de São Paulo, seja pela produção, pela ocupação de mão de obra, ou pela geração de renda nos municípios onde está instalada. Diante desse fato e da importância que a cafeicultura tem para a economia agrícola paulista, a CATI investe continuamente em ações de fortalecimento do segmento. “A extensão rural sempre teve um papel muito importante no apoio aos cafeicultores, principalmente nas pequenas propriedades, e na consolidação de suas organizações, atuando de forma estreita com a pesquisa (que em São Paulo remonta ao tempo do Império, com a criação do Instituto Agronômico, em Campinas, por Dom Pedro II). Em consonância com as demandas dos produtores, nosso Grupo Técnico (GT) de Café e extensionistas das Casas da Agricultura das regiões produtoras atuam de forma abrangente com projetos, programas e execução de políticas públicas e crédito rural para apoiar a expansão da atividade de forma sustentável, para que o estado tenha uma cadeia produtiva do café cada vez mais forte”, explica Ricardo Domingos Luiz Pereira, coordenador da CATI.

Segundo Rodrigo Binotti, líder do GT de Café e engenheiro agrônomo responsável pela Casa da Agricultura de Socorro, ligada à CATI Regional Bragança Paulista, o trabalho do grupo tem sido relevante para agregar e direcionar as ações de assistência técnica e extensão rural para a cafeicultura paulista. “No GT temos engenheiros agrônomos das principais regiões cafeeiras do estado, que de forma afinada auxiliam tanto a coordenadoria nas ações voltadas à cadeia da cafeicultura para formalização de políticas públicas para o setor, quanto as demais unidades da CATI espalhadas pelo território paulista, atendendo às demandas das Casas de Agricultura no atendimento aos produtores com soluções para o dia a dia, tornando a cafeicultura paulista reconhecida pela competitividade, geração de emprego e renda, bem como qualidade do café ofertado com diversos aromas e sabores atendendo ao mercado cada vez mais exigente”.
Membro do GT, Geraldo Nascimento Junior, diretor da CATI Regional Franca, enfatiza que as ações da instituição acontecem por meio de um trabalho coordenado com parcerias públicas e privadas e entidades do setor, com a realização de capacitações para produtores e extensionistas, bem como difusão de conhecimento, novas tecnologias de produção e Boas Práticas Agropecuárias e de gestão. “Para isso, anualmente, são realizados Dias de Campo, seminários, palestras, cursos, bem como implementadas Unidades Demonstrativas de Tecnologia, entre outros, levando em consideração as características regionais e as necessidades dos produtores, atuando de forma local, mas com impacto em toda a cadeia”.

Geraldo complementa ressaltando que a cafeicultura paulista está distribuída em regiões produtoras bastante distintas (sendo as principais Franca, São João da Boa Vista, Ourinhos, Marília e Bragança Paulista), mas com estratégias comuns voltadas ao aumento de produtividade, à redução de custos e ao aprimoramento da qualidade do café produzido com sustentabilidade social, econômica e ambiental. “A maioria das áreas de produção é plana e quase que totalmente mecanizada, mas existem cultivos em regiões de montanhas, onde têm sido adotadas tecnologias adequadas à realidade, as quais têm possibilitado a obtenção de café de ótima qualidade com sustentabilidade. É importante destacar que, apesar da mecanização, a cafeicultura é uma grande geradora de empregos, pois demanda mão de obra especializada em muitos processos”.
Outro ponto importante, no qual a CATI tem atuado junto aos produtores, de acordo com Geraldo, é na produção de café de qualidade. “Realizamos capacitações para os produtores, visando à melhoria da qualidade do café, orientando o momento ideal de iniciar a colheita e o processamento do café no terreiro. Atualmente, o mercado está muito aberto aos cafés especiais, por isso muitos produtores têm investido em marcas próprias de café com alta qualidade, agregando valor ao produto. Um fato importante nesse mercado é que os jovens agricultores estão liderando esse mercado de cafés especiais, participando de provas de bebidas e concursos de qualidade. Isso é um bom sinal para a sucessão nas propriedades cafeeiras”.
Concurso Estadual “Qualidade do Café de São Paulo: espaço para o aprimoramento e fortalecimento da cafeicultura paulista
Em sua 23.ª edição, em que os vencedores das cinco categorias definidas serão conhecidos no final de novembro, o Concurso Estadual “Qualidade do Café de São Paulo” organizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio de seus órgãos, e parceiros da iniciativa privada, com o objetivo de valorizar os cafés produzidos com excelência pelos agricultores paulistas − consolidou e promoveu a identidade do café de São Paulo.
Na edição do ano passado, entre todos os presentes − autoridades, produtores, profissionais do segmento rural e convidados −, o sentimento foi unânime: o café, que é uma paixão nacional, ganha novos contornos com este concurso, que é um incentivo à produção com qualidade em solo paulista.
“Este concurso é um balizador da qualidade do café produzido em São Paulo. Para garantir a transparência e seriedade em todas as etapas, contamos com um trabalho coordenado entre a CATI e os diversos órgãos da Secretaria, da pesquisa, da Câmara Setorial do Café, bem como com especialistas renomados e idôneos na apreciação e classificação das amostras enviadas por produtores de todo o estado”, explica Alexandre Manzoni Grassi, diretor do Departamento de Extensão Rural da CATI.
O concurso de 2024 está em fase de recebimento de amostras. “No passado, recebemos 380 amostras. Nesta edição, a expectativa é receber amostras de produtores que já participaram de outros certames e também daqueles que participarão pela primeira vez”.
Para mais informações sobre o Concurso, acesse:
O Dia Internacional do Café foi implementado, em 2015, pela Organização Internacional do Café (OIC), para promover e celebrar o café como bebida, com eventos ocorrendo agora em vários lugares do mundo.