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Meliponicultura, educação e biodiversidade: Projeto Fazendinha Feliz da CATI abre 2026 fortalecendo redes agroecológicas

Meliponicultura, educação e biodiversidade: Projeto Fazendinha Feliz da CATI abre 2026 fortalecendo redes agroecológicas

Oficina sobre abelhas nativas sem ferrão reuniu agricultores urbanos, técnicos e instituições parceiras, reafirmando o papel extensionista da instituição na educação ambiental

E a porteira já está aberta! Com a realização de uma oficina sobre meliponicultura – a criação de abelhas nativas sem ferrão –, tiveram início as atividades do Projeto Fazendinha Feliz, centro de educação ambiental da CATI, reconhecido oficialmente pela Prefeitura de Campinas, onde está localizado. Realizada no espaço educativo do projeto, a atividade contou com a participação de mais de 30 pessoas, entre agricultores agroecológicos urbanos, técnicos da Prefeitura Municipal de Campinas e facilitadoras do Instituto Pé de Feijão.

Segundo o engenheiro agrônomo Osmar Mosca Diz, do Centro de Extensão Rural (Cextru/CATI) e responsável pelo projeto, o encontro simbolizou o compromisso permanente da CATI com a educação, a sustentabilidade ambiental e a alimentação saudável. “Iniciar o ano com uma atividade como essa reafirma o papel da Fazendinha Feliz como um espaço de encontro, de aprendizado e de construção conjunta do conhecimento, especialmente em temas como a meliponicultura, que é tão importante para a vida de toda a sociedade”.

Para o agrônomo, o interesse demonstrado pelos participantes evidencia o avanço da atividade no estado. “A meliponicultura (área na qual a CATI vem atuando há anos, contribuindo para a formação, organização e apoio no cadastramento e na regularização de meliponicultores junto aos órgãos competentes) vem crescendo de forma consistente em São Paulo, com cada vez mais produtores formados, atuantes e regularizados. Isso mostra que o conhecimento, quando compartilhado com responsabilidade, gera frutos duradouros”.

Representando a diretoria da CATI, o extensionista rural Antoniane Arantes enalteceu o projeto, que, em 2026, completa 15 anos. “A Fazendinha Feliz é um projeto de muito orgulho para a CATI, possibilitando que o comportamento correto e ético em relação ao meio ambiente seja vivido e aprendido por todas as pessoas que vivenciam atividades neste espaço tão bem desenvolvido e cuidado pelo engenheiro agrônomo Osmar Mosca, uma referência da instituição em conceitos de sustentabilidade, ecologia e desenvolvimento humano, especialmente no trato com as crianças, um dos maiores públicos das ações do projeto. Sobre esta primeira atividade do ano, podemos dizer que ela permitiu aos participantes aprender, na prática, a importância das abelhas nativas sem ferrão para a manutenção da vida no planeta, bem como sua integração a todos os ambientes produtivos agrários e ecológicos”.

Programação

As abelhas nativas sem ferrão fazem parte da história da Fazendinha Feliz, desde fevereiro de 2016, com a instalação das primeiras colônias no meliponário didático, um espaço de aprendizado permanente aberto para visitas guiadas ou espontâneas. “O meliponário é uma ferramenta pedagógica poderosa. Ele permite que as pessoas conheçam de perto esses seres tão valiosos e compreendam sua importância para a manutenção da vida e para a produção de alimentos”, explica Osmar.

Durante a oficina, foram abordadas técnicas e princípios relacionados à importância ecológica das abelhas nativas, ao respeito à biodiversidade e à criação responsável desses insetos, fundamentais para a polinização e o equilíbrio dos agroecossistemas.

A oficina reafirmou o papel da CATI na promoção de uma extensão rural baseada no diálogo, na cooperação e na educação, contribuindo para o desenvolvimento coletivo e sustentável. “A extensão rural é, acima de tudo, um processo educativo construído entre pessoas que desejam aprender, se unir e transformar a realidade de forma conjunta”, conclui o agrônomo.

Parcerias alimentam o Projeto Fazendinha Feliz

Em todo o desenvolvimento do projeto, Osmar reforça que as parcerias são fundamentais para o sucesso das atividades. Nesta oficina, em especial, segundo ele, o agradecimento é para o Instituto Pé de Feijão, parceiro na organização da atividade e na mobilização dos participantes, bem como às agricultoras das hortas comunitárias da cidade, que contribuíram com o preparo do lanche, seguindo a proposta de sempre oferecer uma alimentação saudável, natural e saborosa, com uso de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) e plantas medicinais. “Nada disso seria possível sem as parcerias. Trabalhar em conjunto com instituições, produtores e a comunidade fortalece nossa missão e amplia o alcance das ações, tanto na cidade quanto no campo”, destacou.

Fazendinha Feliz: 15 anos de atividades educativas que transformam vidas

Em 2026, o Projeto Fazendinha Feliz completa 15 anos de atuação na área de educação ambiental e alimentar, consolidando-se como referência na valorização das práticas agroecológicas e na aproximação entre o campo e a cidade. “Em junho, completaremos 15 anos de serviços prestados à sociedade, especialmente às crianças e aos educandos, que encontram aqui um espaço de encantamento, aprendizado e valorização da vida e das coisas da terra”, celebra Osmar, enfatizando que o espaço tem sido reconhecido como um ambiente educativo voltado à convivência entre agricultores, extensionistas, crianças, educandos, educadores e a sociedade em geral. “A missão da extensão rural é educar por meio do encontro. Quando agricultores, técnicos e instituições se reúnem com esse propósito, criamos uma rede sociotécnica viva, que ultrapassa as cercas dos agroecossistemas”.

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