Governo do Estado financiará até R$ 50 mil por produtor para recuperar lavoura atingida por granizo no Alto Pardo Paulista

Postado em: 22/02/2017 ás 16:26 | Por: Comunicação SAA

Produtores poderão financiar até R$50 mil para recuperar lavoura de café e olerícolas (Foto: João Luiz)As condições para aderir ao Projeto de Custeio Emergencial para a Cafeicultura e Olericultura do Alto Pardo, executado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), foram anunciadas aos agricultores pelo secretário Arnaldo Jardim, no dia 21 de fevereiro de 2017, na Câmara Municipal de Divinolândia.

Centenas de cafeicultores e olericultores da região do Alto Pardo Paulista, prejudicados com a perda total ou parcial da produção após uma chuva de granizo ocorrida em outubro de 2016, poderão contar com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, que liberará um total de R$ 3 milhões para a retomada das atividades. No total, 244 propriedades em uma área de 3.964,6 hectares foram atingidas, resultando em um prejuízo de R$ 35,99 milhões à agricultura local - sendo R$ 31,81 nas culturas permanentes e R$ 4,18 milhões nas lavouras temporárias.

“Esta linha de financiamento permitirá que os produtores atingidos pela chuva de granizo recorram aos recursos e possam recuperar a sua lavoura, gerando mais renda e desenvolvimento à região. Estamos seguindo as orientações do governador Geraldo Alckmin, que é comprometido com a agricultura paulista”, afirmou.

Por meio da Secretaria, os produtores de Caconde, Casa Branca, Divinolândia, Itobi, São José do Rio Pardo e São Sebastião da Grama poderão ter acesso a financiamentos de até R$ 50 mil para fazer a manutenção, renovação ou recuperação das culturas.

O prazo de pagamento para o financiamento da cafeicultura é de até 72 meses, incluída a carência de até 24 meses. No caso das olerícolas, o produtor poderá quitar os valores em até 48 meses, incluindo a carência de até 12 meses. Os interessados em obter o financiamento deverão fazer a solicitação até o dia 30 de junho de 2017 nas Casas da Agricultura dos municípios.

O prefeito de Divinolândia, Naief Haddad Neto, destacou a importância da atividade agrícola para o município. “Força motriz da economia, nossa agricultura é diversificada, ampliada e pujante. O agricultor precisa desse apoio da Secretaria para agregar valor aos produtos da terra”, afirmou.

“Após uma terrível seca enfrentada em 2014, uma chuva de granizo que chegou a meio metro e destruiu as plantações, principalmente em Divinolândia e São Sebastião da Grama. Foi feito um levantamento de toda a área atingida e nos empenhamos muito para obter um crédito emergencial junto ao governo, o que será de extrema importância para a região”, explicou o vice-prefeito João Batista Vivarelli, que na época do ocorrido atuava ainda como diretor técnico do Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR), ligado à Pasta Estadual, em São João da Boa Vista.

De acordo com o secretário-executivo do Feap, Fernando Aluízio Pontes Penteado, as regras do financiamento oferecido aos produtores são bastante simples. “Ele terá um prazo de até seis anos para pagar, com juros muito abaixo da inflação. É um financiamento para auxiliar os produtores a saírem deste grave desastre climático que afetou principalmente os cafezais da região. Os técnicos das Casas da Agricultura estarão à disposição para tirar dúvidas e, após a solicitação, a liberação será realizada pelo Banco do Brasil”, afirmou.

Para quem precisar de um valor maior, explicou o representante do Feap, há ainda a linha de financiamento do Café Paulista, que oferece um prazo de até sete anos para o pagamento de recursos de até R$ 200 mil.

Com um contrato firmado com a Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé) para entregar 600 sacas de café, o cafeicultor Gabriel Augusto Junqueira teve que desistir do acordo porque perdeu uma produção de cerca de 250 sacas do grão. “Agora, com o anúncio deste financiamento, a cooperativa me deu um prazo maior para pagar os insumos e recuperar a produção em 2018”, comemorou.

O produtor de café e leite Antonio Celso de Sorti, que faria a colheita de sua primeira produção cafeeira, estima que precisará de cerca de cinco anos para recuperar sua lavoura. “No dia de uma florada muito boa do café, quando já estávamos fazendo a programação da colheita, tivemos a infelicidade dessa chuva. Ficamos muito abalados e então, com outros colegas, surgiu a ideia de buscarmos a ajuda da Secretaria”, relembrou o agropecuarista de Divinolândia.

Sorti contou que apesar de a chuva ter prejudicado também o pasto, machucado os animais e danificado a produção de milho, tem sobrevivido da atividade leiteira, desde então. “Estou bastante esperançoso com este financiamento e ansioso para poder recuperar a produção de café o quanto antes”, disse.

Por: Paloma Minke

Fotos: João Luiz

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