Lançamento de Milho Catipoca e o Sorgo Vassoura é destaque da Cati na Agrifam

Postado em: 03/08/2015 ás 20:18 | Por: Comunicação SAA

19587035023_6ef5204340_zO Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes (DSMM), da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, lançou o Milho Pipoca (Cultivar Catipoca Amarela) e das sementes do Sorgo Vassoura (Cultivar AL Vitória) durante a Feira da Agricultura Familar (Agrifam), realizada na cidade de Lençóis Paulista, de 31 de julho a 2 de agosto de 2015.

A Cati expos e comercializou vários exemplares das mais de 20 variedades de sementes e cerca de 300 espécies de mudas comercializadas pela instituição. O Departamento tem por vocação natural o atendimento à agricultura familiar. Esses lançamentos são materiais cultivados do tipo Variedade, que permitem ao produtor fazer uma reserva das sementes, com um custo acessível e sem perder o vigor e o potencial produtivo”, explicou Edson Luiz Coutinho, diretor do DSMM, que acrescentou ainda sobre a vantagem que essas sementes possuem de se adaptar com uma maior facilidade em qualquer região do Estado.

O secretário estadual de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Arnaldo Jardim, visitou o espaço dedicado à exposição das sementes e mudas e conheceu de perto as duas novidades disponibilizadas ao público. A movimentação dos visitantes chamou atenção do secretário. “Eu vibro ainda mais quando vejo pessoas jovens na busca de informações sobre esses produtos, pois valorizaram o trabalho dos nossos técnicos. Sem contar o clima do estande que é muito afetuoso, com uma simplicidade que nos leva às raízes do meio rural”, ressaltou.

O milho Catipoca recebeu o registro aprovado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em setembro de 2014, e segundo João Paulo Whitaker, diretor do Núcleo de Produção de Sementes de Bauru, trata-se de um trabalho que resgatou a cultura caipira. “É uma pipoca do tipo Variedade Amarela e as características não se perdem caso o produtor queira dar continuidade na produção, com algumas precauções de isolamento, mas ela é muito saborosa e possui grande capacidade expansiva e com um gostinho caipira que não existia no mercado”, destacou Whitaker. O diretor do Núcleo ainda complementou sobre a importância do lançamento do Sorgo Vassoura, que ajudará a aumentar a renda de muitos agricultores familiares. “O sorgo vassoura é o primeiro material registrado no Mapa e trouxe ao mercado um produto novo, que vai agregar renda ao produtor rural, já que a vassoura feita de capim ainda é uma das preferidas das donas de casa e não são tão fáceis de serem encontradas”.

O técnico do Núcleo de Produção de Sementes e Mudas de Pederneiras, Romão Berbel Júnior, foi um dos responsáveis pelo atendimento no estande do DSMM. “A maior parte das pessoas que nos procuram são os agricultores familiares e o maior interesse é pelas mudas de frutas, que são certificadas, e também pelas árvores nativas destinadas à recuperação florestal. E mesmo quem não é agricultor, fica impressionado com a nossa variedade de mudas frutíferas nativas e sempre acaba levando alguma para plantar em seu quintal”, contou o técnico.

O produtor de pupunha e lichia, Adan Rodrigo, saiu de Eldorado, com a recomendação dos técnicos da Casa da Agricultura de sua cidade, para conhecer o estande tão tradicional e não resistiu diante de tantas opções. “A minha intenção foi a troca de experiências entre os agricultores que visitam a Feira, pois aqui encontramos espécies que podem ser cultivadas mesmo em diferentes regiões do Estado. Por meio do estande, eu encontrei uma  castanha que veio do Canadá e que vou fazer questão de acrescentar no meu pomar, para variar ainda mais a minha produção”, disse o produtor.

As mudas também encantaram a chacareira Alcione Rodrigues da Silva, de Pardinho, que visitou a Feira pela primeira vez. “Nós recebemos o convite dos técnicos da Casa da Agricultura de Pardinho para conhecermos a Feira e achamos tudo muito melhor do que imaginávamos, organizada e com muitas informações que poderão ser bem aproveitadas”.

E, além da variedade de mudas e do resgate da tradição caipira, outra preocupação do DSMM é também com a cultura indígena. O trabalho foi apresentado pelo secretário Arnaldo Jardim em conjunto com a indígena Kaingang e com os representantes do DSMM e da Funai, em uma rápida cerimônia que trouxe para o público da Feira uma amostra do milho preto. Um esforço que deixou marcado para todos como a extensão rural caminha junto não apenas com o incentivo à produção e a renda, como também faz parte do resgate cultural e social das comunidades.

Por meio da parceria entre o DSMM e a Fundação Nacional do Índio (Funai), foi possível reproduzir as sementes do milho preto, que estavam praticamente extintas entre os remanescentes do grupo Kaingang, localizados na aldeia Vanuíre, em Tupã; na aldeia de Icatu, na cidade de Braúna; e também na aldeia Tamarana, no Paraná - onde atualmente se concentram cerca de 1.700 índios da etnia Kaingang. “Foi um resgate da cultura indígena por meio do alimento, que é sagrado para eles. E o grande diferencial, é que esse trabalho executado pelo Núcleo de Produção de Sementes de Ataliba Leonel faz com que as sementes genéticas sejam tratadas de forma isolada para garantir a sua identidade desde a origem”, explicou João Paulo Whitaker. (Leia Matéria completa sobre a entrega das sementes aos indígenas pelo secretário Arnaldo Jardim)

Ilda Kené Humbelino, remanescente do grupo indígena Kaingang e nascida na aldeia Vanuíre, hoje mora na Terra Indígena Araribá, localizada na cidade de Avaí e foi a grande responsável por essa iniciativa. Ao perceber que o cultivo do milho preto havia desaparecido em sua região, arrumou algumas sementes que ela mesma cultivou para serem multiplicadas por meio do núcleo especializado da Cati. “Já não tinha mais essa semente em nossa região e, por isso, eu resolvi procurá-la em outro lugar bem mais distante onde vive um sobrinho meu. Com esse apoio que tivemos da Funai e da Coordenadoria, por meio do DSMM, para multiplicar as sementes, agora eu vou retomar e abastecer a produção da minha família e de toda a aldeia”, contou emocionada Ilda.

Por  Juliana Montoya

Fotos: Lilian Cenveira

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