Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

CATI, Faesp e Senar: reunião é o primeiro passo para uma parceria técnica no Programa Cacau SP

CATI, Faesp e Senar: reunião é o primeiro passo para uma parceria técnica no Programa Cacau SP

CATI, Faesp e Senar: reunião é o primeiro passo para uma parceria técnica no Programa Cacau SP

Em reunião realizada hoje, 25/3 –  após o cacau ser a estrela na capital paulista, durante a 3.ª Festa do Cacau realizada no Instituto Biológico, onde está instalada uma plantação urbana de cacau -, dirigentes da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) sentarem-se à mesa para alinhar uma futura cooperação entre as entidades (parceiras de longa data em diversas ações) no âmbito do Programa Cacau SP.

 

 

Segundo Ricardo Domingos Luiz Pereira, coordenador da CATI, órgão executor do Cacau SP – programa desenvolvido em parceria com os demais órgãos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), a iniciativa privada e a Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), maior entidade de pesquisa sobre a cacauicultura na América Latina, ligada ao Ministério da Agricultura -, a parceria com essas entidades impulsionará ainda mais o desenvolvimento e alcance das ações do Programa.

“Depois de um final de semana em que celebramos o Dia do Cacau (26/3), com uma festa linda que atraiu pessoas da cidade de São Paulo e região, interessadas em saber de onde vem o chocolate, alimento funcional que encanta das crianças aos idosos, fomos procurados pela Faesp e pelo Senar, que viram o grande potencial do cultivo do cacau como cadeia produtiva que atende ao tripé da sustentabilidade nas áreas econômica, social e ambiental”, explica Ricardo Pereira, que conduziu a reunião ao lado dos engenheiros agrônomos Fernando Miqueletti e Andrey Vetorelli, ambos da CATI Regional São José do Rio Preto, os quais integram o Grupo Técnico responsável pelo Programa Cacau SP e fizeram uma apresentação do histórico e dos resultados alcançados até o momento.

 

 

Após a reunião, foi realizada uma visita técnica na cacauicultura urbana do Instituto Biológico, em uma área instalada pela CATI, onde os representantes da Faesp e do Senar puderam conhecer do plantio à produção de amêndoas para confecção do chocolate.

“A reunião e visita foram muito interessantes e nos confirmaram as primeiras impressões sobre o potencial e a importância da implementação da cultura do cacau em São Paulo. Acertamos com a diretoria da CATI a produção de um documento que será levado à presidência das nossas instituições, para embasar um futuro protocolo de parceria”, avaliam Marina Marangon (assessora técnica do Departamento Econômico da Faesp) e Marco Antônio de Oliveira (técnico de Formação Profissional Rural do Senar), representantes das entidades na reunião.

 

 

 

Programa Cacau SP

Ao longo de mais de seis anos de execução do Programa Cacau SP (que nasceu como Projeto Consórcio de Cacau e Seringueira), Andrey Vetorelli e Fernando Miquelletti relatam que a realização de eventos como palestras, workshops, Dias de Campo, visitas técnicas e cursos tem sido essencial para a divulgação das tecnologias de produção e incentivo à adesão do cultivo do cacau na região de São José do Rio Preto.

“Com a evolução da implantação do Programa e realização desses eventos, percebemos, a cada dia, o aumento de interesse nesse modelo de consórcio, por produtores que desejam implantar projetos comerciais e áreas-piloto em municípios de outras regiões paulistas, os quais têm nos procurado para visitas técnicas nas Unidades de Adaptação de Tecnologia que foram instaladas em diversos municípios da região. Nessas UATs, são geradas e adaptadas tecnologias de produção, pois nelas estão sendo aplicadas diferentes técnicas de manejo da cultura, como irrigação, adubação, tratamento fitossanitário e de plantas daninhas, além de colheita e coleta de informações para análise financeira do sistema”, explicam os agrônomos, informando que, nessas áreas – abertas para difusão de conhecimento a todos interessados, principalmente aos produtores rurais –, também estão sendo avaliadas diferentes densidades populacionais para cultivo, bem como a implantação de cacau com plantas nativas, visando atender economicamente áreas de Reserva Legal. “O cacau é originário da Região Amazônica; portanto, ele pode ser cultivado em áreas nativas, favorecendo o desenvolvimento sustentável do ponto de vista ambiental”, ressaltam os agrônomos.

No início do Programa, em 2014, a área plantada com cacau na região de São José do Rio Preto era de cerca de 10 hectares; atualmente, já são contabilizados mais 200 hectares cultivados. “E em breve, lançaremos o Programa Cacau SP no Vale do Ribeira”, informa Ricardo Pereira, coordenador da CATI.

 

 

 

 

 

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