Fórum Abisolo debate a agenda da produtividade agrícola e ressalta o papel da nutrição vegetal nesse processo

Postado em: 11/04/2019 ás 18:18 | Por: Julia Fagundes

Os desafios do agronegócio passam por investimentos em infraestrutura e na adoção da agricultura de precisão.

 

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento marcou presença no VIII Abisolo Fórum e Exposição Internacional Tecnologia & Integração, que foi promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), em Campinas, na grande São Paulo. Dirigente da Assessoria Técnica do Gabinete, José Luiz Fontes, compareceu e ressaltou a importância do evento: “A Abisolo é uma grande parceira da SAA e viemos prestigiar o trabalho da associação. Estamos com bons projetos conjuntos em andamento”.

 

Coordenado pelo jornalista Willian Waack, o debate contou com as participações de Elísio Contini, da Secretaria de Inteligência e Relações Estratégicas da Embrapa-DF; Guilherme Casarões, professor da FGV; e o cientista político Carlos Melo, professor do INSPER. Na avaliação de Casarões, que tratou do tema O Rearranjo das Relações Internacionais e os Impactos no Agro Brasileiro, Casarões enfatizou que o Brasil precisa ficar atento a inserção no comércio internacional. “Apesar do Brasil ser um player reconhecidamente competente na produção de alimentos, precisa fica atento ao aparecimento de novos integrantes desse grupo, como Angola, Moçambique, Mongólia e, sobretudo, a Rússia, que vem se movimentando para ocupar espaços no fornecimento de alimentos”, comentou.

 

Já o professor Carlos Melo chamou a atenção para o papel desempenhado pelo produtor rural nesse atual momento político. “O que se nota é que há uma grande discrepância entre a força econômica gigantesca que o agronegócio tem consolidado nas últimas décadas e sua força política perante os governos e também nas negociações parlamentares. Entendo que a bancada ruralista é grande, porém atua de forma fragmentada. Há ainda uma questão de que o setor falha na sua comunicação com a sociedade de forma geral”, observou Melo.

 

Em sua participação, o pesquisador da Embrapa-DF, Elísio Contini ponderou que o atual governo tem na agricultura uma equipe de técnicos competentes sob o comando da ministra Tereza Cristina e relembrou que o forte crescimento registrado pelo agro brasileiro nos últimos anos se deve muito ao fator inovação. “Acredito que toda evolução registrada em ganhos de produtividade de 1975 até hoje na agricultura se deve à tecnologia e menos a fatores como terra e trabalho”, ponderou o palestrante.

 

Todos enfatizaram o expressivo crescimento do agro brasileiro. Mendonça de Barros, por exemplo, recordou que, no período 2014-2018, o PIB do Brasil recuou 4,7%; os serviços tiveram queda de 3,2%; a indústria amargou declínio de 10,2%; e a construção civil desabou 26%. Nesse mesmo período, o agro cresceu 10%. “Para continuar nesse ritmo, será preciso vencer os seguintes desafios: seguir elevando a produtividade, avançar na agricultura de precisão e na conectividade do campo, desenvolver novas modalidade de crédito, ampliar o seguro rural, avançar em práticas de produção sustentável e cuidar bem do uso de recursos como a água”, concluiu o economista.

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Informações:
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