Estudo da Apta mais que dobra produção de milho safrinha no Estado de São Paulo

Postado em: 13/02/2017 ás 12:10 | Por: Comunicação SAA

Os resultados do estudo foram apresentados ao secretário Arnaldo Jardim durante 11ª edição da Coopershow, em Cândido MotaA produtividade de milho safrinha no Estado de São Paulo mais que dobrou utilizando os resultados dos estudos realizados pelo Instituto Agronômico (IAC) e pelo Instituto Biológico (IB) da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. A produtividade saltou nos últimos 25 anos de aproximadamente três toneladas por hectare para quase 7 ton/ha.

As últimas pesquisas foram realizadas entre 2015 e 2016 identificando cultivares do milho safrinha adaptáveis às adversidades do cultivo em Palmital, Cruzália, Cândido Mota, Ibirarema, Maracaí, Pedrinhas Paulista e Manduri. A avaliação foi desenvolvida na principal região produtora paulista, com cerca de 100 mil hectares.

Foram analisadas mais de 40 cultivares do milho safrinha observando-se a produtividade de grãos, o acamamento e quebramento de plantas e o comportamento frente às principais doenças da cultura: mancha de Cercospora, mancha de Phaeosphaeria ou mancha branca e queima de turcicum.

Como indicou o pesquisador do IAC Aildson Pereira Duarte, o desenvolvimento e o emprego de cultivares com resistência genética, aliado ao uso de fungicidas para o controle de doenças, podem evitar quedas da produção pela ocorrência de patógenos.

“É uma avaliação fundamental para identificar o comportamento das cultivares mais utilizadas, além de testar novas inserções de cultivares melhoradas no mercado. O desenvolvimento do estudo para que a produtividade dobrasse nos últimos 25 anos, passando de mais de 3000 kg/ha para quase 7000 kg/ha no médio Paranapanema”, explicou Duarte.

Com plantio aconselhado entre meados de fevereiro até meados de março, a safrinha já tem área de produção superior à safra de Verão no Estado de São Paulo. Foram 443 mil hectares contra 384 mil hectares de cultivo em 2015/16.

No ano passado, as cultivares transgênicas precoces que se destacaram expressivamente como resistentes à mancha branca foram: NS 92 PRO 2, LG 3055 PRO, AS 1642 PROX, 2B610 PW, ADV 9434 PRO 2, MG744 PW, RB 9006 PRO2 e 2B587, além do híbrido JM 4M50, que apresentou alta resistência entre os convencionais.

Entre as superprecoces, as mais resistentes foram: JM 2M80, JM 2M60, BM 815, 20A78 PW. Apenas 2B610 PW e JM 4M50 mostraram-se com resistência elevada também à mancha de Cercospora e à queima de turcicum entre as cultivares comuns em 2015 e 2016.

Para o secretário de Agricultura e Abastecimento paulista, Arnaldo Jardim, o trabalho realizado pelos institutos da Apta é determinante para a geração de renda dos produtores de milho. “Aproximar as inovações tecnológicas do campo para oferecer mais condições e apoio aos pequenos e médios agricultores paulistas é uma das principais determinações do governador Geraldo Alckmin para a atuação da Secretaria”, ressaltou.

Os resultados do estudo foram apresentados ao secretário Arnaldo Jardim durante 11ª edição da Coopershow, em Cândido Mota (leia mais aqui).

Por Vinicius Matheus

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