Em comemoração aos 130 anos de contribuição à pesquisa agrícola, IAC lança duas variedades de cana com alto desempenho

Postado em: 28/06/2017 ás 16:59 | Por: Comunicação SAA

Solenidade foi realizada na sede do IAC (Foto: João Luiz)O Instituto Agronômico (IAC), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, lançou duas variedades de cana-de-açúcar com perfis diferentes e alto desempenho, durante as comemorações de 130 anos do órgão, em Campinas, na tarde desta terça-feira (27).

São as cultivares IACSP01-3127 e a IACSP01-5503, que apresentam ganhos agroindustriais em torno de 15% nas condições indicadas, quando comparadas com a variedade mais cultivada no centro-sul do Brasil. Outra característica positiva de ambas é o longo período de utilização industrial.

As novas variedades atendem a duas situações distintas — que incluem ambiente rústico e manejo favorável de cultivo. Uma delas, a IACSP01-5503 é bastante rústica e muito competitiva em ambientes restritivos, caracterizados por solos de pequena capacidade de armazenamento de água e com baixa fertilidade natural. “Essa condição acontece em todas as regiões produtoras de cana, incluindo São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Paraná e Mato Grosso”, afirmou o pesquisador do IAC, Marcos Guimarães de Andrade Landell.

Já a IACSP01-3127 é uma cana que apresenta alta performance em situações de manejo avançado, que inclui, por exemplo, o uso de vinhaça e outros resíduos orgânicos. Também viabiliza longo período de utilização industrial, podendo ser colhida de maio até outubro. “A IACSP01-3127 é muito responsiva a ambientes favoráveis e em regiões onde a distribuição de chuvas é melhor. As duas variedades tiveram ganhos agroindustriais próximos de 15% quando comparadas com a variedade mais cultivada no centro-sul do Brasil, que é a RB867515”, explicou Landell. As duas variedades foram avaliadas nos Estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Tocantins.

130 anos de contribuição à pesquisa

O IAC completa 130 anos de contribuição à pesquisa paulista e brasileira. A solenidade foi realizada na sede do órgão, que é mantido pela Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), em Campinas.

Criado em 27 de junho de 1887 pelo Imperador Dom Pedro II, o IAC iniciou seus trabalhos para assistir tecnicamente o desenvolvimento da cafeicultura nacional. “Hoje 90% do café utilizado no Brasil e no mundo são ou provêm das cultivares do IAC, que se caracterizam pela elevada produção, ampla adaptação a diferentes regiões produtoras, resistência a pragas e doenças e excelente qualidade de bebida. Transferir essa tecnologia aos nossos produtores é uma das recomendações do governador Geraldo Alckmin”, ressaltou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Arnaldo Jardim.

Além do centro de café, a estrutura do Instituto conta com 13 centros de pesquisa, sendo oito em Campinas e outros cinco nos municípios de Ribeirão Preto (cana-de-açúcar), Cordeirópolis (citros), Votuporanga (seringueiras e agroambientais) e Jundiaí (frutas, engenharia e automação). “Reunimos em nossas unidades 154 pesquisadores, 350 funcionários e 500 colaboradores, bem como alunos de pós-graduação nos cursos de Agricultura Tropical e Subtropical”, completou Sérgio Augusto de Morais Carbonell, diretor do IAC.

O dirigente ressaltou que o Instituto vem, ao longo dos anos, aumentando a sua produtividade, tanto na área de produtos como no setor de serviços, por meio de laboratórios e clínicas acreditados pela ISO 17.025.

No campo da fitossanidade, o IAC participa do melhoramento de plantas buscando resistência a pragas e doenças, para aumento de produção, sustentabilidade ambiental e viabilidade econômica. O Agronômico e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) são as únicas instituições que mantêm quarentenários ativos. “A quarentena de plantas é uma questão de segurança nacional”, disse Carbonell.

Todas as questões relacionadas ao meio ambiente, à ética e à capacidade de inovação tecnológica tornaram o Instituto líder na pesquisa responsável, com competência para prever e atender demandas do agronegócio. “Será um importante dia de comemoração para toda a população do Estado de São Paulo e do Brasil”, enfatizou o diretor.

Secretário Arnaldo Jardim foi homenageado como Personalidade do Agronegócio (Foto: João Luiz)

Entrega do Prêmio IAC

O secretário Arnaldo Jardim recebeu o título de título Prêmio IAC – 2017, na categoria Personalidade do Agronegócio. A premiação integrou as comemorações de aniversário do Instituto.

“Fiquei muito feliz e honrado com essa homenagem, porque sei que isso transcende a função institucional que tenho como secretário de Agricultura”, destacou o titular da Pasta, que reforçou o compromisso de atuar em defesa da inovação, para o desenvolvimento da ciência, para o fortalecimento dos nossos institutos de pesquisa.

“Essa honrosa designação reforça minha disposição e meu orgulho em proclamar e sustentar a importância de nossos institutos como um compromisso público”, complementou Arnaldo Jardim.

A cada ano, são escolhidos um pesquisador científico e um servidor de apoio, pela contribuição à pesquisa desenvolvida no Instituto. Este ano, foram agraciados o pesquisador Mário José Pedro Júnior, que iniciou sua carreira no IAC em 1973, nas áreas de agrometeorologia, bioclimatologia e climatologia agrícola, e a servidora de apoio, Eliana Aparecida da Silva Ferreira, do Núcleo de Pessoal, do Centro de Administração do IAC.

Na categoria externa, foram homenageados como Personalidade da Extensão Sucroalcooleira, o presidente da Organização de Plantadores de Cana da Região Centro-Sul (Orplana), Eduardo Vasconcellos Romão,

A Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), por seus 50 anos, e o jornal Correio Popular, por seus 90 anos, receberam a Medalha de Honra ao Mérito “Franz Wilhelm Dafert”, que foi o primeiro diretor do Instituto Agronômico.

Novas cultivares de cana-de-açúcar desenvolvidas pelo IAC apresentam 15% de ganhos agroindustriais e foram apresentadas no evento (Foto: João Luiz)

Reciclar Verde

O IAC obteve a licença ambiental para iniciar a reciclagem dos resíduos orgânicos que eram destinados aos aterros da Prefeitura de Campinas. A informação foi divulgada durante a reunião do Agropolo Campinas – Brasil, encontro que antecedeu a solenidade de aniversário do Instituto.

O Sistema de compostagem para tornar 200 toneladas diárias de resíduos urbanos vegetais em composto orgânico, que será utilizado nas áreas verdes da cidade, iniciará no próximo mês.

O prefeito de Campinas Jonas Donizette, que é o presidente do Agropolo Campinas – Brasil, explicou que o projeto prevê a remoção de resíduos urbanos oriundos de podas e a destinação destes materiais para um espaço no Centro Experimental Central do IAC, onde será transformado em composto orgânico. “Este trabalho colaborará diretamente para a sustentabilidade ambiental do município”, disse Donizette.

O secretário Arnaldo Jardim ressaltou que a iniciativa é inovadora. “Campinas mais uma vez, está na vanguarda. Este é um exemplo para outros municípios do Brasil, em uma iniciativa que vai fazer um bem para toda a sociedade”, disse.

Por Paulo Prendes e Carla Gomes
Fotos: João Luiz

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