Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

6.° Dia da Abelha e 2.° Dia da Agroecologia: comemoração confirma compromisso da CATI com a biodiversidade e o desenvolvimento rural sustentável

6.° Dia da Abelha e 2.° Dia da Agroecologia: comemoração confirma compromisso da CATI com a biodiversidade e o desenvolvimento rural sustentável

6.° Dia da Abelha e 2.° Dia da Agroecologia: comemoração confirma compromisso da CATI com a biodiversidade e o desenvolvimento rural sustentável

Com quase 700 visualizações no canal do YouTube e mais de 200 pessoas presentes em dois dias de programação (3 e 4/10), a realização do 6.° Dia Nacional da Abelha e o 2.° Dia da Agroecologia reafirmou a vocação da CATI, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento, para atuar nas cadeias da apicultura e meliponicultura de forma integrada com a produção agroecológica

 

Você gosta de frutas e legumes? Se a resposta é sim, então você gosta do que as abelhas fazem. Esses e muitos outros vegetais não existiriam ou seriam muito diferentes sem a polinização feita por esses insetos. O café, bebida que é paixão nacional (e teve seu Dia Internacional celebrado em 1.° de outubro), teria uma redução de mais de 30% na produção. A laranja quase desapareceria. Sendo assim, se pensarmos que as abelhas são responsáveis por 85% da reprodução das culturas agrícolas e plantas silvestres, por meio da polinização, caso haja um desequilíbrio na população de abelhas, haverá um desequilíbrio das comunidades de plantas e dos animais que delas dependem, bem como na manutenção dos ecossistemas.

E nesse contexto, pensar na conservação das abelhas é pensar também em produção sustentável em harmonia com o meio ambiente. Portanto, unir as duas frentes em um trabalho conjunto foi o objetivo da realização conjunta do 6.° Dia da Abelha e 2.° Dia da Agroecologia, ambos celebrados no dia 3/10, que espelham as ações de campo que têm sido realizadas em todo o âmbito paulista.

“Celebrar o Dia da Abelha é celebrar a vida. Tanto a apicultura (criação de abelhas com ferrão)  como a meliponicultura (criação de abelhas sem ferrão) são atividades produtivas que incorporam em seu conceito o princípio da conservação dos bens naturais. Por isso, realizamos este evento com o objetivo reafirmar o nosso compromisso, como extensionistas, com o desenvolvimento das atividades de apicultura e meliponicultora no Estado de São Paulo, visando não só incentivá-las como cadeias produtivas geradoras de renda e emprego, mas, principalmente, como uma forma de sensibilizar a sociedade em geral da importância das abelhas para a manutenção da vida e para o desenvolvimento da biodiversidade”, explica Osmar Mosca Diz, engenheiro agrônomo do Departamento de Extensão Rural (Dextru)/CATI, organizador do evento, informando que “trabalhar com a Agroecologia significa conservar os bens naturais, tais como a água, a terra, o ar, assim como as áreas de preservação contidas nos agroecossistemas. Além disso, a Agroecologia é um modo de produzir que dispensa a necessidade de aplicação de insumos e produtos tóxicos nos roçados, haja vista que, por meio dos métodos e práticas agroecológicas de produção, se priorizam a vida do solo − do qual provém a saúde das plantas, dos alimentos e de toda a sociedade − e a preservação das abelhas”.    

A solenidade de abertura reuniu representantes de órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento que atuam de forma conjunta para apoiar os apicultores, meliponicultores e produtores agroecológicos: a CATI, com ações de extensão rural, a Defesa Agropecuária e a Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, por meio do Instituto Agronômico (IAC); de comunidades tradicionais, da indústria e organização de apicultores e meliponicultores.

 

 

Edson Resende, da Fiesp e do Entreposto Vida Natural; Maria Carolina Guido, médica-veterinária da Defesa Agropecuária; Afonso Peche, pesquisador do IAC; Jairo Tactchenco, coordenador substituto da CATI; Osmar Mosca Diz, engenheiro agrônomo da CATI; Márcio Bogarin, liderança indígena da Aldeia Guarani do Jaraguá (SP); Eloi Viana, presidente da Associação Paulista dos Criadores de Abelhas Melíponas (Apacame).

 

Para Névio Savieto, meliponicultor e estudioso do tema, o evento realizado pela CATI é muito importante, “pois colabora para que se possam ter informações preciosas, palestras e oficinas que motivam as pessoas para criar, preservar e conhecer os produtos das abelhas”.

Já a Profa. Rosane Peruchi, que, junto com o Prof. Dr. Diego Moure, ministrou palestra e representou a entidade “Bee or not to Be” − que atua com educação ambiental para conscientização e preservação das abelhas −, destaca que o evento foi um “encontro transformador”. “Na data em que celebramos o Dia Nacional da Abelha, a ‘Bee or not to Be’ esteve no IAC, em Campinas, a convite da CATI, para partilhar experiências e ações voltadas à proteção das abelhas. Acreditamos na importância de ‘polinizar conhecimento’ e ‘nutrir a conscientização ambiental’, por meio de iniciativas educacionais. Encontros como este enriquecem o diálogo sobre um futuro sustentável e reforçam a relevância de ações coletivas. Nossa paixão pelas abelhas nos une, e reconhecemos que ainda há muito a ser feito para proteger nossas amigas polinizadoras. Agradecemos o convite e seguimos com determinação e entusiasmo nessa missão”. 

Márcio Bogarin, liderança indígena da Aldeia Jaraguá (SP), participou da abertura falando sobre a importância das abelhas sem ferrão para os povos tradicionais e todo o trabalho realizado para sua conservação, que se confunde com a conservação de suas tradições culturais, alimentares e medicinais, destacando a importância de os povos tradicionais terem voz e lugar de fala em eventos como o realizado pela CATI. 

Representando o diretor do IAC, Marcos Landell, o pesquisador Heitor Cantarella falou do quão gratificante é a parceria da instituição com a CATI na realização desse evento, que se consolidou como espaço de conscientização e responsabilidade ambiental. 

 

    

Da esq. para a dir.: Márcio Bogarin, da Aldeia Jaraguá ; Profa. Rosane Peruchi (blusa branca), da “Bee or not to Be”; e Heitor Cantarella, do IAC.

 

Homenagens

Durante a solenidade de abertura, realizada no auditório do IAC, foram homenageados Joel Santiago, produtor, apicultor e presidente da Associação de Apicultores do Polo Cuesta (Apicuesta); Hiroshi Sué, engenheiro agrônomo e professor; e Ricardo de Oliveira Orsi, Prof. Dr. da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade Estadual Paulista (Unesp); defensores incansáveis da apicultura e meliponicultura brasileira, bem como da Agroecologia.

 

 

No Parque das Abelhas, instalado na CATI, foi realizada a homenagem a Jesus de Santiago Moure, o Padre Moure, com a instalação de uma placa com sua foto e texto sobre sua trajetória, que inspira todos aqueles ligados ou interessados no universo das abelhas, ao lado de placas de outros mestres homenageados anteriormente.

 

   

 

Programação

Com foco no desenvolvimento rural sustentável e incentivando a produção agropecuária com responsabilidade ambiental, a programação foi desenvolvida de forma interativa e abrangente, como uma oportunidade para a conscientização sobre a importância das abelhas e da Agroecologia para perpetuação da vida e dos ecossistemas, com troca de conhecimento, saberes e experiências.

Desenhado como um espaço de debate e aprofundamento do conhecimento a respeito da importância das abelhas e das atividades econômicas oriundas de sua criação, os eventos contaram com uma programação abrangente e diversificada. Durante dois dias, o público pode acompanhar palestras e participar de oficinas realizadas na CATI, em diferentes espaços ao redor do Projeto Fazendinha Feliz, onde há o Parque das Abelhas; visita técnica; e uma grande feira de produtos apícolas e da Agroecologia, bem como de artesanato, culinária com plantas alimentícias não convencionais (PANC) e plantas medicinais. Além disso, a programação contou com a presença de representantes dos povos tradicionais, apresentando e comercializando sua culinária típica e artesanatos.

 

   

   

 

No dia 3/10, o ciclo de palestras e a Feira foram sediados no IAC, parceiro da CATI no evento, onde houve degustação e venda de mel inspecionado e outros produtos das abelhas, bem como exposição e venda de caixas para criação de abelhas e equipamentos para apicultura e meliponicultura. Agricultores orgânicos e agroecológicos expuseram e comercializaram seus produtos, juntos com artesãos locais. No dia 4/10, as palestras e oficinas foram realizadas na CATI.

 

      

      

 

No ciclo de palestras, realizado no dia 3/10, no IAC, foram abordados temas como “Efeito de Agrotóxicos em Abelhas”, ministrado pelo Prof. Dr. Ricardo de Oliveira Orsi, da Unesp Botucatu; “Ecovila Clareando: 23 anos, de um pasto a um bosque”, palestra ministrada pelo professor e engenheiro agrônomo Hiroshi Seó;  “Sem Abelha, sem Alimento: recursos didáticos, reflexões e estratégias para educação ambiental”, tema abordado pela Profa. Rosane Perucchi, da entidade “Bee or not to Be” e filha de Lionel Segui, um dos mestres, pesquisadores e defensores das abelhas; “Sobre abelhas: biodiversidade, produção de alimentos e futuro”, pelo Prof. Dr. Diego Moure (sobrinho do Padre Moure), da entidade “Bee or not to Be”.

 

 

Já no dia 4/10, no ciclo de palestras realizado na CATI, o engenheiro agrônomo Thiago de Oliveira Costa, da CATI Regional Mogi das Cruzes, abordou o tema Ater Agroecológica: práticas e processos para a agricultura familiar; os professores Marcelo Jekupe e Juvenal Alves apresentaram o projeto Escolas Amigas das Abelhas – Conquistas e atividades didáticas com as abelhas nativas, juntamente com alunos de escolas envolvidas; e o meliponicultor William Bercê, que também é ecólogo e agricultor agroecológico em Jarinu, abordou o tema Corredores ecológicos e abelhas nativas.

 

  

 

“Com este evento do Dia da Abelha, reafirmamos nosso compromisso, como extensionistas rurais do setor público, com as atividades de apicultura e meliponicultura, visando não apenas incentivá-las como cadeias produtivas que geram renda e emprego, mas principalmente ao objetivo de sensibilizar a sociedade em geral de sua importância para a manutenção e o desenvolvimento da biodiversidade, bem como da agricultura, pois elas são essenciais para a produção de alimentos. E com a realização do 2.º Dia da Agroecologia, reforçamos a importância desse sistema de produção no desenvolvimento rural sustentável. Nesse contexto, a CATI tem trabalhado com muitos produtores com o seu Protocolo de Transição Agroecológica”, explica Osmar, enfatizando: “É com muita alegria e gratidão que encerramos mais um evento; e podemos celebrar o trabalho diário com ações direcionadas aos educadores, aos produtores rurais, aos colegas extensionistas e, principalmente, às crianças, que crescerão amando as abelhas e cuidando do meio ambiente”.

 

   

   

   

 

 

O evento foi inteiramente gratuito e direcionado a apicultores, meliponicultores, agricultores, extensionistas rurais, pesquisadores, educadores, estudantes, entidades parceiras, pesquisadores e público em geral interessado. “Com a transmissão por meio do nosso canal da CATI no YouTube, é possível assistir a todas as palestras, as quais foram gravadas e estão à disposição de todos:  https://www.youtube.com/@catiextensaorural

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