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CATI Regional Santos coloca em pauta os Circuitos Alimentares de Proximidades, em evento realizado na Unesp, em São Vicente

CATI Regional Santos coloca em pauta os Circuitos Alimentares de Proximidades, em evento realizado na Unesp, em São Vicente

Organizada em parceria pela CATI Regional Santos e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), com apoio do Fórum de Economia Solidária da Baixada Santista, a capacitação intitulada “Formação em Circuitos Alimentares de Proximidades” aconteceu nos dias 24 e 26 de setembro, no  Instituto de Biociências do campus do Litoral, localizado em São Vicente.

A capacitação reuniu mais de 50 pessoas, entre agricultores, extensionistas, indigenistas, gestores de políticas públicas, pesquisadores, professores e estudantes. “Foram dias de muito aprendizado, com apresentação de representantes de projetos e associações como Hortas Comunitárias, Comunidades que Sustentam a Agricultura (CSAs), Grupos de Consumo, Rede Livres Cooperativa, Associação de Agricultores Familiares (Amibra), Grupo Cozinha Afetiva, Grupos de Compostagem, entidades do Terceiro Setor e da Campanha da Fraternidade da Diocese de Santos. Os exemplos apresentados são oriundos da Baixada Santista e Grande São Paulo, os quais estão acontecendo em diversos municípios, não somente na área de atuação desta Regional da CATI, mas de forma geral no país inteiro”, avalia Edna Maddarena, diretora da CATI Regional Santos.

A expressão “Circuitos Alimentares de Proximidades” retrata o caminho percorrido pelo alimento, desde o local e modo de produção até chegar à mesa do consumidor, ou seja, transita por poucas mãos, podendo-se afirmar que do agricultor, o alimento vai direto para as mãos do consumidor, sem intermediários. “Dentre estas modalidades de circuitos que possibilitam este percurso, temos as hortas comunitárias, as feiras de agricultores, os grupos de consumos, a Comunidade que Sustenta Agricultura (CSA), a Cooperativa e Associação de agricultores e as políticas públicas de  compras governamentais, como o Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE), Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Paulista da Agricultura de Interesse Social (PPAIS)”, explica Hemerson Calgaro, extensionista da CATI Regional Santos, o qual integrou o grupo organizador, destacando que, em todas essas modalidades, há a atuação de extensionistas.

“Nesse meio produtivo e consumidor, há a figura do extensionista, que é o tradutor das técnicas agrícolas produtivas e responsável por ser o interlocutor, em muitas vezes, das organizações rurais com seus membros, a fim de que acessem as políticas públicas ou mesmo realizem outras formas de comercialização, o que dará lastro para eventuais mudanças ou oscilações no mercado. A CATI Regional Santos está imbuída dessa missão, integrada em rede e com parceiros que, em uníssono, buscam o bem comum, a produção sustentável de alimentos e a reciprocidade nas relações sociais”, explica o extensionista.

Outra questão importante destacada por Calgaro sobre esta modalidade de comercialização está relacionada à palavra proximidades. “Essa expressão nos remete a algumas características desse sistema, como a ‘proximidade territorial’, ou seja, se a unidade agrícola produtiva está próxima ou não de quem consome. Além da territorial, há a ‘proximidade afetiva’, que diz respeito às relações sociais, preferência e busca por uma produção agrícola sustentável e agroecológica, além de questões como amizade, respeito e confiança entre os envolvidos, ou seja, entre quem produz e quem consome”.

Programação

No dia 24/9, foram abordados teoricamente e apresentados casos práticos em que tais circuitos acontecem, dentre os quais vários deles na Baixada Santista e alguns do exterior, como no caso da Suécia, relatado por Rodrigo Thurler Nacif, indigenista da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) de Itanhaém, e no de Londres, relatado pelo pesquisador Prof. Dr. Les Levidow, da The Open University. “No fim da programação deste dia, aconteceu uma roda de conversa com todas as instituições e organizações representadas para interação sobre o tema da formação. 

No dia 25/9, foram realizadas visitas técnicas em locais de produção e comercialização, como na Horta Vila Margaria, em São Vicente, e na CSA Acerola, Livres Cooperativa e Horta Bons Frutos em Santos. 

Sobre a importância da formação, o extensionista Newton José Rodrigues da Silva, da CATI Regional Santos, um dos autores (ao lado de Hemerson Calgaro e de Wagner Santos CSA Bauru/CSA Demétria) do livro “Circuitos Alimentares de Proximidades e a Economia Solidária”, que faz parte da série de Documentos Técnicos da CATI sob o n.º 130.

“Os Circuitos Alimentares de Proximidades valorizam aquele que produz respeitando os recursos naturais, ao mesmo tempo em que atende aos anseios do consumidor. As modalidades citadas anteriormente têm sua origem tanto na sociedade civil quanto no poder público; a primeira (feiras, grupos de consumo, CSA etc.) traz formas de organização que independem da segunda (Compras Públicas ou governamentais), sendo o contrário verdadeiro. Dessa forma, tais modalidades de circuitos alimentares ativam as proximidades e não sofrem competição entre si, mas sim promovem cooperação, em um espaço onde os agricultores, o consumidores e o meio ambiente são os grandes beneficiados”, salienta Rodrigues.

Para mais informações sobre este tema, acesse o site da CATI e baixe gratuitamente o livro “Circuitos Alimentares de Proximidades e a Economia Solidária”,  via link:

https://www.cati.sp.gov.br/portal/themes/unify/arquivos/produtos-e-servicos/acervo-tecnico/CIRCUITOSALIMENTARESECONOMIASOLIDARIA%206_12_2022_c.pdf

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