Atividade promovida pela CATI mostrou, na prática, como a compostagem e a vermicompostagem ajudam a reduzir o lixo e fortalecer a conexão com a natureza
O que muita gente chama de lixo pode, na verdade, ser o começo de um novo ciclo de vida. Foi com essa proposta de transformação, educação ambiental e cuidado com a terra que o Centro de Educação Ambiental Fazendinha Feliz, da CATI, realizou, no dia 27 de abril, uma oficina especial sobre criação de minhocas e produção de húmus, reunindo cerca de 30 participantes interessados em aprender formas sustentáveis de reaproveitar resíduos orgânicos domésticos e transformá-los em húmus para as suas plantas, para suas hortas e seus pomares.
A atividade contou com a participação do minhocultor Luis Fernando Fregolon, referência no tema há mais de 25 anos em Campinas e integrante do grupo de estudos “Escola na Horta”, da própria Fazendinha Feliz. Durante a oficina, os participantes puderam conhecer técnicas simples e acessíveis de vermicompostagem, processo em que as minhocas transformam restos de frutas, verduras e outros resíduos orgânicos em húmus, um adubo natural rico em nutrientes. “As minhocas são nossas aliadas nessa importante atribuição humana”, destaca Osmar Mosca Diz, engenheiro agrônomo da Coordenadoria de Extensão Rural (Cextru) da CATI e responsável pelo Projeto Fazendinha Feliz.

Mais do que ensinar técnicas, a oficina despertou encantamento e mostrou a simplicidade da implantação do sistema. Os participantes acompanharam, de perto, o trabalho silencioso das minhocas e compreenderam como pequenas atitudes dentro de casa podem gerar impactos positivos para o meio ambiente. “A vermicompostagem pode ser implantada tanto nos quintais das casas como em escolas, propriedades rurais e até mesmo em apartamentos, pois o espaço exigido e ocupado com as minhocas é bastante reduzido. As pessoas, sobretudo as crianças, ficam encantadas com a transformação das cascas de frutas e das verduras descartadas em um valioso adubo orgânico para a terra”, explica Fregolon.
A ação integra o trabalho permanente de educação ambiental desenvolvido pela CATI, por meio da do Projeto Fazendinha Feliz, que promove atividades práticas voltadas à sustentabilidade, alimentação saudável e valorização da vida e biodiversidade.
Segundo Osmar, iniciativas como essa ajudam as pessoas a enxergar os resíduos orgânicos de outra maneira. “O lixo orgânico só será tido como lixo se não tivermos competência de lidar com ele. Mas, se o utilizarmos como se deve, ele se transforma em um resíduo extremamente valioso, com potência para voltar a ser terra e, depois, alimento novamente”, avalia.
Ele ressalta, ainda, que a compostagem e a atuação das minhocas são fundamentais para a saúde do solo e para a construção de uma consciência ambiental mais prática e cotidiana. “As minhocas exercem um papel extraordinário nesse processo. Elas aceleram a decomposição da matéria orgânica, produzem um húmus riquíssimo para o solo e ajudam a devolver vida à terra. Além do benefício ambiental, a vermicompostagem também tem um forte caráter educativo, porque faz as pessoas compreenderem os ciclos da natureza e a responsabilidade que cada um tem sobre os resíduos que produz”. Ao incentivar práticas sustentáveis e aproximar a população dos processos naturais, a Fazendinha Feliz reafirma seu papel como espaço de formação, sensibilização e construção coletiva de uma relação mais consciente com o meio ambiente. “A CATI, por meio da Cextru e do Projeto Fazendinha Feliz, cumpre assim o seu papel de contribuir para a expansão da educação ambiental”.





