Projeto Escola na Horta da Fazendinha Feliz – rede de participantes promove tarde de trocas na sede da CATI/CDRS em Campinas

Postado em: 13/12/2021 ás 11:54 | Por: Assessoria de Comunicação

A tarde de sexta-feira, dia 10 de dezembro, foi ocasião de reencontro, um dia de trocas de sementes, de mudas diversas de plantas alimentícias convencionais e não convencionais, medicinais, aromáticas ou simplesmente ornamentais, de receitas e de guloseimas naturais. Mas foi, principalmente, uma tarde de reencontros, de amizades renovadas, conversas cheias de gestos de acolhimento, foi um momento para matar as saudades uns dos outros, entre participantes de um grupo de quase 200 pessoas que fazem parte da Escola na Horta da Fazendinha Feliz, um subprojeto do Projeto Fazendinha Feliz, um espaço de difusão do saber, localizado na sede da CATI/CDRS, em Campinas, onde extensionistas da Divisão de Extensão Rural da CATI/CDRS montaram, há pouco mais de 10 anos (em 15 de junho de 2011), o Projeto Fazendinha Feliz no intuito de promover e difundir as hortas escolares na região.

Na Fazendinha Feliz circulam vários saberes, é um local de reunião mensal de um grupo que começou com as hortas escolares e se estendeu para discutir vários assuntos e reúne, atualmente, médicos, nutricionistas, apicultores e meliponicultores, aposentados das mais variadas funções e muitos que já fizeram os cursos de capacitação oferecidos pela instituição. Ainda outros conheceram o espaço ao participarem da tradicional Semana de Fitoterapia realizada em parceria entre a CATI e a Prefeitura de Campinas, outros, ainda, em capacitações variadas oferecidas pelo órgão.

Com o tempo, o Projeto Fazendinha Feliz foi ganhando outros contornos e além das hortas de plantas convencionais, medicinais e aromáticas diversas, passou a incentivar o cultivo de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) e com elas vieram diversas oficinas. Depois, veio a meliponicultura, com a colocação de diversas colmeias de abelhas nativas sem ferrão, não só no local da Fazendinha Feliz, mas em locais estratégicos no “Pátio da CATI”, local que abriga, atualmente, não só a sede da CATI/CDRS e Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), mas que se tornou a sede campineira da Secretaria de Agricultura e Abastecimento e de outros órgãos do Governo do Estado.

O espaço concentra, além da horta e do meliponário, a criação de poucas galinhas poedeiras e já teve até coelhos que, durante a pandemia, foram adotados por participantes do grupo. Foi o caso da coelha Leopoldina, a Léo, adotada por uma das mais antigas frequentadoras da Fazendinha Feliz, a professora aposentada Kátia Regina Scomparin, que lecionou na Escola Municipal Márcia Maria Otranto Jorge, no Jardim Miriam, e que montou a Horta na Escola em 2011, ano de criação do Projeto. Para seu orgulho, a horta em forma de mandala, com uma espiral de ervas medicinais, continua sendo um palco que ensina e motiva pais e crianças a uma boa alimentação. “A horta da Escola está linda e bem cuidada”, segundo Kátia, que se aposentou em 2016, mas deu continuidade às atividades participando ativamente da Rede comandada pelo engenheiro agrônomo Osmar Mosca Diz, responsável pelo Projeto Fazendinha Feliz ─ Horta nas Escolas e, também, pelas atividades do meliponário, ministrando cursos não apenas neste espaço, mas sendo convidado a dar palestras em todo Estado de São Paulo, em capacitações organizadas pela CATI/CDRS. “Nas reuniões, sempre aprendemos algo ou trazemos novidades, sugerimos temas, os encontros mensais são muito proveitosos. Durante a pandemia ficamos dois anos sem nos encontrarmos, então é uma alegria rever amigos neste primeiro encontro, que é também uma confraternização de final de ano e o desejo de um 2022 proveitoso para a nossa Rede”, comenta Kátia.

Já o médico infectologista Paulo Abati, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), chegou ao encontro acompanhado dos pais, Abel e Neide Abati, trazendo uma rama de uma planta conhecida como moringa, um arbusto de porte médio a alto e que tem folhas que podem ser utilizadas no combate à anemia por sua grande concentração de ferro. Além da moringa, de pequeninas folhas, trouxeram mudas de ora-pró-nobis, guaco e um delicioso bolo de laranja para a confraternização.

A este bolo se juntaram outros, com o famoso bolo de ora-pró-nobis, servido com mel de abelhas jataí, contribuição do Osmar e marca registrada dos encontros mensais e das capacitações.  Assim como sucos naturais, doces de coco, refresco de Kombucha, trazidos por Marinês Couto, que conta que Kombucha é o nome universal de uma alga conhecida no mundo todo como excelente probiótico, “que tem o poder de aumentar a imunidade às doenças”. A Kombucha é utilizada e divulgada por Marinês, frequentadora assídua das reuniões da Rede. Na troca, levou para casa mudas de mamona vermelha (excelente defensivo, em especial contra formigas), nirá (planta comestível aromática) e quiabo japonês.

Os papos e as trocas fluíram por toda a tarde de sexta-feira, quando em torno de 50 pessoas passaram pelo local entre as 13h45 e 17 horas. A professora aposentada Elisa Alexandre, que há seis anos participa dessa rede, montou a horta na Escola Municipal Orozimbo Maia, em Campinas, mas depois de se aposentar perdeu o contato. “Fui reencontrar o Osmar em uma palestra sobre PANC realizada no CIS Guanabara. A partir daí, passei a participar ativamente dos encontros”, conta Elisa. Como resultado, ela e o marido fizeram uma intervenção em uma praça em frente à Igreja do Perpétuo Socorro, no Jardim Nova Europa, onde residem, com o plantio no local de lavanda e alecrim. “São conhecimentos e ações que se multiplicam, somos um grupo muito ativo e interativo e sempre temos coisas a contar uns aos outros”, diz Elisa.

“O intuito é trazer mais conhecimento, relembrar a sabedoria popular, resgatar o uso de plantas definidas como PANC, além de plantas medicinais. Os participantes da Rede, cada um em sua área, são convidados a dar palestras e difundir os seus conhecimentos em oficinas menores realizadas ao longo do ano. Outros colegas extensionsitas também participam, como Maria Cláudia Silva Garcia Blanco, especialista em plantas medicinais e aromáticas, e a nutricionista Beatriz Cantusio Pazinato, diretora da Divisão de Extensão Rural da CATI. “É um grupo muito rico em saberes e foram criados laços mútuos. Tudo começou com a capacitação de professores para montarem as hortas nas escolas municipais e se estendeu para esta maravilhosa Rede”, afirma, incansável, Osmar Mosca Diz, promotor dessas atividades que são paralelas às suas diversas atuações como técnico da extensão rural.

Para participar da Rede e de outros encontros, capacitações e oficinas, basta entrar em contato com o Osmar Mosca Diz pelo e-mail osmar.diz@sp.gov.br 

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