Mercado Atacadista: IEA analisa o comportamento dos preços no mês de setembro

Postado em: 01/11/2018 ás 12:27 | Por: Paulo Prendes

De acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA), instituição de pesquisa da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, no mês de setembro, a variação dos preços médios dos 23 produtos de maior importância no sistema de comercialização paulista oscilou negativamente para 14 itens, além do leite e derivados, café, ovos e farinha de trigo também figuram na lista. Entre os nove produtos que apresentaram alta de preços estão as carnes bovina, suína e de frango e o feijão carioquinha. 
 
 “Em setembro, as cotações das carnes bovina: dianteiro com osso, traseiro com osso e ponta de agulha; suína (1/2 carcaça) e de frango (resfriado) variaram positivamente em relação ao mês anterior. Esse mesmo comportamento é verificado nos preços ao produtor e varejo”, afirmam Vagner Azarias Martins e José Alberto Angelo, pesquisadores do IEA, responsáveis pelo levantamento.
 
A redução 7,82% dos preços do leite longa vida, em relação ao mês anterior, merece destaque, afirmam os pesquisadores, uma vez que o produto já havia registrado queda de 8,48%; em agosto. No entanto, a variação anual se mantém 29,39% superior a setembro de 2017. Com preços do leite LV corrigidos pelo IPCA, verifica-se que a cotação desse item, em setembro de 2017, foi a menor dos últimos cinco anos. Nos anos de 2016 e 2018, houve problemas na produção devido ao clima desfavorável, com redução significativa da captação de leite em 2016, e o agravante da greve dos caminhoneiros em 2018.
 
Dois produtos vêm chamando a atenção dos analistas do mercado atacadista de alimentos: a cebola e o alho. Após um período de significativa alta de preços entre abril e maio de 2018 - quando houve redução de quase 8% na entrada do produto na Ceagesp; ou seja, o entreposto deixou de receber 2,1 mil toneladas -, a cebola vem apresentando quedas significativas nos últimos meses em função da entrada do produto de São Paulo e do Nordeste. 
 
Considerando-se o período de agosto de 2016 a setembro de 2018, verifica-se que os preços médios de alho estão caindo a uma taxa de 2,3% ao mês. “Embora essa situação aparente ser benéfica ao consumidor, ela é preocupante para o produtor”, explicam os pesquisadores. Observando a entrada de alho na Ceagesp nos anos de 2016, 2017 e até julho de 2018, é possível perceber que, em 2016, o alho nacional correspondia a 28% do total, em 2017 a 26% e até julho desse ano o percentual é de 20%. Enquanto a entrada do produto chinês superou o nacional em 2016 e 2017, aproximando-se de 5 milhões de kg/ano, fato que pode se repetir até o final de 2018. 
 
Mesmo com a perspectiva de aumento da produção brasileira, a concorrência com o alho chinês é difícil, pois o produto asiático chega ao mercado com preço inferior ao nacional. Essa concorrência vem sendo debatida já há alguns anos pelos analistas do setor, inclusive com denúncias de que a leiantidumping imposta pelo governo federal, que taxa o alho importado, não vem sendo cumprida em função de liminares obtidas por importadores de alho, concluem os pesquisadores. 
 
Para ler o artigo na íntegra e consultar as tabelas e gráficos, clique aqui. 
 
 
Por: Nara Guimarães 

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