Visitantes da Agrishow conhecem o simulador de erosão e aprendem sobre uso de fossas sépticas biodigestoras

Postado em: 02/05/2017 ás 19:14 | Por: Comunicação SAA

Visitantes da Agrishow conhecem o simulador de erosão e aprendem sobre uso de fossas sépticas biodigestoras (Foto: Vinicius Agostini)O simulador de erosão e a fossa séptica biodigestora para demonstrar os cuidados necessários para a manutenção da qualidade da água e do solo estão sendo apresentados na Agrishow 2017, em Ribeirão Preto, pela Coordenadoria de Assistência Técnica da Integral (Cati) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. O objetivo é levar conhecimento e experiência técnica e prática para produtores rurais e demais visitantes da feira, que tem programação ate a próxima sexta-feira, 5 de maio.

Atraindo a atenção de quem passava próximo ao simulador, os técnicos da Cati Regional Jaboticabal, responsáveis por desenvolver o simulador de erosão há cerca de 17 anos, fornecem dicas e explicações e também demonstram o que ocorre nos solos, após as chuvas, ao realizar o plantio com e sem a cobertura vegetal. Processos de erosão, assoreamento e alimentação do lençol freático podem ser conferidos na prática por meio do simulador.

O engenheiro agrônomo André Luís Gonçalves, assistente de planejamento da Cati em Jaboticabal e que atende os visitantes da Agrishow interessados em obter mais informações, explicou sobre o processo de erosão no simulador. “O equipamento demonstra a eficácia de algumas técnicas de conservação do solo na propriedade rural. No simulador utilizamos o exemplo da eficácia do uso da palhada para evitar a formação de erosão em uma propriedade”, afirmou.

O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, lembrou que oferecer condições de melhoria de renda e promover sustentabilidade ambiental nas propriedades rurais são alguns dos principais eixos de atuação da Secretaria. “O governador Geraldo Alckmin sempre nos orienta a apoiar o pequeno produtor e o agricultor familiar e a promover uma produção no campo que respeita o meio ambiente”, ressaltou.

O produtor que deixa a chuva bater no solo desprotegido está contribuindo para o começo da erosão. Portanto, a manutenção da palhada após um cultivo, por exemplo, em uma rotação de milho para soja, impede que o impacto da chuva destorroe o solo e provoque sua degradação.

Ao fim da simulação, é possível notar que a parte da água que escorre do solo desprotegido fica mais escura. Isso ocorre, pois, junto com a água, há argila, fertilizantes e também agroquímicos. “A manutenção de uma coberta em cima do solo é o principal ponto para evitar a erosão na propriedade”, explicou Gonçalves.

Muitas pessoas mostram-se interessadas em aprender mais sobre o assunto, como é o caso do pecuarista Adeilton Alves de Góes, que ouviu atentamente a explicação do engenheiro da Cati. De acordo com Alves, a iniciativa do simulador de erosão é uma excelente oportunidade para entender mais sobre o solo. “Tenho uma pequena quantidade de cana para tratar do gado e aprendi hoje com o André que fazer uso da palhada é uma boa técnica. Dessa forma, consigo economizar até no uso de herbicidas, por exemplo”, contou o pecuarista.

Fossa séptica biodigestora

O lançamento dos dejetos humanos diretamente em rios, lagos, nascentes ou mesmo na superfície do solo pode causar doenças, além de contaminar o solo. Para que esse cenário não ocorra, a engenheira agrônoma e diretora da Cati Regional Jaboticabal, Vera Lúcia Palla, explicou o funcionamento das fossas sépticas biodigestoras desenvolvidas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) de São Carlos há mais de 15 anos. “A fossa séptica nada mais é do que um tanque enterrado que recebe o esgoto, retém a parte sólida e inicia o processo de purificação da parte líquida, concluído por meio da filtração no solo ou aplicação como fertirrigação”, disse.

Vera contou que, inicialmente, 40 técnicos das Regionais Coordenadoria foram treinados pelo pesquisador Antonio Pereira de Novaes, que desenvolveu a tecnologia. “Temos trabalhado com os produtores rurais no sentido de incentivar o uso dessa fossa, pois é um sistema de fermentação que devolve para a natureza um produto limpo e que pode ser utilizado como fertilizante na área agrícola”, exemplificou.

Embora a fossa séptica seja imprescindível para evitar a contaminação do lençol freático, produzir adubo orgânico que pode ser utilizado em hortas e pomares, muitos produtores ainda não aderiram ao produto. “Nós, da Cati, gostaríamos que os produtores aderissem em massa ao uso dessa fossa séptica, pois ela é um sistema barato e eficiente”, disse.

Saiba mais

A fossa séptica, modelo Embrapa, realiza a decomposição anaeróbica da matéria orgânica por bactérias que a transforma em biogás e efluente estabilizado e sem odores e elimina elementos patogênicos existentes nas fezes, devido principalmente à variação de temperatura. A fossa tem dois objetivos: substituir, a um custo barato para o produtor rural, o esgoto a céu aberto e as fossas negras; e utilizar o efluente como um adubo orgânico, minimizando gastos com adubação química.

Por Vinicius Agostini

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