Outubro Rosa: CATI e parceiros promovem evento de conscientização e amor à vida
Com enfoque na prevenção, no autocuidado e na autoestima das mulheres, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), com apoio da Coordenadoria de Defesa Agropecuária, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) Regional e de parceiros, organizou, no dia 23/10, evento de apoio à Campanha Outubro Rosa
Servidoras de todos os órgãos que compõem a sede da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, em Campinas, participaram de uma tarde diferente. Com foco na mensagem “Você é sua prioridade. Cuide-se!”, o evento foi concebido com palestras e dinâmicas com o objetivo de alertar, conscientizar e informar as mulheres sobre a importância do autocuidado e sobre o câncer de mama.
“O nosso objetivo com este evento é agradecer e valorizar as nossas profissionais, mulheres dedicadas que dia a dia se doam em cuidados com os outros, com as nossas instituições e o nosso público prioritário, os produtores rurais. Falar de prevenção do câncer de mama, em um evento realizado no ambiente de trabalho, é mostrar a nossa responsabilidade como gestores de entidades que congregam um grande número de mulheres em seus quadros, e que muitas vezes, com a dinâmica corrida da vida profissional e familiar, relegam a um segundo plano o seu autocuidado e a prevenção que é essencial para manter a saúde. Por isso, para nós da CATI, bem como da Defesa Agropecuária e da APTA Regional, é gratificante poder proporcionar este espaço de reflexão e acolhimento para nossas servidoras”, salienta Ricardo Domingos Luiz Pereira, coordenador da CATI, que idealizou o evento.

Ricardo Pereira, coordenador da CATI, e Silvana Cucchi, diretora do Departamento de Administração Regional
Para Silvana Cucchi, diretora do Departamento de Administração Regional, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, o evento foi muito especial. “Participar deste evento foi muito significativo para mim, pois eu faço parte das estatísticas de mulheres que tiveram câncer de mama, mas, com a rotina de exames em dia, descobri no início, fiz a cirurgia e os tratamentos necessários e, hoje, após quatro anos, estou curada, fazendo acompanhamento semestral. E poder compartilhar isso com as outras com as quais trabalho diariamente, incentivando-as a se cuidarem, a fazerem os exames necessários, não apenas de mama, mas de saúde geral da mulher, é gratificante”, disse Silvana durante a abertura do evento.

CATI, Departamento de Administração Regional, Defesa Agropecuária e APTA Regional se uniram em prol do Outubro Rosa.
Programação
A primeira palestra, ministrada por Gisele Leal, mãe de quatro filhos, obstetriz formada pela Universidade de São Paulo (USP) e empresária – responsável pela Espaço Mulheres Empoderadas, que atende gestantes, puérperas, mães e mulheres em geral em diversas áreas de saúde com atendimentos e cursos -, abordou o tema “A força do autocuidado e prevenção no Outubro Rosa”, incentivando todas as mulheres a se colocarem como prioridade, adotando o autocuidado como fonte de saúde.

Sérgio Bau, Camila Lima e Gisele Leal trouxeram temas importantes para reflexão durante o evento
Já Camila Lima, presidente do Instituto Flor – Ação Social, apresentou o trabalho Dignidade Menstrual e agradeceu a arrecadação de absorventes, para mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade, realizada durante o evento e que se estenderá por todo o mês de outubro.
Sérgio Bau, consultor financeiro, proferiu a palestra “Planejamento Financeiro e Gestão de Risco”, assunto importante para as mulheres, especialmente aquelas que enfrentam problemas de saúde e doenças graves.


Integrantes da comissão organizadora ladeadas à esquerda pelo subsecretário de Agricultura, Orlando Melo de Castro, e, à direita, pelo coordenadora da CATI, Ricardo Pereira.
Após o ciclo de palestras, as mulheres participaram de um café de confraternização, especialmente elaborado pela equipe organizadora, onde puderam trocar experiências e vivências.
O evento contou com apoio da Associação dos Funcionários da Assistência Técnica Integral (Asati); do Espaço Mulheres Empoderadas; da SB Consultoria Financeira; da Mary Kay; do produtor rural Osvaldo Maziero, da Associação de Produtores de Morangos e Hortifrutigranjeiros de Atibaia, Jarinu e Região; e do Instituto de Tecnologia dos Alimentos (ITAL)/APTA/SAA.





Homenagens
Durante o evento, algumas mulheres foram homenageadas representando todas as servidoras que dia a dia atuam na CATI e CATI Sementes e Mudas como extensionistas nas áreas técnica e administrativa; na Defesa Agropecuária; na APTA Regional; e como terceirizadas. Pela CATI, foram homenageadas a engenheira agrônoma Taís Canola, diretora técnica da CATI Regional Registro, e Heloísa Valéria dos Santos, da CATI Regional Campinas. Pela CATI Sementes e Mudas, a homenageada foi Nicete da Silva Balieiro, diretora administrativa. Pela APTA Regional, a homenageada foi a servidora Kathilen Alves Paulista. Também foram homenageadas Rosileia de Souza Garcia, do Núcleo de Pessoal, e Marta Regina Betinatti, do Departamento de Administração Regional.

Depoimentos
“Eventos que unem mulheres são fundamentais, porque criam espaços seguros onde as mulheres podem compartilhar experiências, construir redes de apoio e se inspirar umas nas outras.
Também são importantes para aumentar a visibilidade de questões que afetam mulheres de diferentes contextos e promover ações coletivas para enfrentá-las. A troca de vivências em eventos desse tipo pode estimular transformações sociais e pessoais, ao mesmo tempo em que fortalece o senso de comunidade e pertencimento entre as participantes”. Carolina Darcie, assessora do coordenador da CATI e uma das organizadoras do evento, junto a uma equipe de mulheres da CATI.
“Este evento foi um grande incentivo à conscientização sobre a necessidade de nos prevenirmos com acompanhamento médico e realização de exames pessoais como a mamografia, ultrasson etc. As palestras nos trouxeram conhecimento e esclarecimento de dúvidas que surgem no dia a dia. Além disso, foi um momento de confraternização e aproximação com as outras mulheres com as quais trabalhamos, mas por conta da correira e de atividades diferentes, não conseguimos manter um contato estreito”. Daniela Varani de Oliveira, assessora técnica no Departamento de Compras, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
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| Carolina Darcie | Daniela Varani | Raquel Lopes |
“Como mulheres acumulamos muitas tarefas, tanto no lado pessoal como no trabalho. Somos cobradas a termos bom desempenho, fazermos gestão, sermos liderada e liderarmos, bem como termos uma inteligência emocional para lidar com as questões do dia a dia. E por conta dessas multitarefas, muitas vezes relegamos o nosso cuidado pessoal a um segundo plano. Então termos a oportunidade de, no ambiente de trabalho, participar de um evento que nos leve a refletir sobre a necessidade dos cuidados com a saúde e a prevenção do câncer de mama, que é uma das principais causas de morte entre as mulheres, foi essencial para nos incentivar a cuidar mais da nossa saúde”. Raquel Lopes, diretora do Centro de Tecnologia da Informação, da sede Campinas, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.
“Até hoje, existem mulheres que não sabem a dimensão do câncer de mama, nem realizam exames preventivos. Então poder participar de um evento esclarecedor realizado no ambiente de trabalho é uma oportunidade para que possamos obter informações relevantes e incentivar outras mulheres”. Juliana Smeers, designer gráfico da Coordenadoria de Defesa Agropecuária.
Outubro Rosa
O movimento popular, internacionalmente conhecido como Outubro Rosa, é realizado anualmente em todo o mundo, como instrumento de conscientização. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, de empresas e entidades públicas.
Desde 2020, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente em todo o mundo e, no Brasil, é o mais incidente entre as mulheres, excluindo o câncer de pele não melanoma, de acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer).
O diagnóstico precoce é fundamental nos casos de câncer de mama, pois, quando descoberto no início, as chances de cura chegam a mais de 90%. Portanto, ficar atenta aos sinais do corpo é essencial, assim como realizar a mamografia, que para mulheres a partir dos 50 anos deve ser realizada a cada dois anos pelo SUS – Sistema Único de Saúde. A rede estadual de saúde paulista tem centros de referência para o diagnóstico e tratamento da doença, o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) e o Pérola Byington.
Sintomas do câncer de mama
A mulher deve procurar ajuda de um mastologista em casos de caroço, vermelhidão, pele endurecida, áreas estufadas, feridas, coceiras, saída de líquido do bico do peito (sem apertar) – de cor vermelha ou transparente como a água – ou local endurecido. (Com informações da Sociedade Brasileira de Mastologia).

