Cerca de 80% dos atendimentos realizados pela CATI em 2025 envolveram a cadeia produtiva de olericultura nos 12 municípios ligados à Regional
A região de Mogi das Cruzes se destaca no agronegócio paulista por produzir hortaliças com o auxílio da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), órgão ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP). Dos 4.549 atendimentos realizados pela CATI Regional Mogi das Cruzes no ano passado, cerca de 80% correspondem a essa cadeia produtiva.
Segundo o chefe de Divisão da Regional, João Paulo Nikolaus, as cadeias de fruticultura e floricultura também demandam muitos atendimentos da CATI a produtores rurais. “Além de Mogi das Cruzes, nossa Regional responde por Casas da Agricultura de mais 11 cidades paulistas. As três principais cadeias que prestamos serviços de assistência técnica e extensão rural são olericultura, fruticultura e floricultura”, informa Nikolaus.
“Considerada parte do Cinturão Verde paulistano, nossa Regional é responsável por boa parte da produção de hortaliças que abastecem a Região Metropolitana de São Paulo e o litoral, com destaque para as produções de alface, repolho, brócolis, couve e cebolinha. A fruticultura se destaca pela produção de caqui (maior fornecedor da Ceagesp – Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo), nêspera, atemoia e goiaba. E a floricultura se destaca pela produção de orquídeas, principalmente das espécies Cymbidium e Phalaenopsis”, comenta.
Ainda de acordo com o chefe de Divisão, essas três cadeias produtivas possuem grande relevância na Regional Mogi das Cruzes, apresentando a maior contribuição no produto interno bruto (PIB) agropecuário: R$ 1,6 bilhão. “Tais cadeias demandam serviços de assistência técnica para melhora da eficiência dos processos produtivos (análises de solo, orientações no controle de doenças e pragas, manejo hídrico, Protocolo de Transição Agroecológica); também são demandados serviços relacionados ao acesso a políticas públicas, como crédito rural, programas de aquisição de alimentos, regularização ambiental e organização rural (cooperativismo e associativismo)”, ressalta Nikolaus.






Menos tradicionais
Além das hortaliças citadas anteriormente, legado tradicional da colonização japonesa da região – importante para o desenvolvimento agrícola –, algumas novidades vêm se destacando para atender à demanda do mercado consumidor. “Atualmente, as ‘baby lief’ (pequenos vegetais ou brotos) estão sendo cultivadas para utilização em alta gastronomia, visando à ornamentação de pratos e propiciando sabores únicos. Outra cultura que vem ganhando escala, em decorrência da colonização japonesa e dos novos hábitos alimentares, é a soja verde, também conhecida como ‘edamame’, que é rica em proteína e atende consumidores com restrições à proteína animal. A região ainda possui destaque na produção de temperos e ervas, sendo responsável por cerca de 90% do volume comercializado na Ceagesp”, complementa Nikolaus.
Para o diretor da CATI, Ricardo Pereira, a SAA-SP atua como a ponte entre a tradição e o novo potencial da região. “Estamos atentos ao movimento dos produtores e às novas exigências do mercado. Nosso compromisso é fortalecer as culturas que já são o coração econômico da Regional Mogi das Cruzes, bem como dar o suporte técnico necessário para que as cadeias produtivas menos tradicionais se tornem realidades lucrativas”, destaca Pereira.
Os municípios atendidos pela Regional são: Arujá, Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano.