Olericultores de Batatais adquirem agroindústria para comercializar vegetais prontos para o consumo

Postado em: 09/12/2016 ás 17:41 | Por: Comunicação SAA

Melhorias foram entregues pelo secretário Arnaldo JardimAgricultores familiares da Associação Batataense dos Produtores da Agricultura Familiar (Abafa) terão condições de agregar valor à produção olerícola com a inauguração de packing house e agroindústria de processamento mínimo de vegetais. As melhorias foram obtidas por meio do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado, do Governo do Estado de São Paulo. O secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim, acompanhou a inauguração da agroindústria e ressaltou que o estabelecimento permitirá aos produtores de Batatais apresentar ao mercado um produto de qualidade superior, pronto para o consumo da população.

“Com produtos diferenciados, 18 famílias de Batatais aumentarão a produtividade e os ganhos com a atividade agrícola. Estamos lutando para criar empregos para toda a família”, afirmou o presidente da Abafa, Sebastião Lourival Claro.

Inicialmente, seis produtores estarão envolvidos com as atividades da agroindústria, em benefício de todos os associados, mas a intenção, de acordo com Claro, é ampliar esse número, além de atrair novos produtores. “Fechamos contrato para fornecer à Prefeitura de Batatais, para a merenda escolar e hospitais e estamos em busca de outros municípios. É importante termos alimentos higienizados para oferecer aos alunos e às pessoas que estão em recuperação”, disse.

O dirigente da entidade explicou que a abóbora cabotiá, por exemplo, é um alimento muito recomendado pelos especialistas da saúde, mas pouco utilizado devido à dificuldade de descascá-la. “Com os equipamentos de processamento, teremos condições de fornecer esse alimento”, relatou.

Para a montagem da agroindústria, que demandou um investimento de R$ 832.832,72, sendo R$ 516.348,24 do Governo do Estado, com a contrapartida de R$ 316.484,47 da Associação, foram necessárias a reforma de um galpão e a perfuração de um poço artesiano, permitindo que a estrutura pudesse receber todo o maquinário que selecionará, higienizar, picar e embalar as olerícolas.

Foram adquiridos os seguintes equipamentos: um pré-lavador; um lavador; uma descascadora; uma cortadora; uma raladora; uma cortadora transversal de legumes; uma centrífuga e seladoras. A Associação também solicitou uma câmara frigorífica para o armazenamento dos itens processados, mantendo-os frescos até o momento do transporte.

Conforme explicou o diretor técnico do Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR) de Franca, Pedro Cesar Barbosa Avelar, “o projeto possibilitou aos produtores fazer também investimentos individuais, para melhorar as condições de produção”. Com essa iniciativa, foram adquiridos: duas carretas hidráulicas basculantes; três carretas, cada uma com capacidade para o transporte de quatro mil quilos de produtos; cinco enxadas rotativas; três roçadeiras; um perfurador de solo; um distribuidor de calcário e adubo com esparramadeira de três quilos; uma grade aradora; um arado subsolador com cinco hastes; e uma pá traseira.

“Isso significa maior valor agregado ao produto, aumento na produtividade e na renda das famílias no campo. O Microbacias II proporciona essa autonomia às organizações para que elas possam crescer e se desenvolver. Apoiar o pequeno produtor é uma orientação do governador Geraldo Alckmin”, afirmou Arnaldo Jardim, que anunciou a liberação de mais R$ 400 mil para a aquisição de equipamentos pela Associação.

O olericultor Sebastião Adjaime Tobias, associado à Abafa, acredita que com a possibilidade de processar os alimentos, os ganhos serão muito maiores. “Este é um sonho que está se tornando realidade. Hoje, há vezes em que plantamos muito e por não ter para quem vender, acabamos jogando os alimentos fora. Com essa indústria, podemos conservar a nossa produção de alface, almeirão, chicória, uva, cheiro verde, cenoura, beterraba”, relatou. “É um projeto que tem tudo para dar certo”, explicou.

Sobre o Microbacias II

O projeto do Governo do Estado de São Paulo é executado por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, por meio da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), e pela Secretaria do Meio Ambiente, por meio da Coordenadoria de Biodiversidade e Recursos Naturais (CBRN).
 
Em seis chamadas públicas, o Projeto beneficiou 293 organizações com 355 projetos em execução, sendo: 180 associações, com 214 projetos; 86 cooperativas, com 109 projetos; 6 comunidades indígenas, com 8 projetos e 21 comunidades quilombolas, com 24 projetos.

No total, foram investidos US$ 130 milhões, sendo US$ 78 milhões do Banco Mundial e US$ 52 milhões do Estado.

Fotos: Paulo Prendes

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