Instituto de Pesca: 50 anos contribuindo para o desenvolvimento da aquicultura paulista

Postado em: 22/11/2019 ás 18:52 | Por: Julia Fagundes

O reconhecido Instituto de Pesca (IP) foi criado há 50 anos, mas sua influência para o desenvolvimento da aquicultura paulista iniciou-se em 1927, quando se promulgou a primeira lei de pesca e se criou, na Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, a Diretoria de Indústria Animal, tendo como uma de suas seções a de Caça e Pesca, com atribuições relacionadas à fiscalização e ao ensino de artes da pesca. Esse serviço, o primeiro do país, objetivava principalmente estimular o desenvolvimento da pesca em território paulista. Em 8 de abril de 1969 foi fundado oficialmente o Instituto de Pesca, hoje vinculado à Agencia Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), da Secretaria de Agricultura.

O Instituto foi o primeiro órgão de pesquisa do Brasil voltado ao estudo de ecossistemas aquáticos e à biologia de organismos marinhos e continentais e foi criado com as seguintes atribuições: Realizar pesquisas básicas e aplicadas sobre a fauna e o ambiente aquático, visando ao aumento da sua produtividade e à sua exploração racional; Orientar o povoamento e repovoamento de águas interiores do Estado com espécies indicadas; Incentivar as atividades pesqueiras, orientando-as, desenvolvendo suas técnicas e cooperando para o preparo de mão-de-obra especializada.

Entre as principais contribuições da instituição para o setor de pesca estão o Decreto de licenciamento ambiental da aquicultura no Estado de São Paulo, Programa de Monitoramento da Atividade Pesqueira Marinha e Estuarina (PMAP), Atuação no Decreto de Espécies Ameaçadas de Extinção, Identificação de espécies por técnicas moleculares, Estreitamento de relações com a iniciativa privada via Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) e o Laboratório de Piscicultura Marinha localizado em Ubatuba.

O IP também possui o primeiro laboratório do Brasil que oferece o serviço de biossegurança, evitando que novas doenças sejam introduzidas em território nacional. O local, inaugurado em 2017, tem capacidade para receber até 300 quilos de peixes e conta com 10 tanques de 500 litros de água em sistema de recirculação. Toda água utilizada passa por tratamento em filtros que utilizam luz ultravioleta e antes do descarte desse líquido é realizado um processo de desinfecção química.

Está em vigência no Instituto de Pesca da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, o Projeto Pesca 4.0, que foca na minimização de perdas e maximização de qualidade com agregação de valor econômico e ambiental de produtos oriundos da pesca extrativa. Pretende-se simular cenários através da implantação de modelos que serão testados inicialmente junto às indústrias pesqueiras e comunidades tradicionais, envolvendo também a academia, cientistas e o setor privado.

Todos os trabalhos desenvolvidos pelo IP possuem envolvimento direto de pesquisadores e pescadores tradicionais do Estado de São Paulo. São aproximadamente 60 pesquisadores envolvidos em ações e pesquisas.

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Informações:
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
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