Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

Do microscópio ao campo: o laboratório da CATI que impulsiona a fruticultura paulista

Do microscópio ao campo: o laboratório da CATI que impulsiona a fruticultura paulista

Recém reformado, o Laboratório de Micropropagação da CATI, em Tietê (SP), produz até 120 mil mudas matrizes de morango e banana por ano, que dão origem a milhões de mudas utilizadas na fruticultura do Estado de São Paulo

Antes de chegar às feiras, mercados e à mesa do consumidor, frutas amplamente consumidas como morango e banana passam por uma etapa essencial e pouco conhecida da cadeia produtiva: o trabalho científico realizado em laboratório. É nesse ambiente controlado que se inicia o primeiro passo para frutas de qualidade, com reflexos diretos na produtividade e no desempenho das lavouras no campo.

O trabalho é desenvolvido no Laboratório de Micropropagação do Núcleo de Produção de Mudas de Tietê, unidade da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento. No local, são produzidas mudas matrizes com alta qualidade genética e fitossanitária, utilizadas por viveiristas e produtores rurais em todo o estado.

O que são Mudas Micropropragadas?

Mudas micropropagadas são plantas produzidas em laboratório a partir de uma planta-mãe saudável. Por meio de uma técnica de clonagem em ambiente controlado, é possível obter, em pouco tempo, grande quantidade de mudas idênticas, livres de pragas e doenças e com alto padrão de qualidade. Após essa etapa em laboratório, as plantas passam por um período de adaptação em estufas, antes de serem destinadas ao plantio no campo.

Legenda: Laboratório dispõe de salas climatizadas para preservar material que dá origem às matrizes

Segundo Laura Becker, diretora técnica do laboratório, a produção é realizada exclusivamente com material vegetal regularizado. Ela explica que o laboratório trabalha com espécies já comerciais, a partir de matrizes mantidas em estufas registradas no Ministério da Agricultura. “A multiplicação ocorre conforme a demanda dos produtores, principalmente para as culturas de banana e morango, além da mandioca. A capacidade de produção da unidade é de até 120 mil mudas por ano, com expectativa de ampliação, especialmente para atender à crescente demanda por mudas de banana”, acrescenta.

O laboratório de Tietê foi inaugurado em 2018, a partir de uma demanda de produtores da região de Atibaia e Jarinu, e desde então a unidade se consolidou como referência no fornecimento de mudas matrizes adaptadas ao microclima paulista, produzidas em condições estéreis e livres de pragas e doenças.

No mês de dezembro, o Governo do Estado de São Paulo entregou a reforma completa do laboratório, com adequações estruturais e modernização das instalações. A unidade recebeu investimentos em tecnologia, incluindo um sistema de biorreatores, que permite ampliar a capacidade produtiva com maior eficiência e menor utilização de mão de obra.

Legenda: Secretário executivo, Alberto Amorim, descerra placa de reforma da unidade de Tietê (SP)

Com isso, o laboratório reforça seu papel estratégico no apoio à fruticultura paulista, ao garantir material vegetal confiável, padronizado e de alto desempenho, contribuindo para a competitividade do setor e para o desenvolvimento rural no Estado de São Paulo.

Crédito para fortalecer a cadeia do morango

Como ação complementar de fomento, o Governo do Estado de São Paulo anunciou a liberação de 3 milhões de reais em crédito por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista para o cultivo de morango.

A linha de crédito permite investimentos em estufas, túneis, sistemas de irrigação e aquisição de mudas certificadas. Produtores pessoa física podem financiar até 250 mil reais, pessoas jurídicas até 500 mil reais e associações ou cooperativas até 800 mil reais. Até 30 por cento do valor pode ser destinado ao custeio, com prazo de pagamento de até 84 meses e carência de 12 meses.

Para acessar a linha do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (FEAP), procure a Casa da Agricultura do seu município ou a unidade do ITESP.

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