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Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

Dia Nacional do Milho – CATI se destaca na produção de sementes

Dia Nacional do Milho – CATI se destaca na produção de sementes

Atualmente, a CATI Sementes e Mudas possui cinco variedades de milho, cada uma com características e finalidades específicas

Símbolo de tradição, festas e memórias afetivas, além de representar inovação, sustentabilidade e um importante papel na agricultura mundial. Um dos alimentos com mais versatilidade no mundo tem sua efeméride aqui no Brasil no dia 24 de maio: Dia Nacional do Milho.

Originário das Américas, o milho foi levado à Europa pelos espanhóis e rapidamente se tornou um aliado essencial na alimentação e no crescimento populacional europeu. De acordo com o engenheiro agrônomo e diretor do Centro de Sementes da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Edegar Petisco, atualmente, o milho é o cereal mais plantado do mundo. “Além de ser utilizado na alimentação humana, boa parte da sua produção é destinada à fabricação de rações, principalmente para aves e suínos, e, junto com o farelo de soja, ele compõe a base da alimentação na avicultura e suinocultura”, explica.

A data foi instituída como forma de valorizar a importância econômica, cultural e social do milho no país e, desde a década de 1990, a CATI Sementes e Mudas aposta no desenvolvimento  de milhos variedade. “Esse tipo de milho se autopoliniza, ou seja, o pólen da própria planta fecunda a espiga. Isso torna o processo de produção mais simples e econômico, possibilitando que a semente chegue ao mercado com um valor mais acessível”, explica Petisco.

Mais do que um ingrediente, o milho é ferramenta de soberania alimentar, desenvolvimento sustentável e transformação no campo.

Diferentes variedades para diferentes finalidades

Atualmente, a CATI sementes e mudas possui cinco variedades de milho, cada uma com características e finalidades específicas, são elas:

 AL Avaré – é o milho mais indicado para a produção de grãos. Seus grãos são mais alaranjados e pesados, ideais para quem busca alta produtividade;

 AL Piratininga – muito utilizado na produção de silagem. O produtor planta, espera passar um pouco do ponto de milho verde e entra com a máquina para cortar toda a massa verde. Esse material é armazenado e utilizado, principalmente, na alimentação de gado leiteiro durante o período da seca;

AL Paraguaçu – desenvolvido especialmente para sistemas de agricultura orgânica. Essa variedade foi melhorada para se desenvolver bem, mesmo sem o uso de adubos químicos, respeitando práticas sustentáveis;

AL Bianco – Caracteriza-se pelos grãos brancos, muito utilizados na produção de canjica. Também é comum seu uso na fabricação de farinha de milho branca, que tem sabor e aparência diferenciados;

CATI Verde – criado especialmente para o consumo como milho verde. Possui grãos mais macios e um tempo de conservação maior, ideal para quem aprecia espigas fresquinhas e saborosas por mais tempo.

Segundo Edegar Petisco, uma das características importantes dos milhos produzidos pela CATI é o tratamento especial das sementes, que são tratadas com um produto que não é químico, mas sim um pó de sílica muito fino, conhecido como terra diatomácea, que nada mais é do que um mineral. Neste processo, a sílica é moída em uma granulometria extremamente fina.

Esse pó adere à superfície da semente e age de forma física contra os insetos que costumam atacá-la durante o armazenamento. “Por ser muito áspera, a sílica rompe o tegumento — que é como uma “pele” protetora dos insetos —, provocando a morte dos insetos por desidratação e não por intoxicação, já que o produto não é um veneno”, explica o agrônomo.

Como os grãos armazenados oferecem pouca umidade, os insetos não conseguem repor a água perdida e acabam morrendo. Assim, o controle das pragas é feito por um método físico, e não químico, tornando o processo mais sustentável e seguro.

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