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Ciência paulista fortalece apicultura, preserva abelhas e gera renda no campo

Ciência paulista fortalece apicultura, preserva abelhas e gera renda no campo

São Paulo, maio de 2026 – Mais do que símbolos ambientais, as abelhas são protagonistas da segurança alimentar, da biodiversidade e da produção agrícola. Celebrados em 20 e 22 de maio, o Dia Mundial das Abelhas e o Dia do Apicultor reforçam a importância desses polinizadores e destacam o papel da ciência paulista na preservação das espécies e no fortalecimento da apicultura.

Ligada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), a APTA REGIONAL conduz pesquisas estratégicas em diferentes regiões do estado voltadas à conservação de abelhas nativas, ao aumento da produtividade apícola e à sustentabilidade da cadeia do mel. Os estudos desenvolvidos em Monte Alegre do Sul, Brotas e Piracicaba demonstram como a pesquisa científica pode transformar desafios ambientais em oportunidades econômicas e sociais para o agro paulista.

Segundo o pesquisador e coordenador Daniel Gomes, a atividade apícola vem se consolidando como uma importante ferramenta de inclusão social, geração de renda e fortalecimento da agricultura sustentável.

“A instituição visa, por meio da pesquisa científica, atender às demandas da população, que busca uma cadeia produtiva mais sustentável e alimentos mais saudáveis”, destaca.

Monitoramento apícola e impactos climáticos em Monte Alegre do Sul

Na Unidade Regional de Pesquisa e Desenvolvimento de Monte Alegre do Sul, o pesquisador Daniel Gomes lidera um estudo sobre o desempenho produtivo das abelhas Apis mellifera, principal espécie utilizada na produção comercial de mel.

A pesquisa busca preencher uma lacuna de informações ecológicas e agrícolas sobre a atividade apícola na região, além de avaliar os impactos das mudanças sazonais sobre as colmeias. Durante o período chuvoso, há grande diversidade floral e abundância de alimento para as abelhas. Já na estação seca, a escassez de pasto apícola compromete a oferta natural de recursos, afetando diretamente a produção de mel.

Com apoio da FUNDAG, o monitoramento identifica estratégias capazes de minimizar os efeitos dessas variações climáticas e oferecer soluções técnicas aos produtores rurais.

Meliponicultura impulsiona conservação e inclusão social em Brotas

Em Brotas, o foco das pesquisas está nas abelhas nativas sem ferrão. Coordenado pela pesquisadora Carla Cachoni Pizzolante, o projeto “Meliponicultura Sustentável” promove, ao longo de 2026, capacitações técnicas voltadas à conservação ambiental e ao desenvolvimento socioeconômico regional.

A iniciativa atua em quatro frentes principais:

  • conservação de espécies nativas vulneráveis e educação ambiental;
  • incentivo à geração de renda por meio da comercialização sustentável de mel, própolis e enxames;
  • fortalecimento de políticas públicas alinhadas à Política Municipal de Agroecologia e Produção Orgânica (PMAPO) de Brotas;
  • articulação de uma ampla rede de parceiros institucionais.

O projeto reúne Prefeitura de Brotas, CATI, Sindicato Rural de Brotas, FAESP/SENAR-SP, APAGIB, Embrapa Meio Ambiente e especialistas das startups GeoApis, Zum Zum Verde e ArbnBee.

Pesquisa genética em Piracicaba ajuda a preservar a abelha Jataí

Em Piracicaba, a APTA REGIONAL desenvolve uma pesquisa de genética molecular voltada à preservação da abelha Jataí (Tetragonisca angustula), espécie nativa essencial para a manutenção da Mata Atlântica.

Coordenado pela pesquisadora Maria Imaculada Zucchi e financiado pelo CNPq, o estudo investiga a diversidade genética das populações da espécie em áreas de restauração ecológica.

Os pesquisadores utilizam marcadores moleculares avançados, conhecidos como SNPs, obtidos por genotipagem por sequenciamento (GBS), tecnologia que permite mapear a estrutura genética das populações de abelhas.

O objetivo é comprovar cientificamente o papel da Jataí na recuperação de áreas degradadas e na manutenção da flora nativa, considerando que as abelhas da tribo Meliponini são responsáveis pela polinização de até 90% das espécies da Mata Atlântica e atuam como importantes bioindicadores ambientais.

SOBRE A APTA REGIONAL

Considerada o maior hub descentralizado de pesquisa agropecuária do Estado, a APTA REGIONAL oferece soluções tecnológicas aplicadas, adaptadas às realidades edafoclimáticas locais e regionais, contribuindo para o fortalecimento das cadeias produtivas e para uma agricultura mais sustentável e competitiva. Com 18 unidades regionais de pesquisa no Estado de São Paulo, atua em áreas como agronomia, zootecnia, pesca continental, sanidade vegetal e animal, agregação de valor em produtos agropecuários, sistemas integrados de produção e segurança alimentar. Possui 11 Redes de Pesquisas, com estudos que unem pesquisadores de várias áreas, transformando conhecimento em desenvolvimento, valorizando o futuro. Acesse nosso site www.agricultura.sp.gov.br/apta-regional e acompanhe nossas pesquisas. A APTA REGIONAL instituição de pesquisa científica e tecnológica é ligada à Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), e vinculadas à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).

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