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DIA NACIONAL DA ABELHA: O PEQUENO INSETO QUE AJUDA A COLOCAR COMIDA NA NOSSA MESA

DIA NACIONAL DA ABELHA: O PEQUENO INSETO QUE AJUDA A COLOCAR COMIDA NA NOSSA MESA

Fundamentais para a agricultura, a biodiversidade e a segurança alimentar, as abelhas estão no centro de pesquisas da APTA REGIONAL que buscam fortalecer a produção sustentável e conservar espécies essenciais para os ecossistemas

Você já imaginou um mundo sem café, frutas, hortaliças ou sementes? Embora pareça exagero, grande parte desses alimentos depende da ação silenciosa de um dos mais importantes agentes da natureza: as abelhas. Responsáveis pela polinização de milhares de espécies vegetais, elas garantem não apenas a reprodução das plantas, mas também a produtividade de diversas culturas agrícolas que sustentam a alimentação humana.

Enquanto as abelhas trabalham silenciosamente entre flores e plantações, pesquisadores da APTA REGIONAL, vinculada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, se dedicam a desvendar seus comportamentos, mapear sua diversidade e desenvolver estratégias para sua conservação. Dos apiários experimentais de Monte Alegre do Sul às pesquisas com abelhas nativas sem ferrão em Brotas e aos estudos de genética da abelha jataí em áreas de Mata Atlântica, pela Unidade de Piracicaba, a ciência paulista vem mostrando que proteger esses polinizadores é também investir na produção de alimentos, na sustentabilidade agrícola e na preservação dos ecossistemas.

No dia 3 de outubro, celebramos o Dia Nacional da Abelha, uma data dedicada à conscientização sobre a importância ecológica, econômica e social desses insetos, considerados verdadeiros pilares da biodiversidade. Estima-se que existam cerca de 20 mil espécies de abelhas no mundo, cada uma contribuindo de maneira única para a polinização de plantas nativas e cultivos agrícolas.

Muito além do mel

Quando se fala em abelhas, a primeira imagem que surge costuma ser a do mel. No entanto, sua contribuição vai muito além da produção desse alimento natural. A atividade polinizadora realizada por elas é fundamental para a reprodução de inúmeras espécies vegetais e para o aumento da produtividade agrícola.

Além do mel, as abelhas produzem outros itens de grande valor econômico, como própolis, geleia real, pólen apícola e cera. Esses produtos são utilizados pela indústria alimentícia, farmacêutica e cosmética, ampliando a importância da apicultura para a geração de renda no campo.

Ciência a serviço dos polinizadores

Reconhecendo a importância das abelhas para o agro e para o meio ambiente, a APTA REGIONAL, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, desenvolve pesquisas voltadas tanto à apicultura quanto à conservação das espécies nativas. As iniciativas buscam ampliar o conhecimento científico, fortalecer cadeias produtivas e contribuir para a sustentabilidade dos ecossistemas.

Uma dessas pesquisas foi conduzida na Unidade Regional de Pesquisa e Desenvolvimento de Monte Alegre do Sul. O projeto avaliou a instalação de apiários com abelhas Apis mellifera para prospectar o potencial apícola da região e analisar a capacidade de produção de mel. O estudo partiu da constatação de que, apesar da forte vocação agrícola e ambiental do município, ainda eram escassas as informações sobre o desempenho da atividade apícola local.

De acordo com o pesquisador científico Daniel Gomes, a geração de informações técnicas é fundamental para fortalecer a atividade e ampliar as oportunidades para produtores rurais. “O trabalho também contribui para a compreensão da disponibilidade de recursos florais ao longo do ano e para o desenvolvimento sustentável da apicultura paulista”, destaca.

Abelhas sem ferrão ganham espaço em Brotas

Outra importante frente de atuação da APTA REGIONAL está voltada para as abelhas nativas sem ferrão. Em Brotas, um projeto de pesquisa e extensão busca promover a meliponicultura sustentável, aliando conservação ambiental, educação e geração de renda. As ações incluem capacitações teóricas e práticas sobre criação racional dessas espécies, além de atividades de conscientização sobre sua importância para os ecossistemas.

Coordenada pela pesquisadora científica Carla Cachoni Pizzolante, a iniciativa reúne instituições de pesquisa, órgãos de assistência técnica, produtores rurais e especialistas da área. “O objetivo é fortalecer a conservação das abelhas nativas, incentivar sua criação de forma responsável e valorizar o potencial socioeconômico da atividade”, detalha.

Guardiãs da Mata Atlântica

As pesquisas também avançam no conhecimento das espécies nativas. Em Piracicaba, um estudo conduzido pela pesquisadora científica Maria Imaculada Zucchi investiga a diversidade genética da abelha jataí (Tetragonisca angustula) em áreas restauradas e fragmentos naturais da Mata Atlântica.

Consideradas importantes bioindicadoras ambientais, as abelhas sem ferrão desempenham papel estratégico na recuperação de áreas degradadas. “O projeto busca compreender como essas populações se comportam geneticamente em ambientes restaurados, contribuindo para ações de conservação e para a manutenção dos serviços ecossistêmicos de polinização”, ressalta.

Cuidar das abelhas é cuidar do futuro

Celebrar o Dia Nacional da Abelha é reconhecer que a sobrevivência desses insetos está diretamente ligada à qualidade ambiental, à segurança alimentar e à sustentabilidade da produção agrícola. Mais do que produtoras de mel, elas são agentes indispensáveis para a manutenção da vida.

Por meio de pesquisas científicas, capacitação de produtores e desenvolvimento de tecnologias voltadas à conservação dos polinizadores, a APTA REGIONAL reforça seu compromisso com uma agricultura mais sustentável, inovadora e conectada às demandas da sociedade. Afinal, proteger as abelhas é proteger a biodiversidade, a produção de alimentos e o futuro das próximas gerações.

Uma sociedade organizada e fascinante

As abelhas são conhecidas por sua impressionante organização social. Nas colmeias, cada indivíduo exerce uma função específica para garantir a sobrevivência da comunidade.

A abelha-rainha é responsável pela postura dos ovos e pela produção de feromônios que ajudam a organizar a colônia. Em condições favoráveis, uma única rainha pode colocar até três mil ovos por dia. As operárias, que representam a maioria dos indivíduos da colmeia, desempenham diversas tarefas ao longo da vida. Cuidam das larvas, produzem cera, defendem o enxame e coletam néctar e pólen. Já os zangões têm como principal função a reprodução, assegurando a continuidade genética da espécie.

Sobre a APTA REGIONAL

Considerada o maior hub descentralizado de pesquisa agropecuária do Estado, a APTA REGIONAL oferece soluções tecnológicas aplicadas, adaptadas às realidades edafoclimáticas locais e regionais, contribuindo para o fortalecimento das cadeias produtivas e para uma agricultura mais sustentável e competitiva. Com 18 unidades regionais de pesquisa no Estado de São Paulo, atua em áreas como agronomia, zootecnia, pesca continental, sanidade vegetal e animal, agregação de valor em produtos agropecuários, sistemas integrados de produção e segurança alimentar. Possui 11 Redes de Pesquisas, com estudos que unem pesquisadores de várias áreas, transformando conhecimento em desenvolvimento, valorizando o futuro. Acesse nosso site www.agricultura.sp.gov.br/apta-regional e acompanhe nossas pesquisas. A APTA REGIONAL, instituição de pesquisa científica e tecnológica, integra a Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), vinculadas à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).

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