Especialistas alertam que a preservação do solo é vital para garantir segurança alimentar e resiliência econômica. Manejo técnico e práticas conservacionistas são ações centrais de estratégia produtiva
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA) do Estado de São Paulo realizou, nesta quarta-feira, 15 de abril, o XVII Seminário sobre Conservação do Solo e Proteção de Recursos Naturais em Campinas (SP). O evento, que celebrou o Dia Nacional da Conservação do Solo, reuniu cerca de 150 participantes entre técnicos, pesquisadores e produtores para debater práticas sustentáveis e medidas de impacto direto no campo.
Para Alberto Amorim, secretário executivo de Agricultura, o seminário integra um conjunto de iniciativas estratégicas que conferem transparência às ações da Pasta e reiteram o compromisso do Estado com a sustentabilidade.
“O protagonismo tecnológico alcançado pelo setor, nos últimos 50 anos, deixou claro que a segurança alimentar e energética é indissociável da saúde do solo. Por ser um recurso finito e de lenta renovação, sua preservação é o alicerce de qualquer modelo econômico resiliente”, destaca. “Este evento consolida a integração entre a pesquisa científica e a prática no campo. O objetivo central é fortalecer uma rede de conhecimento que assegure a integridade desse patrimônio ambiental e produtivo para a população e para as futuras gerações”, diz.
Durante a programação, a Defesa Agropecuária lançou oficialmente a cartilha educativa de conservação de solos “O sítio que voltou a sorrir”. O Instituto Agronômico (IAC-Apta) apresentou um documento atualizado sobre Manejo Conservacionista, consolidando décadas de pesquisa em diretrizes aplicáveis à realidade.
O diretor da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Ricardo Pereira, destacou a importância da integração entre a pesquisa e a extensão rural durante o encontro. “O sucesso do trabalho está nas ações integradas. Temos orgulho de levar as tecnologias de conservação de solo para os produtores rurais e ajudar em sua implantação. São práticas que não transformam apenas as paisagens, mas a vida das pessoas”, comenta.
Da teoria ao campo
A programação teve início no período da manhã, no anfiteatro do IAC-Apta, com painéis sobre a história da conservação no território paulista e palestras técnicas. À tarde, o aprendizado foi levado para a prática na Fazenda Santa Elisa, do IAC-Apta. Antoniane Arantes, líder do Grupo Técnico de Conservação de Solo da CATI, explicou que a proposta combina técnicas, metodologias e tecnologias de conservação à aplicação prática. Sob a coordenação de especialistas, os participantes percorreram estações de campo que abordaram aspectos da paisagem, pedologia e tecnologias de precisão.
O evento foi promovido pela SAA, por meio da CATI, do IAC-Apta, da Defesa Agropecuária e da Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag), consolidando a relevância do tema nas discussões sobre a preservação do maior patrimônio do produtor rural: o solo.
Abaixo, a galeria de imagens do evento:









