Meliponário da Secretaria de Agricultura e Abastecimento em Ribeirão Preto oferece oficinas e divulgação das abelhas sem ferrão

Postado em: 04/11/2019 ás 14:09 | Por: Adriana Luiza Costa de Almeida

‘Projeto Meliponicultura’ é uma parceria da CDRS com produtores de mel, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e a USP.

Em Ribeirão Preto, uma área pertencente à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo e onde está instalada a Regional Ribeirão Preto da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) tornou-se também o habitat de várias espécies de abelhas sem ferrão. Elas fazem parte do ‘Projeto Meliponicultura’, desenvolvido em parceria com a CDRS Regional e a Casa da Agricultura local para divulgar a atividade na região. Oficinas e visitas tem sido agendadas desde o ano passado, quando foi instalado o meliponário.

O fornecimento de enxames e iscas para atrair as mandassaias, mirim-droriana, jataí, marmelada, boca-de-sapo, irai, entre outras, foi possível devido a uma parceria entre a CDRS, os produtores de mel, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e a Universidade de São Paulo (USP) campus Ribeirão Preto. Assim, uma área praticamente inutilizada, onde existem várias árvores e arbustos, passou a ser otimizada pelo Projeto. As abelhas distribuídas em 17 caixas diferentes encontram alimento entre as fruteiras e as PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais) também cultivadas em canteiros que servem para as oficinas sobre PANC. Públicos diversos visitam o local e interagem devido à preocupação comum com a sustentabilidade.

Quem cuida de forma mais ativa da área é o engenheiro agrônomo Giovani Ramos, responsável pela Casa da Agricultura de Ribeirão Preto, que recebeu orientações do também engenheiro agrônomo Osmar Mosca Diz, responsável na Divisão de Extensão Rural da CDRS, pelas áreas de apicultura, meliponicultura, hortas e PANC, estando presente em todas as regiões do Estado onde estes conhecimentos são demandados.

Segundo Giovani, o aumento da meliponicultura já vem apresentando resultados, como a maior eficiência na produção de abacates na região de Brodósqui. Outras Regionais da CDRS, como a de Jaboticabal, têm demonstrado interesse em também montar seus meliponários. “Nosso intuito é utilizar essa área para expandir o Projeto e outras unidades também montarem seus meliponários, para realização de oficinas voltadas tanto para técnicos como para produtores”, comenta o diretor da CDRS Regional Ribeirão Preto, Carlos Henrique de Paula e Silva. O diretor tem incentivado os grupos de produtores a se organizarem em grupos formais (associações e/ou cooperativas) para que a atividade possa crescer de forma legalizada e que favoreça a comercialização do mel das abelhas melíponas, as quais têm um manejo mais fácil pelo fato de serem espécies “sem ferrão”.

No Brasil, existem cerca de 300 espécies de abelhas sem ferrão, cada uma tem suas especificidades. Umas produzem mais mel, como o conhecido e procurado mel de abelhas jataí, e outras servem mais à polinização, embora não sejam boas produtoras de mel. Tudo isso e muito mais, como preparar iscas, dividir enxames e particularidades das espécies são temas abordados nas oficinas oferecidas pela CDRS Regional e a Casa de Agricultura de Ribeirão Preto.

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Informações:
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