Homenagem – Eli Mangolini – 12/3/1960 – 5/2/2023
Eli Mangolini ★ 12/3/1960 ✞ 5/2/2023
É com pesar que comunicamos o falecimento ocorrido ontem, dia 5 de fevereiro de 2023, do nosso amigo e oficial administrativo aposentado do Centro de Comunicação Rural (Cecor), da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Eli Mangolini, casado, pai de dois filhos e avô de um netinho.
Funcionário público por opção, ao ser aprovado no concurso para a Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), mas artista por paixão, Eli ingressou no serviço público diretamente na CATI, em 2 de outubro de 1992, e teve a felicidade, segundo amigos, de começar diretamente no Cecor, onde o talento e a vocação puderam ser lapidados nas áreas de diagramação e ilustração, em um período onde todo o trabalho era feito manualmente. Mas com seu olhar inquieto e disposição para aprender, ao longo dos anos fez a transição tecnológica, trabalhando com design, diagramação e ilustração nas plataformas on-line da instituição, tendo sido um dos responsáveis pela diagramação e organização do Boletim CATI On-line.
Nascido em 12 de março de 1960, em São Vicente (SP), segundo Dilza Malachias – servidora da SAA na área de arquivo e amiga desde a adolescência –, Eli se mudou com a família para Campinas em 1975. Estudante do Colégio Dom Nery, logo nos primeiros anos do colegial mostrou sua verve artística, participando de peça teatral na escola, inclusive na elaboração de cenários. “E naquela época ele já pintava quadros e os vendia na famosa Feira Hippie de Campinas”, relembra Dilza.
Ao longo de sua vida funcional no Governo do Estado, licenciou-se da CATI, em agosto de 1998, para trabalhar no Poupatempo em Campinas, onde ficou até 2004, voltando depois para o Cecor, unidade em que ficou até a sua aposentadoria em setembro de 2020.
Dono de um humor sagaz (como definiu a amiga Graça D’Áuria, jornalista aposentada do Cecor), inteligente, leitor voraz e com um olhar estético aguçado, Eli também é lembrado como um “ótimo papo cabeça”. Como informa Paulo Santiago, designer gráfico do Cecor, além do trabalho com diagramação e ilustração, Eli também era chargista – tendo sido selecionado três vezes para expor seus trabalhos no famoso Salão Internacional de Humor de Piracicaba e participado de livros – e autor de HQs – Histórias em Quadrinho.
Na CATI, foi o responsável por inovar a linguagem para falar para os agricultores sobre temas como qualidade e organização na propriedade rural, com a criação da HQ do Programa 5S. Com seu humor peculiar, mudou a forma de celebrar os aniversariantes do mês, com caricaturas e desenhos, aguçando a curiosidade dos funcionários para descobrir quem eram as personagens.
Amigo e admirador do trabalho de Eli, Antonio Marchiori, extensionista aposentado da CATI e membro da diretoria da Associação Paulista de Extensão Rural (Apaer), assim o descreve: “Eli Mangolini foi um desenhista genial de alma extensionista. Ele mergulhava fundo nos projetos da CATI, tendo sempre a preocupação de deixar as peças de comunicação rural com linguagem simples, original, pitoresca e atrativa para a população rural. Amigo leal e com espírito crítico, Mangolini deixa um legado precioso. Seu nome e sua obra jamais serão esquecidos”!