Técnica de controle de pragas de citros sem defensivos supera expectativa e garante aumento da fruta

Postado em: 02/02/2016 ás 12:57 | Por: erick

laranjaSão promissores os primeiros resultados em campo da pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo que utiliza o N-acetil-cisteína (NAC), para diminuir o uso de defensivos agrícolas, no combate às doenças dos citros. O estudo do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, desenvolvido no Centro de Citricultura Sylvio Moreira, em Cordeirópolis, está em fase de colheita de amostras e já revelou outro ganho além da defesa sanitária: as frutas tratadas com a molécula ficam maiores.

A pesquisa da bióloga Alessandra Alves de Souza aposta em molécula já usada para tratamento de infecções bacterianas em vias aéreas de humanos para controlar fitopatógenos dos citros, onde são aplicadas em uma quantidade muito menor do que a usada por pessoas. Estão sendo combatidos os patógenos da Xylella fastidiosa, causadora da Clorose Variegada dos Citros (CVC), e os da Xanthomonas citri, causadora do cancro cítrico.

“O Estado de São Paulo é o maior produtor de citros, um setor de extrema importância econômica e social e que merece toda a nossa atenção. Este estudo do nosso Centro de Citricultura segue as orientações do governador Geraldo Alckmin para aproximar pesquisa e campo e gerar renda ao agricultor paulista”, destacou o secretário Arnaldo Jardim.

O método está sendo testado em campo já em sua segunda colheita de amostras com promissores resultados sanitários, mostrando que a molécula não só reduziu a quantidade de bactérias (Xylella fastidiosa) capazes de colonizar o xilema (tecido das plantas vasculares por onde circula a água com sais minerais dissolvidos) das plantas, como também reverteu os sintomas de plantas com CVC. A aplicação de N-acetil-cisteína com cobre reduziu em até mil vezes a concentração da Xanthomonas citri nas folhas. Além disso, provocou nas frutas sadias também um aumento de tamanho, tornando-as mais suculentas.

O ganho inesperado, como notou Alessandra, pode trazer ainda outro uso para a técnica: o produtor rural também pode aplicar em pomares sadios para deixá-los mais vigorosos e resistentes à doença. “É um potencial enorme porque é uma molécula que se degrada facilmente no ambiente e não é agressiva, até bebês tomam. O uso de defensivo é menor. É um produto que é amigo da natureza, o impacto ambiental é praticamente zero”, explicou a pesquisadora.

De acordo com a bióloga, os técnicos do Centro estão realizando a segunda coleta de amostras para serem examinadas no Laboratório de Qualidade da Fruta, onde será conferido se não houve mudança de sabor e do teor de vitamina C. “Queremos saber se além do tamanho também alterou a qualidade para pior ou melhor.”

O resultado do estudo segue as exigências científicas e será publicado somente após a terceira colheita e análise. Em parceria com o IAC, estudantes de pós-doutorado que atuam no Centro já buscam via Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) recursos para disponibilizar o produto aos homens do campo. 

Por Hélio Filho
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