Secretaria de
Agricultura e Abastecimento
Diretoria de Assistência Técnica Integral - CATI

Dia do Extensionista Rural: CATI celebra seu time, que há 56 anos é agente de transformação social, econômica e ambiental no agro paulista

Dia do Extensionista Rural: CATI celebra seu time, que há 56 anos é agente de transformação social, econômica e ambiental no agro paulista

Dia do Extensionista Rural: CATI celebra seu time, que há 56 anos é agente de transformação social, econômica e ambiental no agro paulista

 

Celebrado em todo o Brasil, o Dia do Extensionista Rural é comemorado em 6 de dezembro, tendo como marco a criação da primeira instituição de Extensão Rural do País, em 1948, que neste ano completa 75 anos

 

Muitos podem estar se perguntando: extensionista rural, quem é esse profissional? Para responder essa pergunta é preciso conceituar a atividade que, segundo a legislação federal, é um “serviço de educação não formal, de caráter continuado, no meio rural, que promove processos de gestão, produção, beneficiamento e comercialização das atividades e dos serviços agropecuários e não agropecuários, inclusive das atividades agroextrativistas, florestais e artesanais”.

Ou seja, extensionismo não é uma profissão, mas um serviço que agrega profissionais de diversas áreas, como engenheiros agrônomos e agrícolas, médicos-veterinários, zootecnistas, entre outros, para atuar junto aos produtores − principalmente os pequenos, os pescadores artesanais e os de comunidades tradicionais − na promoção do desenvolvimento rural sustentável. Dados da Associação Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (Asbraer) indicam que o Brasil tem mais de 16 mil extensionistas na área técnica, atendendo mais de dois milhões de famílias rurais.

 

    

   

“Parabéns a todos nós, extensionistas de corpo e alma, que nos dispomos sempre a ajudar e caminhar ao lado dos homens e das mulheres do campo, na luta árdua da produção de alimentos e conservação do solo, água e ambiente, ou seja, daqueles e daquelas que sustentam a vida no nosso planeta.” (Ricardo Pereira, coordenador da CATI).

 

Para Ricardo Domingos Luiz Pereira, coordenador da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), o serviço de extensão rural tem como premissa ser um agente de transformação. “Como extensionistas, temos uma missão, que vai muito além dos números e dados superlativos. Como extensionistas da CATI, temos a missão de ser esteio de homens e mulheres que há gerações dedicam sua vida e o suor do seu rosto para que o alimento chegue à nossa mesa, colocando-os como protagonistas da sua história, que impulsiona a economia, com sustentabilidade social e ambiental, gerando frutos para toda a sociedade, com a produção de energia, conservação do solo e da água e produtos os quais são base para todo um complexo industrial essencial, como o farmacêutico.”

 

   

 

Há alguns anos, o profissional de extensão tem passado por mudanças que pediram novas habilidades e metodologias de intervenção, necessidade de ações interinstitucionais e parcerias público-privada, abordagens transdisciplinares, novo enfoque de comunicação, criatividade, gestão, inserção no mercado, entre outras. No âmbito da Secretaria de Agricultura de São Paulo, têm sido agregadas ferramentas que permitem aos extensionistas estarem em sintonia com essas transformações, podendo atender às demandas dos produtores, especialmente dos familiares, e de toda cadeia do agronegócio. “Nesse contexto, é essencial destacar a importância da equipe administrativa para o sucesso do trabalho extensionista no campo”, afirma Ricardo, salientando que este cenário promoveu um resgate do verdadeiro papel do extensionista que, muito mais que difusor de tecnologia, é um articulador de mudanças na comunidade rural as quais se refletem no meio urbano.

 

   

   

 

Diante dessa nova realidade, é possível afirmar que o profissional de extensão rural consolidou sua relação de confiabilidade com os produtores de forma criativa, visando ajudá-los a alcançar um melhor nível econômico e social, com mais qualidade de vida. “Como resultado desse trabalho, pode-se dizer que, em São Paulo, hoje, há mais sustentabilidade, inclusão social, agregação de valor, cidadania, gestão, emprego, renda, qualidade de vida, segurança alimentar, Boas Práticas Agropecuárias e inserção da produção familiar no mercado, bem como conservação do solo e dos recursos naturais no campo”, pontua Ricardo.

 

      

 

Mas na labuta do dia a dia no campo, o que é ser extensionista?

“Ser extensionista na área técnica é vestir a camisa do produtor, compartilhar e ter empatia com as dificuldades por ele enfrentadas na labuta diária do campo. É aprender com ele e não só ensinar. É ter sensibilidade para transferir conhecimentos sofisticados e torná-los rotineiros, bem como traduzir soluções complexas de problemas em execuções simples. Ser extensionista é deixar de lado muitas vezes a Veterinária, a Agronomia, a Zootecnia etc. e ser administrador de empresas, psicólogo, assistente social, professor; sabendo ouvir e aconselhar. É deixar muitas vezes de ser técnico para ser amigo. E ir além, pois a extensão rural é um serviço para quem ama o próximo e quer vê-lo crescer, melhorar e se desenvolver em harmonia com o ambiente em que está inserido. Enfim, é ser parceiro dos homens e mulheres do campo!”

Com essa declaração, Ricardo dos Santos da Silva, médico-veterinário e extensionista da CATI Regional Catanduva, ecoa o que os 992 extensionsionistas (áreas técnica e administrativa) da CATI – dos quais 518 são técnicos que atuam diretamente no campo – consolidam o extensionismo em ações diárias junto a aproximadamente 360 mil propriedades rurais paulistas de agricultores familiares e de pequeno e médio portes.

 

   

   

 

Sandra Maria Ramos, diretora da CATI Regional Itapeva e engenheira agrônoma que atua na CATI há 26 anos, relata como descobriu a sua vocação extensionista. “Durante toda a minha graduação, na Universidade de Taubaté, onde me formei, em 1991, tive contato com a CATI, pois meu professor de Sociologia e Extensão Rural, Vicente Jesus de Carvalho, foi diretor da Delegacia Regional Agrícola da CATI, em Pindamonhangaba, e, por meio dele, descobri minha vocação. Agradeço a ele e a Deus por essa minha escolha. Ser extensionista é ter a oportunidade de melhorar e tecnificar a atividade produtiva, implementar políticas públicas e poder contribuir para que todos possam ter uma melhor qualidade de vida. E o mais esplendoroso de tudo isso é ter o privilégio de trabalhar para os produtores que colocam o alimento em nossas mesas todos os dias.

E nada é mais gratificante do que ouvir um produtor dizer: “Isso é muito importante para todos nós, para quem vende e para quem recebe os alimentos, que tenha muita ajuda e incentivo público pra população. Parabéns para todos os envolvidos”. Mensagem de um produtor que entrega no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) de Itapeva.

 

    

 

Para Nicete da Silva Balieiro e Borges, diretora técnica do Centro de Atividades Administrativas da CATI Sementes e Mudas (na CATI há 34 anos), atuar como extensionista rural na área administrativa é desafiador, mas compensador. “Poder fazer parte desse time é gratificante. Ver que o trabalho administrativo, em meio a tantos processos, legislações e papéis, muitos papéis rsrsrs (sic)), reflete lá, na vida do produtor rural (e também no do técnico de campo), é uma alegria, principalmente na nossa área de sementes e mudas, pois preparamos todo o trâmite processual para que as sementes e as mudas produzidas com tanto zelo e qualidade por nossas unidades cheguem ao produtor rural, como insumos de qualidade e rentabilidade, principalmente para a agricultura familiar”.

 

   

 

Mais novo no quadro da CATI (ingressou em 2018), perante colegas com os quais convive diariamente na CATI Regional São José do Rio Preto, o engenheiro agrônomo Carlos Eduardo Rosa, além de muitas atribuições como extenionista rural, integra o Grupo Técnico do Programa Cacau SP, responsável por colocar o Estado de São Paulo no mapa dos produtores de amêndoas de qualidade, afirma que ser extensionista é ser um apaixonado pela vida. “É ser apaixonado pelo campo e por suas belezas. Ser apaixonado pela simplicidade da vida em meio à agitação do dia a dia. Ser extensionista é cultivar, a cada dia, não apenas simples sementes. Não é apenas colocá-las no solo preparado e aguardar que germinem; ser extensionista é cultivar vidas. Vidas de plantas? Vidas de animais? Sim, mas o mais importante são as vidas das pessoas, das comunidades rurais. Para mim, ser extensionista é a arte de ser essencial a algo ou alguém; com isso, a vida vai sendo cultivada e transformada, a nossa e as dos produtores rurais. E os frutos? Estes virão na certeza do dever cumprido e de um amanhã melhor!

 

   

 

 

Extensão rural em São Paulo

Em São Paulo, os extensionistas da CATI – entidade responsável pelas ações de Assistência Técnica e Extensão Rural na Secretaria de Agricultura e Abastecimento desde a sua criação em 1967 – realizam ações, projetos e programas que fortalecem a organização rural em associações e cooperativas; executam políticas públicas e de crédito rural; incentivam a produção em harmonia com o meio ambiente, com projetos e ações voltados à regularização ambiental das propriedades rurais e à conservação do solo, com controle de grandes erosões e preservação de nascentes. Adaptam as pesquisas e as consolidam na prática, aliando-as à tradição dos produtores rurais e transformando-as em produtividade e competitividade nas mais diversas cadeias; produzem e comercializam sementes variedades e mudas com garantia de qualidade e preço acessível, para atender principalmente os pequenos produtores.
Atuam de forma integrada com todos os órgãos da Secretaria de Agricultura, entidades públicas e privadas ligadas ao segmento rural, poder público nas esferas municipal, estadual e federal, entre outros, em parceria com os produtores e a comunidade rural. Tudo isso em sintonia com as transformações do agro mundial e as demandas da sociedade, alicerçados na revolução digital!

 

       

 

Um pouco de história: exemplos do trabalho extensionista da CATI

Você sabia que…
…a extensão rural paulista foi pioneira no Brasil na comunicação rural, com programas de TV e Rádio para transmissão de conhecimento?
…a extensão rural paulista foi pioneira na difusão de novas tecnologias e conhecimento por meio dos Dias de Campo?
…o trabalho extensionista contribuiu para alçar o Estado de São Paulo à liderança nacional na produção, comercialização e exportação dos mais diversos produtos, enfrentando os desafios da produção, por meio de ações integradas com a pesquisa, projetos, programas e desenvolvimento de metodologias voltadas às mais diversas cadeias produtivas, como cafeicultura, olericultura, fruticultura, aquicultura, heveicultura, bovinoculturas de leite e corte?
…o trabalho da extensão rural na execução do Programa Estadual de Microbacias Hidrográficas se tornou um marco, enfocando a produção em harmonia com o meio ambiente, difundindo práticas conservacionistas integradas e estabelecendo novas técnica de estradas rurais? E que o Estado de São Paulo passou de 35 mil hectares para mais de um milhão de hectares cultivados pelo Sistema de Plantio Direto na Palha, entre 2000 e 2008, o qual proporciona conservação do solo e da água?
…por meio do trabalho de extensionistas, em parceria com prefeituras e entidades de produtores rurais, foram criados, em algumas cidades, projetos de Patrulha Rural na área de segurança pública e de endereçamento postal, como em Botucatu?
…por meio da execução de projetos e ações técnicas, extensionistas promoveram a conscientização de milhares de alunos de escolas públicas no âmbito paulista, sobre a importância da produção agropecuária e conservação do meio ambiente?
…a execução do Projeto Microbacias II, pelos extensionistas, contribuiu com a criação e/ou fortalecimento de cerca de 300 associações e cooperativas de produtores rurais e de comunidades tradicionais (indígenas e quilombolas); promoveu a inserção no mercado de produtos de pequenos e médios produtores, com a viabilização de empreendimentos coletivos ligados à agregação de valor à matéria-prima (agroindustrialização, processamento, armazenamento, transporte); gerou renda, emprego e melhor qualidade de vida para mais de 20 mil famílias rurais, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo as economias locais e regionais?
…extensionistas fizeram descobertas ou desenvolveram técnicas que estão contribuindo para o desenvolvimento rural sustentável? Walkmar B. S. Pinto, da Casa da Agricultura de Bebedouro, foi o primeiro a usar, no Brasil e no mundo, o Bacillus thurgiensis no controle das pragas dos citros, bicho-furão e bicho-cigarreiro?
…extensionistas desenvolveram métodos conservacionistas, como Ricardo Manfredini, da CATI Sementes e Mudas, que desenvolveu um método simples e eficaz para minimizar o efeito da erosão em áreas de pastagens, denominada Plantio de Pastagem sem Preparo de Solo, que tem mudado a situação de conservação do solo em áreas de produção de leite, em São Paulo e outros estados?
…frutas como a atemoia e a acerola só têm escala comercial pelo trabalho extensionista da CATI Sementes e Mudas?
…a variedade feijão carioca, a mais consumida no Brasil, foi fruto da descoberta do extensionista Waldimir Coronado, da Casa da Agricultura de Ibirarema, em 1963; ele fez a multiplicação, distribuiu para produtores plantarem, depois enviou para análise do Instituto Agronômico (IAC), que fez pesquisas e multiplicou o material que é, até hoje, objeto de melhoramento genético?
…que extensionistas desenvolveram o Método CATI de Formação de Pastagens que revolucionou a área, mudando a metodologia de usar mudas na formação – sistema caro e demorado –, para a utilização pioneira de sementes, sendo a espécie forrageira inicialmente recomendada o capim colonião; e depois, entre outras, as braquiárias, que se tornaram a principal base de formação das pastagens brasileiras?

 

 

Logo Governo