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Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

Batatec 2025 – CATI faz balanço positivo do trabalho técnico desenvolvido junto aos produtores da região de Presidente Prudente, maior produtora do estado

Batatec 2025 – CATI faz balanço positivo do trabalho técnico desenvolvido junto aos produtores da região de Presidente Prudente, maior produtora do estado

A batata-doce, estrela da Batatec, maior feira de tecnologia e conhecimento da cultura, tem se consolidado como um alimento de grande mercado, impulsionado pela área fitness e a busca por alimentação saudável

Há cerca de 40 anos,teve início o cultivo de batata-doce na região de Presidente Prudente, como uma opção na reforma de pasto. Com o passar dos anos, a cultura foi ganhando importância econômica, aliando tecnologia de plantio à aptidão do solo e às condições climáticas excelentes. E foi diante desse cenário favorável que produtores locais, os quais iniciaram o plantio, tiveram a ideia de realizar um evento para favorecer a difusão de tecnologia e conhecimento, bem como a divulgação desse alimento, que, além de versátil na culinária saudável, desponta como ingrediente promissor na geração de energia e alimentação animal.

Nasceu assim a Batatec, maior feira de tecnologia e conhecimento sobre a cultura da batata-doce, realizada no Brasil.E, neste ano, em que a feira celebra sua 6.ª edição, a CATI marcou presença, com um time de especialistas de sua Regional de Presidente Prudente e da CATI Sementes e Mudas.

A abertura contou com a presença do Secretário de Agricultura e Abastecimento, Guilherme Piai, e do diretor da CATI, Ricardo Pereira, entre outras autoridades estaduais, regionais e municipais, ao lado da diretoria da Associação.

  

Entre os dias 24 e 27 de julho, a feira recebeu milhares de visitantes de São Paulo e outros estados

“São Paulo é um dos maiores produtores de batata-doce do Brasil e a nossa região, a maior do estado. Participar da Batatec é uma grande satisfação para a CATI, pois, como órgão de extensão rural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, atuamos lado a lado com os produtores da região no acesso às políticas públicas e na organização da Associação, que hoje está à frente tanto da Feira como da cadeia produtiva. Outro motivo de orgulho é a busca pela Indicação Geográfica para a batata-doce de Presidente Prudente, na qual temos apoiado arduamente a Associação nessa futura conquista, que, além de valorizar a marca, agregará valor a toda a produção”, salienta Fabio Rafael Souza Coelho, especialista agropecuário da CATI Regional Presidente Prudente, que liderou a equipe na Batatec 2025.

Sobre a 6.ª edição, o agrônomo informa que, de maneira geral, houve um grande número de expositores e um ciclo de palestras relevantes para segmento, ministradas, entre outros, por pesquisadores da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, da Apta Regional e do Instituto Agrônomico (IAC), que lançou, durante o evento, uma nova cultivar, a IAC Dom Pedro II, que, além de mais nutritiva e produtiva, celebra os 138 anos da Instituição e os 200 anos de nascimento do Imperador Pedro II − criador do IAC.

“Um dos desafios enfrentados pelos produtores tem sido manter a regularidade dos preços e enfrentar as mudanças climáticas. Neste contexto, tivemos uma programação de palestras importantes, que abrangeram temas sobre como o clima atua no crescimento e desenvolvimento das plantas, mercado, cultivares mais produtivas e resistentes, entre outros. Um assunto que despertou grande interesse foi o exemplo da Fazenda Vista Alegre, que tem 30 mil cabeças de bovinos confinadas e está produzindo etanol de batata-doce para ser autossuficiente em energia de matriz limpa e também para fazer ração, além de vender o excedente para uma indústria química”, explica Fábio.

Sobre a cultura

Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta), em 2023, o estado de São Paulo produziu mais de 158 mil toneladas de batata-doce. A área plantada ultrapassou 10 mil hectares.

A região da Alta Sorocabana − que inclui Presidente Prudente e outros 12 municípios − tem uma produção tecnificada, utiliza tratores, drones e cultivares mais produtivas e biofortificadas.

Além do mercado interno, a batata-doce produzida em Presidente Prudente e região é exportada para países como Holanda, Canadá e Uruguai, graças a sua qualidade, coloração e tamanho. E o processo de certificação de Indicação Geográfica (IG), que está em fase final no Ministério da Agricultura e Pecuária, com apoio da CATI, agregará ainda mais valor ao produto da região.

 

O cultivo da batata-doce gera emprego e renda em toda a região. Nas fotos, trabalhadores fazem a colheita no Sítio Santo Expedito, de propriedade dos produtores Celso e Nelson Monteiro. 

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