O 1.º Encontro da Rede de Bioeconomia da Sociobiodiversidade do Estado de São Paulo reuniu cerca de 100 pessoas, no Parque Estadual de Intervales, de 14 a 16 de abril passado
O encontro foi organizado pela Universidade de São Paulo (USP) – Campus Ribeirão Preto, Fundação Florestal e Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), com apoio de diversas instituições parceiras e financiamento do Projeto Biota/Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
As atividades são parte do projeto de pesquisa “Biota Transformação – as cadeias de valor da sociobiodiversidade da flora do Estado São Paulo como instrumento para transformação socioambiental” e do Acordo de Cooperação Técnica e Científica da USP com a SAA. O objetivo é mapear as cadeias de valor para a sociobiodiversidade da Mata Atlântica paulista e propor soluções e políticas públicas para fortalecê-las, bem como às populações beneficiárias como os agricultores familiares, indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais.
Foram prospectadas mais de 50 cadeias produtivas existentes nos segmentos de plantas alimentícias, medicinais e ornamentais e com uso para restauração ecológica, artesanato e produção agroecológica. Parte destas cadeias já são tema de trabalho da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da SAA, por meio do Grupo de Trabalho de Sociobiodiversidade e Exploração de Espécies Nativas, com destaque para o cambuci, a juçara e araucária, plantas nativas fundamentais para conservação da biodiversidade e geração de renda para pessoas que vivem da floresta.
Também houve espaço para feira de produtos da sociobiodiversidade, apresentações culturais dos indígenas guaranis e degustação de produtos.

Crédito das imagens: grupo (USP Ribeirão Preto) e oficina (Márcia Cristina de Moraes)
(Com informações de Maíra Formis de Oliveira – Especialista Ambiental – Casa da Agricultura de Ubatuba)