Arnaldo Jardim participa da comemoração do 10º aniversário do GVAGRO

Postado em: 23/11/2016 ás 10:25 | Por: Comunicação SAA

Arnaldo Jardim participa da comemoração do 10º aniversário do GVAGRO (foto: João Luiz)O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, destacou a atuação do Centro de Pesquisas do Agronegócio (GVAgro), da Escola de Economia de São Paulo (EESP), pelo fomento do agronegócio paulista e nacional, durante a cerimônia de comemoração pelo décimo aniversário do Centro, que é coordenado pelo ex-ministro da Agricultura e embaixador Especial da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para o Cooperativismo, Roberto Rodrigues. O evento foi realizado na sexta-feira, 18 de novembro, em São Paulo, e contou com a participação de ex-ministros, ex-secretários de Estado, pesquisadores e empresários ligados ao setor. 

O secretário parabenizou a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a qual a EESP está vinculada e lembrou que o agronegócio é um setor extremamente dinâmico e desenvolvido, que está ajudando o Brasil a equilibrar sua balança comercial e carreou para o País o compromisso de aumentar em 40% sua produção para alimentar o mundo. Apesar disso, prosseguiu Arnaldo Jardim, precisou vencer preconceitos que o classificavam com atrasado e inimigo do meio ambiente, criando uma verdadeira dicotomia entre o urbano e o rural.

No entanto, esse segmento se credencia entre os mais classificados para ajudar com Brasil a cumprir seus compromissos de diminuir a emissão dos gases que provam o efeito estufa e produzir energia renovável. Esse paradigma, afirmou o secretário, está de acordo com os pilares sobre os quais sua administração se sustenta. “Orientados pelo governador Geraldo Alckmin, elencamos quatro prioridades para nossa gestão, são elas: agricultura em sintonia com o meio ambiente, para isso, dedicamos especial atenção à regularização do CAR (Cadastro Ambiental Rural) e do PRA (Programa de Regularização Ambiental), o Projeto Nascentes – que conta com a participação de várias Pastas e o Lupa (Levantamento Censitário das Unidades de Produção Agropecuária), que se torna ainda mais importante nesse momento em que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) desistiu de fazer o censo agrícola, são exemplos desse compromisso”, reiterou.

Aproximar a pesquisa científica da produção é outra responsabilidade que a atual gestão assumiu, continuou o secretário, “o novo marco regulatório para a área de inovação, ciência e tecnologia permitira que os nossos institutos possam buscar parceria com a iniciativa privada, isso já vinha acontecendo, mas com a mudança na legislação, esse processo deve ser acelerado, em 2017 estamos avaliando que 25% do conhecimento gerado para o campo seja financiado pelo capital privado”, explicou o titular da Pasta.

Se por um lado a agropecuária nos surpreende por sua grandiosidade, avaliou Arnaldo Jardim, destacando o Estado de São Paulo como o maior produtor e exportador de açúcar e etanol, laranja in natura e seu suco e borracha natural do mundo, só para citar alguns, que podem gerar tecnologia para si mesmos, temos um grande contingente de pequenos produtores, que necessitam do apoio do Estado para crescer e se desenvolver. “Para ajudar a solucionar esse problema, o Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável – Microbacias II – Acesso ao Mercado foi criado e tem contribuído inclusive para reverter a situação de êxodo rural, garantindo a permanência do homem no campo”, afirmou, lembrando que 350 associações e cooperativas de produtores já foram beneficiadas pelo projeto.

O último compromisso está longe de ser o menos importante, esclareceu o secretário, referindo-se ao trabalho que vem sendo realizado para garantir a saudabilidade dos alimentos. “Pesquisas envolvendo a toxicidade e quantidade de resíduos presentes nos alimentos, armazenamento, controle biológico e o desenvolvimento de cultivares mais resistentes têm ocupado mentes e corações dos nossos cientistas e, posteriormente são levadas a campo pelos assistentes técnicos da Pasta. Fechando o ciclo, temos a defesa agropecuária que fiscaliza a aplicação correta dos defensivos e orienta no transporte de produtos de origem vegetal e animal”, concluiu Arnaldo Jardim, fazendo questão de destacar a parceria com a FGV que, juntamente com outras instituições de pesquisa ajudam a transformar São Paulo em um celeiro de conhecimento para o Brasil e para o mundo.

O ex-ministro de Agricultura, Alysson Paolinelli, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho), corroborou as palavras de Arnaldo Jardim sobre a visão distorcida que se tinha do setor. Lembrou que, em menos de meio século, o Brasil passou da posição de importador de produtos essenciais para o status de grande produtor mundial de alimentos, fibras e energia limpa. “Nosso desafio agora é: como mexer nos biomas sem que eles se transformem em áreas degradadas”, afirmou, ressaltando que o sistema de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta pode começar a responder à questão.

Como o gigante chegou lá

O GVAgro foi criado com o objetivo de buscar a excelência no entendimento das principais questões ligadas ao agronegócio brasileiro, produzindo conhecimento relevante à sociedade e apoio às ações dos agentes públicos, privados e do terceiro setor. A atuação é baseada nos princípios que norteiam a FGV desde sua criação, de contribuir para o desenvolvimento do Brasil com excelência e inovação, afirmou Yoshiaki Nakano, diretor da EESP, responsável pela presença do professor Roberto Rodrigues como coordenador do Centro.

O ex-ministro Roberto Rodrigues explicou que o GVAgro responde à demanda do setor produtivo oferecendo cursos de educação continuada voltados à qualificação dos recursos humanos do agronegócio brasileiro. Atualmente, o GV Agro desenvolve dois cursos: o Mestrado Profissional em Agronegócio (MPAgro), realizado em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e a Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz", Universidade de São Paulo Esalq/USP). O MPAgro é um curso stricto sensu, com autorização da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), já formou 74 mestres nestes 10 anos de atuação e tem uma lista de 27 candidatos para a turma de 2017. Já o MBA em Gestão Estratégica do Agronegócio é lato sensu e tem como ponto forte a capacidade de oferecer ao aluno, ferramentas modernas de planejamento, organização, direção e avaliação. Desde a sua criação, foram formados 967 alunos, distribuídos em 63 turmas.

Entre os projetos desenvolvidos pelo Centro, Roberto Rodrigues destacou o estudo de viabilidade econômica para a produção de biocombustíveis que já foi realizado em mais de 15 países da América Latina e África e a parceria com a Aliança pelo Clima e Uso da Terra (CLUA – do inglês: Climate and Land Use Alliance), que deu origem ao Observatório do Clima, criado em 2010, que já publicou 11 estudos sobre o tema e acompanha a implementação do Pano de Agricultura de Baixo Carbono (ABC).

Além de, a equipe do GVAgro é composta por: Cecília Fagan Costa, gerente; Raquel Magossi Rodrigues, assessora; e Michele de Moraes Joaquim, secretária. Na área de Pesquisa, os professores: Ângelo Costa Gurgel, Felippe Serigati e Roberto Perosa Junior. Antônio Carlos Aidar e Luiz Antônio Pinazza, respondem pelas Comunicações. Os Cursos são dirigidos: Eula Ester, Fabio Matuoka Mizumoto e Felippe Serigati. Cecília Fagan Costa cuida do departamento de Projetos.

Por: Nara Guimarães
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