Mulheres rurais são foco de evento realizado pela CATI em parceria com a Fundação Itesp
Para comemorar o mês das mulheres, que tem o dia 8 de março − “Dia Internacional da Mulher” − como data central, a Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), em parceria com a Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp) − que, hoje, também integra a estrutura da Secretaria de Agricultura e Abastecimento −, realizou a Live Políticas de ações afirmativas para mulheres.

“Este evento foi planejado com o objetivo de manter viva a luta das mulheres pela diminuição da desigualdade entre os gêneros. Decidimos por realizá-lo em plataforma digital, para atingir um maior número de pessoas, pois entendemos que, para alcançar o objetivo proposto, é preciso discutir políticas de ações afirmativas para mulheres, bem como divulgar e fortalecer as ações já existentes. A ação, em conjunto com a Fundação Itesp, foi muito gratificante e uniu os públicos e técnicos de ambas as instituições nessa mesma e necessária pauta”, explica Marcia Moraes, assessora do Gabinete da CATI, que integra o Grupo Técnico de Organização Rural, organizador do evento, salientando que a atividade está em consonância com o “5.º dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, que é a promoção de igualdade de gênero estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Destacando a importância da data e a relevância do evento, participaram da abertura o coordenador da CATI, Alexandre Manzoni Grassi, e o diretor-executivo da Fundação Itesp, Guilherme Piai Filizzola.

Programação
Após as falas iniciais, o ciclo de explanações foi aberto pela supervisora do Grupo Técnico de Campo de Formação da Fundação Itesp de Presidente Prudente, Eliane Mazini, que abordou as principais conquistas das mulheres ao longo dos anos, bem como a importância do emprego de políticas afirmativas.
Na sequência, a engenheira agrônoma da Casa da Agricultura de Sud Mennucci − ligada à esfera de atuação da CATI Regional General Salgado −, Mirele Vinhas Voltolini, apresentou as principais ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) do projeto que desenvolve com mulheres rurais no município. “As mulheres que integram o projeto se organizaram em uma associação de produtores, construíram uma fonte de renda e se tornaram independentes, ou seja, ‘caminham atuantes e sozinhas’. E tudo isso por meio do processamento de alimentos como conservas e doces, os quais são comercializados em pontos fixos e eventos na região e até em outros locais”.
Na palestra final, o tema central desenvolvido pela técnica do GTC de Sorocaba da Fundação Itesp, Margarete Walter Pereira, que tem formação em Direito e é especialista em Pedagogia, versou sobre previdência rural. O conteúdo abordou temas de grande interesse, como conceito de segurado especial, documentos necessários para aposentadoria da mulher, a importância de comprovar a atividade de produtora rural da mulher (proprietárias, assentadas, indígenas, quilombolas, arrendatárias, meeiras etc.) para garantir a aposentadoria especial.
Público
Um público formado por extensionistas da CATI; técnicas e técnicos da Fundação Itesp, de prefeituras e outras entidades de Ater; produtores e produtoras rurais; assentadas e assentados; representantes de comunidades tradicionais; estudantes e outros participou ativamente da live, que está disponível, para os interessados nos temas tratados, no canal da CATI no YouTube: catiextensaorural.