Realizado pela Casa da Agricultura de Jales – ligada à CATI Regional Jales –, em parceria com diversas entidades públicas e privadas, o Ciclo de Palestras “Desafios, Greening e Boas Práticas na Citricultura” atraiu um público, que incluiu produtores, técnicos e interessados, ávido por informações técnicas e troca de experiências para o desenvolvimento sustentável da citricultura, que na região, é uma importante atividade econômica.
Na abertura do evento, o engenheiro agrônomo Alessandro Nunes Ferreira, chefe da Casa da Agricultura e um dos organizadores, falou sobre a importância do evento e apresentou o novo projeto de cooperação celebrado entre a CATI e a prefeitura municipal – representada pela Secretaria Municipal de Agronegócio e Bem-estar, na pessoa da engenheira agrônoma Silvia Andreu Avelhaneda -, onde os municípios paulistas poderão apresentar um projeto para o apoio de iniciativas, visando ao desenvolvimento da agropecuária apoiada pelo município para acumular pontos no Município Agro − Ranking Paulista.
“O nosso objetivo com a realização deste evento é promover um espaço para levar o conhecimento técnico e gerencial a um maior número de propriedades, promovendo o fortalecimento da citricultura não apenas no município, mas na região”, explica Nunes Ferreira.
Programação
O analista de campo da Fundação SOLIDARIDAD, Lucas Fim Torres abordou o tema Boas Práticas Agropecuárias e Conservação de Solo, apresentando exemplos dos atendimentos realizados pela entidade na região.
A engenheira agrônoma e técnica de Campo Nayara Garcia, do Senar-SP, apresentou o Programa de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), por meio do qual a entidade realiza um trabalho junto aos produtores rurais de fruticultura perene na região, especialmente os dedicados à citricultura. “Durante os últimos dois anos estamos em um processo de evolução contínua, com foco no planejamento da produção, na adoção de Boas Práticas Agrícolas e no fortalecimento da gestão das propriedades. Estamos encerrando uma etapa, mas logo iniciaremos um novo ciclo do ATeG, que irá atender um novo grupo de 30 produtores pelos próximos 24 meses, com visitas técnicas mensais e acompanhamento individualizado”.
O greening foi tema da palestra do engenheiro agrônomo do Fundecitrus, Éder Cardoso, que apresentou os principais desafios e estratégias de combate à doença, com orientações técnicas voltadas ao controle, destacando a importância da adoção de práticas coordenadas e contínuas.
Encerrando o ciclo de palestras, o engenheiro agrônomo Mauricio Rotundo, da Defesa Agropecuária – Unidade Jales, relatou a importância da cadeia produtiva da citricultura em Jales, que possui 110 citricultores e conta com aproximadamente 530.000 plantas cítricas. “O cancro cítrico tem sido grande problema desde a década de 1990, mas mudanças nas legislações nos últimos anos possibilitou que os pomares não fossem mais erradicados em função da doença. Quanto ao HLB/Greening a situação é de alerta, apesar das estatísticas mostrarem que a região apresenta os menores índices da doença do estado, novos levantamentos e fiscalizações tem mostrado a preocupação em todo setor, devido ao aumento de plantas contaminadas na região”.