Desenvolvido em uma parceria entre a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI) Regional Guaratinguetá e o Núcleo de Mudas de São Bento do Sapucaí, ligado à CATI Sementes e Mudas, o Projeto Pinhão Paulista vem sendo implementado principalmente no município de Cunha − responsável pela maior produção paulista −, contando com várias frentes de atuação, dentre as quais apoio técnico e fomento ao plantio de araucária enxertada para produção precoce de pinhão, inclusive com fornecimento de mudas enxertadas produzidas pela CATI.

“Nosso objetivo com a execução do Projeto é fornecer uma alternativa de trabalho e renda para os agricultores da região, por meio do pinhão, que é uma cultura adequada às áreas declivosas e frias que são comuns na Serra da Bocaina e possuem baixa aptidão agropecuária para quase todas as outras explorações. Além disso, o intuito também é de promover a maior sustentabilidade na cadeia de pinhão, reduzindo a pressão de coleta nos remanescentes nativos”, explica César Frizzo, engenheiro agrônomo da Casa da Agricultura de Cunha, à frente do Projeto Pinhão Paulista.
“O pinhão é um alimento muito nutritivo, saudável e que ajuda a manter a floresta em pé, ao mesmo tempo em que gera renda para famílias rurais em regiões de poucas alternativas agropecuárias, por conta dos fatores limitantes de relevo, solo e clima, como é o caso de nossa região. Por isso, há alguns anos, juntamente com a associação de coletores e parceiros que vieram somar ao trabalho de extensão rural da CATI, estabelecemos a base para desenvolver o Projeto Pinhão Paulista na Serra da Bocaina, principal região produtora do estado, que abrange o nosso município de Cunha, o qual responde por 70% da produção paulista que, atualmente, está em torno de cerca de 370 toneladas, de acordo com a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp)”, explica Frizo.

Contato: cesar.frizo@sp.gov.br