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Agricultura e Abastecimento
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Seminário Cacau Paulista 2026 consolida São Paulo como nova fronteira da cacauicultura e fortalece cadeia produtiva

Seminário Cacau Paulista 2026 consolida São Paulo como nova fronteira da cacauicultura e fortalece cadeia produtiva

Evento reuniu produtores, pesquisadores, extensionistas, empresas e investidores em São José do Rio Preto para discutir tecnologia, inovação e oportunidades de mercado, reforçando o papel estratégico do Projeto Cacau SP na expansão da cultura no estado

O Seminário Cacau Paulista 2026 reuniu, no dia 25 de junho, no Auditório Acirp “Anatol Konarski”, em São José do Rio Preto, os principais agentes da cadeia produtiva do cacau em um encontro voltado ao fortalecimento e à expansão da cultura no estado de São Paulo. Organizado pela Associação Comercial e Empresarial de São José do Rio Preto (Acirp), com correalização da CATI e de parceiros, a primeira edição do evento se mostrou um importante espaço para a difusão de conhecimento técnico, integração entre instituições e construção de novas oportunidades para o setor.

Produtores rurais, extensionistas, pesquisadores, empresas, representantes da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), investidores e lideranças do agronegócio participaram de uma programação dedicada aos desafios e às perspectivas da cacauicultura paulista, reforçando o potencial de São Paulo — especialmente da região Noroeste Paulista — como uma das novas fronteiras da produção nacional de cacau.

Ao longo do seminário, especialistas de diversas regiões do país, como os pesquisadores da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac/Mapa), George Sodré e Adonias Castro Filho, apresentaram conteúdos sobre implantação de lavouras, manejo, irrigação, nutrição, pós-colheita, industrialização e comercialização. As palestras evidenciaram que a adoção de tecnologias e Boas Práticas Agrícolas é determinante para elevar a produtividade, melhorar a qualidade das amêndoas e ampliar a rentabilidade dos produtores.

Além da atualização técnica, o encontro promoveu a aproximação entre pesquisa, extensão rural, setor produtivo e iniciativa privada, estimulando novos negócios e fortalecendo a integração entre todos os elos da cadeia produtiva. A cultura do cacau foi apresentada como uma alternativa estratégica para diversificação das propriedades rurais, agregação de valor, geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

A realização do seminário também evidenciou o papel da CATI – como executora do Projeto Cacau SP da Secretaria de Agricultura e Abastecimento – na promoção da inovação e da assistência técnica aos produtores, contribuindo para a implantação e consolidação da cacauicultura paulista por meio da transferência de tecnologias, da capacitação e da articulação entre instituições públicas e privadas.

Balanço positivo e perspectivas para o setor

Para os organizadores, o Seminário Cacau Paulista 2026 atingiu plenamente seus objetivos ao reunir os principais atores envolvidos no desenvolvimento da atividade. “Pode-se dizer, que o Seminário Cacau Paulista 2026 se consolidou como um importante fórum para o planejamento do crescimento da cadeia produtiva, demonstrando que o cacau representa uma atividade tecnicamente viável, economicamente promissora e alinhada às demandas de um agronegócio cada vez mais inovador e sustentável”, destacou André Seixas, vice-presidente da Acirp, acrescentando que a realização do evento reforça que o fortalecimento da cacauicultura depende da cooperação entre instituições, produtores, empresas e investidores. “Com essa união de esforços, São Paulo avança de forma consistente para se consolidar como um dos principais polos emergentes da produção de cacau de qualidade no Brasil”.

Para Fernando Miqueletti, chefe da CATI Regional São José do Rio Preto e integrante do Grupo Técnico de Cacau da CATI, o sucesso do seminário demonstra a força da integração entre as instituições comprometidas com o desenvolvimento sustentável do agronegócio paulista. “A parceria entre a CATI e a Acirp foi fundamental para reunir produtores, pesquisadores, empresas, investidores e lideranças em torno de um objetivo comum: fortalecer a cacauicultura paulista. A Acirp proporcionou uma excelente estrutura e contribuiu decisivamente para que o evento alcançasse um elevado nível de organização, enquanto a CATI reafirmou seu compromisso de levar conhecimento, assistência técnica e inovação aos produtores rurais. Essa integração entre extensão rural, setor produtivo e iniciativa privada é o caminho para transformar oportunidades em resultados concretos”.

Miqueletti destacou ainda que, o grande interesse do público e a qualidade dos debates demonstram que São Paulo reúne todos os fatores necessários para assumir posição de destaque na produção nacional de cacau. “Temos condições técnicas, climáticas e profissionais para consolidar o estado como referência nacional na produção de cacau de alta qualidade. O seminário deixa um legado importante de conhecimento, novas parcerias e perspectivas de investimentos, fortalecendo o trabalho que a CATI vem desenvolvendo junto aos produtores”.

Sobre o momento vivido pela cacauicultura paulista, Miqueletti destaca a importância do Projeto Cacau SP da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e executado pela CATI, que tem se firmado como uma estratégia de longo prazo que impulsiona essa transformação e contribui para que o estado de São Paulo venha a ocupar um espaço cada vez mais relevante na cacauicultura brasileira, sempre com foco em inovação, sustentabilidade, diversificação de atividades e geração de oportunidades no campo. “O Cacau SP tem sido uma mola propulsora nesse cenário promissor. Por meio dele, a CATI atua na implantação de vitrines tecnológicas, na capacitação de técnicos e produtores, na difusão de tecnologias adaptadas às diferentes regiões paulistas e na articulação com instituições de pesquisa e parceiros estratégicos. Esse trabalho tem proporcionado mais segurança aos agricultores que desejam investir na cultura, reduzindo riscos, aumentando a eficiência produtiva e criando uma base sólida para o crescimento sustentável da cadeia”.

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