Com uma aliança inédita entre poder público estadual e municipal, entidades do setor e iniciativa privada, a CATI Regional Pindamonhangaba inicia um movimento decisivo para transformar áreas degradadas em solos produtivos, fortalecendo a agricultura local por meio do Programa Solo + Fértil
A Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI) está ampliando sua atuação na área de conservação do solo, em Pindamonhangaba, por meio de uma forte articulação interinstitucional que fortalece o Programa Solo + Fértil, iniciativa que busca elevar a fertilidade dos solos paulistas e inserir pequenos e médios produtores na moderna agricultura brasileira.
“O Programa Solo + Fértil tem como objetivo central promover a recuperação e conservação dos solos, aumentando a produtividade agrícola e garantindo práticas ambientalmente sustentáveis. Em Pindamonhangaba, a CATI vem integrando esforços com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável; o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar)/Sindicato Rural, por meio do Programa AteG; e a Sociedade Extrativa Dolomia, formando uma rede de cooperação inédita no município, como um passo estratégico para reverter a degradação do solo e impulsionar a produtividade no campo”, explica Haley Silva de Carvalho, chefe da CATI Regional Pindamonhangaba.
Segundo Carvalho, essa integração permite otimizar recursos e unificar estratégias, garantindo que as ações cheguem de forma mais efetiva aos produtores rurais. A parceria foi formalizada em reunião realizada no final de novembro, quando cada instituição apresentou suas contribuições ao Solo + Fértil. “Durante o encontro, também foram divulgadas as linhas de crédito do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), importante ferramenta de apoio ao desenvolvimento agropecuário paulista”, informa.
Sobre o tema, o engenheiro agrônomo Domingos Vaz, da CATI Regional Pindamonhangaba, destacou a urgência das ações no município. “Pindamonhangaba tem cerca de 30 mil hectares de pastagens, sendo que aproximadamente 80% apresentam algum grau de degradação. A implantação do programa permitirá reverter esse cenário a médio e longo prazo, promovendo um novo patamar produtivo e ambiental”, afirmou.

Apoio técnico e logístico aos produtores
O secretário municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável, Mauro Muassab Junior, reforçou que a cidade oferece suporte direto aos produtores. “Temos legislação específica para o transporte de calcário agrícola e disponibilizamos anualmente 30 horas de máquinas para preparo do solo, sem custos ao produtor”, explicou.
A parceria também envolve o setor privado. O engenheiro agrônomo Sergio Peretta, da Dolomia, apresentou a proposta de custeio do envio das amostras de solo para análise laboratorial, sem cobrança aos produtores que aderirem ao programa. “Essa iniciativa aproxima ainda mais os produtores das instituições envolvidas e fortalece o Programa Solo + Fértil”, disse.
No âmbito do Programa ATeG, o médico-veterinário Daniel Camillo relatou dificuldades encontradas nas propriedades acompanhadas pelo Senar. “Identificamos uma grande deficiência na produção de alimentos volumosos de qualidade. Buscamos apoio da Secretaria de Desenvolvimento Rural, que nos conectou com a CATI, e rapidamente o Solo + Fértil se mostrou uma oportunidade concreta de solução”, destacou.
Além disso, o Laboratório IBRA Megalab, parceiro da CATI por meio de convênio, oferece análises de solo com valores diferenciados, contribuindo para maior acessibilidade e precisão técnica no diagnóstico das propriedades.
Referência na gestão integrada do solo
Para o chefe da CATI Regional Pindamonhangaba, o trabalho conjunto consolida o Solo + Fértil como um modelo de política pública sustentável. “Essa rede colaborativa fortalece a agricultura, contribui para a segurança alimentar e preserva os recursos naturais. É um passo importante para uma agricultura mais eficiente e sustentável, com gestão integrada do solo”, afirmou, enfatizando que, “com a união entre o setor público, o setor privado e demais entidades, em Pindamonhangaba, o município avança rumo à revitalização de suas áreas produtivas, impulsionando uma nova fase para o desenvolvimento agropecuário local”, avalia Carvalho.
