{"id":8879,"date":"2025-08-11T11:41:11","date_gmt":"2025-08-11T14:41:11","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/iea\/?p=8879"},"modified":"2025-08-11T11:44:22","modified_gmt":"2025-08-11T14:44:22","slug":"balanca-comercial-dos-agronegocios-paulista-e-brasileiro-primeiro-semestre-de-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/iea\/balanca-comercial-dos-agronegocios-paulista-e-brasileiro-primeiro-semestre-de-2025\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7a Comercial dos Agroneg\u00f3cios Paulista e Brasileiro, Primeiro Semestre de 2025"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong>1 &#8211; BALAN\u00c7A COMERCIAL DO ESTADO DE S\u00c3O PAULO<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No acumulado de janeiro a junho de 2025 (primeiro semestre), as exporta\u00e7\u00f5es do estado de S\u00e3o Paulo<sup>1<\/sup>&nbsp;somaram US$32,99 bilh\u00f5es (19,9% do total nacional), enquanto as importa\u00e7\u00f5es<sup>2<\/sup>&nbsp;totalizaram US$42,36 bilh\u00f5es (31,2% do total nacional), registrando d\u00e9ficit comercial de US$9,37 bilh\u00f5es (Figura 1). Em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2024, houve queda nas exporta\u00e7\u00f5es (-3,0%) e aumento nas importa\u00e7\u00f5es (+17,2%); essa conjun\u00e7\u00e3o de desempenhos resultou no acr\u00e9scimo do d\u00e9ficit (+342%) no saldo da balan\u00e7a comercial paulista.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/iea.agricultura.sp.gov.br\/out\/AIA\/AIA-23-2025F1.JPG\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>1.1 \u2013 An\u00e1lise Setorial do Agroneg\u00f3cio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na an\u00e1lise setorial do agroneg\u00f3cio<sup>3<\/sup>, no acumulado do primeiro semestre de 2025 na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo do ano anterior, o setor paulista apresentou redu\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es (-9,8%), alcan\u00e7ando US$13,36 bilh\u00f5es, e aumento nas importa\u00e7\u00f5es (+4,7%), totalizando US$2,91 bilh\u00f5es; com esses resultados, o saldo da balan\u00e7a comercial obteve um super\u00e1vit de US$10,45 bilh\u00f5es, representando 16,3% do total do saldo cambial do agroneg\u00f3cio brasileiro, mas 13,1% inferior em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro semestre de&nbsp; 2024&nbsp;(Figura 1).<\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio paulista no total do estado nos seis primeiros meses de 2025 ficou em 40,5%, enquanto a participa\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es setoriais foi de 6,9% (Figura 1). Em rela\u00e7\u00e3o a janeiro a junho de 2024, as participa\u00e7\u00f5es recuaram 3,0 pontos percentuais nas exporta\u00e7\u00f5es e 0,8 p.p. nas importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 que se destacar que as exporta\u00e7\u00f5es paulistas nos demais setores da economia &#8211; exclusive o agroneg\u00f3cio &#8211; somaram US$19,63 bilh\u00f5es, e as importa\u00e7\u00f5es, US$39,45 bilh\u00f5es, gerando um d\u00e9ficit externo desse agregado de US$19,82 bilh\u00f5es no primeiro semestre de 2025. Dessa forma, conclui-se que o d\u00e9ficit do com\u00e9rcio exterior paulista s\u00f3 n\u00e3o foi maior devido ao desempenho do agroneg\u00f3cio estadual, cujo saldo se manteve positivo (US$10,45 bilh\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1.2 &#8211; Exporta\u00e7\u00f5es do Agroneg\u00f3cio Paulista por Grupos de Produtos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os cinco principais grupos nas exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio paulista no primeiro semestre de 2025 foram: complexo sucroalcooleiro (US$3,47 bilh\u00f5es, sendo que desse total o a\u00e7\u00facar representou 91,4% e o \u00e1lcool et\u00edlico \u2013 etanol, 8,6%), setor de carnes (US$1,90 bilh\u00e3o, em que a carne bovina respondeu por 83,9%), o grupo complexo soja com vendas de US$1,52 bilh\u00e3o (83,5% referentes a soja em gr\u00e3o e 11,7% de farelo de soja), produtos florestais (US$1,50 bilh\u00e3o, com participa\u00e7\u00f5es de 54,1% de celulose e 36,5% de papel) e o grupo de sucos (US$1,44 bilh\u00e3o, dos quais 97,7% referentes a suco de laranja). Esses cinco agregados representaram 73,6% das vendas externas setoriais paulistas&nbsp;(Tabela 1). Destaque para o grupo de caf\u00e9 (tradicional nas exporta\u00e7\u00f5es paulistas), encontra-se na sexta posi\u00e7\u00e3o com vendas de US$971,15 milh\u00f5es (74,7% referentes ao caf\u00e9 verde e 21,1% de caf\u00e9 sol\u00favel).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a tabela 1, no primeiro semestre de 2025 na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo de 2024, houve importantes varia\u00e7\u00f5es nos valores exportados dos principais grupos de produtos da pauta paulista, com aumentos para os grupos de caf\u00e9 (+52,9%), setor de carnes (+25,9%) e sucos (+19,3%), e quedas nos grupos de complexo sucroalcooleiro (-41,2%), dos produtos florestais (-3,0%) e complexo soja (-2,9%). Essas varia\u00e7\u00f5es nas receitas do com\u00e9rcio exterior s\u00e3o derivadas da composi\u00e7\u00e3o das oscila\u00e7\u00f5es tanto de pre\u00e7os como de volumes exportados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/iea.agricultura.sp.gov.br\/out\/AIA\/AIA-23-2025F2.JPG\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>1.3 &#8211; Exporta\u00e7\u00f5es dos Principais Produtos do Agroneg\u00f3cio Paulista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os dados de valor e volume exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agroneg\u00f3cio paulista no acumulado do primeiro semestre de 2025 frente ao mesmo per\u00edodo do ano anterior s\u00e3o apresentados na tabela 2.<\/p>\n\n\n\n<p>Desses grupos relevantes, o sucroalcooleiro \u00e9 o que apresenta a maior participa\u00e7\u00e3o (26,0%) nas exporta\u00e7\u00f5es paulistas. No total, o grupo apresentou quedas de 41,2% em valores e 35,3% em volumes exportados, acompanhando as menores vendas externas do a\u00e7\u00facar (-41,5% em valores e -35,1% em volume),&nbsp;principal produto do grupo, com desvaloriza\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os m\u00e9dios dessas&nbsp;<em>commodities&nbsp;<\/em>de 8,9% para a\u00e7\u00facar em bruto e 15,9% para o refinado, quando comparados ao primeiro semestre de 2024.&nbsp;Para o \u00e1lcool, os embarques apresentaram varia\u00e7\u00f5es negativas de 39,2% em volume e de 36,7% em valores.&nbsp;Os destinos das exporta\u00e7\u00f5es desse grupo s\u00e3o bem diversificados em termos de participa\u00e7\u00e3o em valores dos pa\u00edses, e os resultados apresentam como principais compradores: China (12,1%), \u00cdndia (7,0%), Bangladesh (6,6%), Ar\u00e1bia Saudita (6,3%), Nig\u00e9ria (5,9%), Indon\u00e9sia (5,7%), Emirados \u00c1rabes Unidos (5,3%), Egito (4,7%), Arg\u00e9lia (3,9%), Estados Unidos (3,8%), e Coreia do Sul (3,7%), e os demais pa\u00edses (35,0%).<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo de carnes&nbsp;ocupa a segunda posi\u00e7\u00e3o&nbsp;na pauta paulista com 14,2% de representatividade e apresentou altas em valores (+25,9%) e em volumes embarcados (+13,0%), em rela\u00e7\u00e3o aos seis primeiros meses de 2024. A carne bovina, principal produto com 83,9% de contribui\u00e7\u00e3o no grupo, registrou aumentos de 26,9% em valores e de 13,1% no volume exportado. Para a carne de frango, segundo produto com 12,9% de participa\u00e7\u00e3o no grupo, o desempenho obtido foi positivo nas vendas em valores (+12,0%) e em volumes (+9,8%). A carne su\u00edna (1,4% de participa\u00e7\u00e3o) apresentou resultados de recupera\u00e7\u00e3o em valores (+946,1%) e na quantidade embarcada (+618,9%).&nbsp;Os principais destinos em participa\u00e7\u00e3o foram China (41,0%), Estados Unidos (15,9%), Uni\u00e3o Europeia (7,2%), Filipinas (3,8%), Hong Kong (3,5%), M\u00e9xico e Ar\u00e1bia Saudita (3,2% cada um) e Chile (1,9%); enquanto os demais pa\u00edses compradores somam 20,3% de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o grupo composto pelo complexo soja (3\u00aa posi\u00e7\u00e3o e 11,4% de participa\u00e7\u00e3o), os dados no acumulado do primeiro semestre de 2025 apontam aumentos nos embarques (+7,2%) e quedas em valores (-2,9%), por conta dos resultados da soja em gr\u00e3o, principal produto do grupo, que apresenta expans\u00e3o nos volumes (+8,6%) e queda nos valores<br>(-1,2%), e do farelo de soja, com redu\u00e7\u00e3o em valor (-19,2%) e menor quantidade exportada (-1,0%), quando comparados ao mesmo per\u00edodo de 2024.&nbsp;A China aparece como principal destino em termos de participa\u00e7\u00e3o de valores (71,9%), seguida de Uni\u00e3o Europeia (4,6%), Ir\u00e3 (3,9%), Indon\u00e9sia (3,8%), \u00cdndia (3,5%), Tail\u00e2ndia (3,2%) e Bangladesh (1,6%); os demais importadores somam 7,5%.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/iea.agricultura.sp.gov.br\/out\/AIA\/AIA-23-2025F3.JPG\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Na quarta posi\u00e7\u00e3o nos seis primeiros meses de 2025, aparece o grupo produtos florestais com 11,2% de participa\u00e7\u00e3o, e seu desempenho foi de queda em valores (-3,0%) e na quantidade embarcada (-5,5%) em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo do ano anterior. As exporta\u00e7\u00f5es dos produtos de celulose, principal item do grupo, apresentou perdas em valores (-1,1%) e menores embarques (-7,6%). J\u00e1 o subsetor de papel mostrou varia\u00e7\u00f5es negativas para os valores<br>(-10,8%) e volume (-3,4%).&nbsp;O principal destino em participa\u00e7\u00e3o de valores exportados \u00e9 a China (37,0%), seguida de Uni\u00e3o Europeia (13,5%), Estados Unidos (11,8%), Argentina (4,8%), Peru (4,5%) e Reino Unido (3,6%), Col\u00f4mbia (3,5%) e Chile (3,1%). Outros pa\u00edses somam 18,2% de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo de sucos se apresenta na quinta posi\u00e7\u00e3o com 10,8% de representatividade na pauta paulista, e o&nbsp;suco de laranja (FCOJ concentrado e congelado) registrou aumento de 5,9% no valor e redu\u00e7\u00e3o de 45,8% no volume exportado. Para o suco NFC (n\u00e3o congelado, valor brix &lt;=20), as vendas externas ganharam em valores (+23,8%) e queda em volumes<br>(-20,0%). J\u00e1 os outros sucos de laranja n\u00e3o fermentados obtiveram alta em valores de 26,0% e redu\u00e7\u00e3o de 5,7% em volumes. A varia\u00e7\u00e3o total das exporta\u00e7\u00f5es do grupo de sucos foi positiva em valores (+19,3%),&nbsp;puxados pela valoriza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os m\u00e9dios dos sucos no per\u00edodo analisado (FCOJ 95,4%, NFC 54,8% e outros sucos de laranja n\u00e3o fermentados 33,5%),&nbsp;uma vez que houve diminui\u00e7\u00e3o nos volumes embarcados do grupo (-21,1%).&nbsp;Os maiores compradores desse grupo s\u00e3o: Uni\u00e3o Europeia (45,8%), Estados Unidos (44,4%), China (3,5%), Jap\u00e3o (3,3%); os demais compradores t\u00eam 3,0% de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o grupo do caf\u00e9, 7,3% de participa\u00e7\u00e3o na pauta paulista, os resultados apontaram crescimentos de 52,9% nos valores e queda de 13,3% no volume das exporta\u00e7\u00f5es paulistas. O principal produto deste grupo \u00e9 o caf\u00e9 verde, que registrou aumentos nas vendas externas de 54,0% em valores e redu\u00e7\u00e3o de 14,8% em quantidades exportadas pelo estado, e&nbsp;a alta de 80,8% no pre\u00e7o m\u00e9dio internacional justifica o desempenho positivo.&nbsp;J\u00e1 o caf\u00e9 sol\u00favel obteve incremento de 44,4% em valores e redu\u00e7\u00e3o de 7,2% em volume comercializado. Esse incremento \u00e9 resultado da majora\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 torrado e mo\u00eddo que tem promovido uma migra\u00e7\u00e3o para o sol\u00favel.&nbsp;A Uni\u00e3o Europeia \u00e9 o principal destino e suas compras representam 41,6% do valor exportado. Na sequ\u00eancia aparecem Estados Unidos (18,5%), Jap\u00e3o (6,1%), Canad\u00e1 (4,5%) e Argentina (4,4%); os demais pa\u00edses participam com 24,9%.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1.4 &#8211;<\/strong>&nbsp;<strong>Destinos das Exporta\u00e7\u00f5es do Agroneg\u00f3cio Paulista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos destinos das exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio paulista no primeiro semestre de 2025, a China se apresenta como o principal destino das exporta\u00e7\u00f5es do estado de S\u00e3o Paulo com US$3,18 bilh\u00e3o, detendo 23,8% de participa\u00e7\u00e3o no total do agro&nbsp;paulista e&nbsp;registrando varia\u00e7\u00e3o positiva de 6,1% em rela\u00e7\u00e3o ao valor do primeiro semestre de 2024.&nbsp;Na segunda posi\u00e7\u00e3o aparece a Uni\u00e3o Europeia (US$1,99 bilh\u00e3o, 14,9% de participa\u00e7\u00e3o e varia\u00e7\u00e3o positiva de 11,8% no per\u00edodo analisado), seguida pelos Estados Unidos (US$1,91 bilh\u00e3o, participa\u00e7\u00e3o de 14,3% e varia\u00e7\u00e3o positiva 27,3%).&nbsp;Na sequ\u00eancia, completando os dez principais destinos em termos de participa\u00e7\u00e3o, aparecem \u00cdndia (2,6%), Ar\u00e1bia Saudita (2,3%), Bangladesh (2,2%), Indon\u00e9sia (2,1%), Argentina e Emirados \u00c1rabes Unidos (1,7% cada um) e Nig\u00e9ria (1,6%). A tabela 3 apresenta os 20 principais destinos das exporta\u00e7\u00f5es paulistas no primeiro semestre de 2025, que somados representam 80,1% do total, e as respectivas pautas (em %) por grupos de produtos.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/iea.agricultura.sp.gov.br\/out\/AIA\/AIA-23-2025F4.JPG\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Ainda de acordo com a tabela 3, observa-se uma diferencia\u00e7\u00e3o na composi\u00e7\u00e3o das pautas dos principais parceiros comerciais do agroneg\u00f3cio paulista. A China importou principalmente produtos dos grupos complexo soja (34,4%), carnes (24,4%), produtos florestais (17,4%) e sucroalcooleiro (13,2%), enquanto na Uni\u00e3o Europeia, entre os principais produtos da pauta de importa\u00e7\u00f5es paulista, predominam os produtos do grupo de sucos (33,2%, basicamente suco de laranja) e destaques para caf\u00e9 (20,4%) e produtos florestais (10,2%). J\u00e1 os Estados Unidos t\u00eam uma pauta mais diversificada, composta principalmente pelos sucos (33,4%), grupo das carnes (15,8%), produtos florestais (9,3%), caf\u00e9 (9,4%), sucroalcooleiro (6,8%) e os demais grupos (25,3%). Na sequ\u00eancia, entre os 10 principais importadores (com exce\u00e7\u00e3o da Argentina), esses pa\u00edses t\u00eam elevada concentra\u00e7\u00e3o de suas importa\u00e7\u00f5es no complexo sucroalcooleiro, todos os 6 pa\u00edses acima de 70,0% de representatividade.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>1.5 &#8211; Importa\u00e7\u00f5es do Agroneg\u00f3cio Paulista<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os principais produtos da pauta de importa\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio paulista no acumulado do primeiro semestre de 2025 foram: salm\u00f5es (US$226,78 milh\u00f5es), papel (US$215,72 milh\u00f5es), trigo (US$174,62 milh\u00f5es, sendo importadas 735,1 mil toneladas, aumento de 22,2% em rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2024) e leite em p\u00f3 (US$114,23 milh\u00f5es). Das mercadorias da pauta do estado de S\u00e3o Paulo, destaca-se a borracha natural, que continua apresentando aumentos nas quantidades importadas (+77%) no per\u00edodo analisado, o que pode configurar abastecimento de estoques pelas ind\u00fastrias. A figura 2 apresenta os dez principais itens que representam 45,1% (US$1,31 bilh\u00e3o) do total importado (US$2,91 bilh\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/iea.agricultura.sp.gov.br\/out\/AIA\/AIA-23-2025F5.JPG\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2 &#8211; BALAN\u00c7A COMERCIAL DO BRASIL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A balan\u00e7a comercial brasileira registrou super\u00e1vit de US$30,09 bilh\u00f5es no acumulado do primeiro semestre de 2025, com exporta\u00e7\u00f5es de US$165,87 bilh\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es de US$135,78 bilh\u00f5es.&nbsp;Esse resultado apresenta queda de&nbsp;27,6% no super\u00e1vit em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2024, quando alcan\u00e7ou US$41,56 bilh\u00f5es (Figura 3).<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/iea.agricultura.sp.gov.br\/out\/AIA\/AIA-23-2025F6.JPG\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2.1 &#8211; An\u00e1lise Setorial do Agroneg\u00f3cio<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Na an\u00e1lise setorial, as exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio brasileiro no acumulado do primeiro semestre de 2025 (Figura 3) ca\u00edram 0,2% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior, alcan\u00e7ando o valor de US$82,03 bilh\u00f5es (49,5% do total nacional). As importa\u00e7\u00f5es subiram 6,1% no per\u00edodo, registrando US$10,09 bilh\u00f5es (7,4% do total nacional).<\/p>\n\n\n\n<p>O saldo da balan\u00e7a comercial dos agroneg\u00f3cios registrou super\u00e1vit de US$71,94 bilh\u00f5es de janeiro a junho de 2025, sendo 1,1% menor na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2024 (Figura 3).<\/p>\n\n\n\n<p>Portanto, o com\u00e9rcio exterior brasileiro s\u00f3 n\u00e3o foi deficit\u00e1rio devido ao desempenho do agroneg\u00f3cio, uma vez que os demais setores da economia, com exporta\u00e7\u00f5es de US$83,84 bilh\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es de US$125,69 bilh\u00f5es, produziram um d\u00e9ficit de US$41,85 bilh\u00f5es nos seis primeiros meses de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.2 &#8211; Exporta\u00e7\u00f5es do Agroneg\u00f3cio Brasileiro por Grupos de Produtos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os cinco principais grupos nas exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio brasileiro no primeiro semestre de 2025 foram: complexo soja (US$30,29 bilh\u00f5es, tendo a soja em gr\u00e3o 83,9% de participa\u00e7\u00e3o e 13,3% do farelo de soja), carnes (US$13,97 bilh\u00f5es, com as carnes bovina, de frango e su\u00edna representando desse total, respectivamente, 51,6%, 34,1% e 12,2%), produtos florestais (US$8,66 bilh\u00f5es, com participa\u00e7\u00f5es de 62,0% de celulose e 24,0% de madeira), grupo de caf\u00e9 com vendas de US$7,82 bilh\u00f5es (91,9% referentes ao caf\u00e9 verde e 7,2% de caf\u00e9 sol\u00favel), grupo sucroalcooleiro (US$6,34 bilh\u00f5es, sendo que desse total o a\u00e7\u00facar representou 93,1% e o \u00e1lcool et\u00edlico \u2013 etanol, 6,8%). Esses cinco grupos agregados representaram 81,7% das vendas externas setoriais brasileiras (Tabela 4). Na s\u00e9tima posi\u00e7\u00e3o aparece o grupo de cereais, farinhas e prepara\u00e7\u00f5es (US$2,34 bilh\u00f5es, dos quais o milho em gr\u00e3o representou 62,0% do grupo).<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda conforme a tabela 4, na compara\u00e7\u00e3o com primeiro semestre de 2024, houve importantes varia\u00e7\u00f5es nos valores exportados dos principais grupos de produtos do agroneg\u00f3cio brasileiro, com destaque positivo para os grupos caf\u00e9 (+47,3%), carnes (+18,4%) e florestais (+4,1%), enquanto os grupos de complexo sucroalcooleiro (-30,5%), cereais, farinhas e prepara\u00e7\u00f5es (-21,3%), complexo soja (-9,6%) e do grupo de fibras e produtos t\u00eaxteis (-6,3%), apresentaram redu\u00e7\u00f5es. Essas varia\u00e7\u00f5es nas receitas do com\u00e9rcio exterior s\u00e3o derivadas da composi\u00e7\u00e3o das oscila\u00e7\u00f5es tanto de pre\u00e7os como de volumes exportados.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/iea.agricultura.sp.gov.br\/out\/AIA\/AIA-23-2025F7.JPG\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2.3 &#8211; Exporta\u00e7\u00f5es dos Principais Produtos do Agroneg\u00f3cio Brasileiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A tabela 5 apresenta os dados de valor e volume exportados dos principais produtos dos grupos mais relevantes do agroneg\u00f3cio brasileiro e suas respectivas varia\u00e7\u00f5es no primeiro semestre de 2025, em compara\u00e7\u00e3o com o per\u00edodo em 2024.<strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Desses grupos relevantes, aparece na primeira posi\u00e7\u00e3o na pauta brasileira o grupo&nbsp;complexo soja (36,9% de participa\u00e7\u00e3o) nas exporta\u00e7\u00f5es brasileiras. No per\u00edodo em an\u00e1lise, as vendas externas recuaram 9,6% em valores e avan\u00e7aram 1,4% em volumes exportados. A soja em gr\u00e3o apresentou perdas de 8,9% nos valores e aumentos de 1,2% nas quantidades exportadas. Para o \u00f3leo de soja, os embarques registraram ganhos em receitas de 36,6% e de 25,9% em volumes,&nbsp;enquanto o farelo de soja teve varia\u00e7\u00e3o negativa de 19,2% em valores e positivas de 1,1% em volume.&nbsp;A China representa 62,8% das compras em valores desse grupo, seguida por Uni\u00e3o Europeia (12,0%), Tail\u00e2ndia (3,7%), Indon\u00e9sia (2,6%), Turquia (2,1%), \u00cdndia, Ir\u00e3 e Vietn\u00e3 (1,9%, cada um); os demais pa\u00edses importadores somam 11,1%.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo de carnes, na segunda posi\u00e7\u00e3o (17,0% de participa\u00e7\u00e3o), apresentou ganhos de 18,4% em valores e 5,8% em volume em rela\u00e7\u00e3o aos seis primeiros meses de 2024.&nbsp;A carne bovina teve aumentos em valores (+26,8%) e no volume exportado (+12,8%). Para a carne de frango, foram registradas altas em valores (+4,5%) e queda nos embarques<br>(-0,1%), e para carne su\u00edna, crescimentos em valores (+32,8%) e na quantidade (+18,7%). Neste grupo, a China se destacou como principal destino, com 28,4% das compras de carnes; na sequ\u00eancia aparecem Estados Unidos (7,6%), Uni\u00e3o Europeia (5,4%), Ar\u00e1bia Saudita (4,6%), Filipinas e Jap\u00e3o (4,3%, cada um), M\u00e9xico, e Emirados \u00c1rabes Unidos (4,1%, cada um); os demais pa\u00edses somam 37,2% de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Na terceira posi\u00e7\u00e3o aparece o grupo produtos florestais&nbsp;(10,6% de participa\u00e7\u00e3o), que no primeiro semestre de 2025 registrou aumentos para valores (+4,1%) e no volume exportado (+7,9%). As varia\u00e7\u00f5es de valores e volume foram de, respectivamente, +8,5% e +14,1% para a celulose (principal item do grupo), de -0,9% e -4,6% para a madeira, e de -5,0% e +0,5% para o papel.&nbsp;Os principais pa\u00edses importadores deste grupo s\u00e3o China (30,1%), Estados Unidos (20,4%), Uni\u00e3o Europeia (19,2%), Argentina (2,8%), M\u00e9xico (2,6%), Turquia (1,8%), Reino Unido e Coreia do Sul (1,6% cada um); os demais pa\u00edses participam com 19,9%.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo do caf\u00e9 na quarta posi\u00e7\u00e3o (9,5% de participa\u00e7\u00e3o) apresentou aumento em valores (+47,3%) e queda nas quantidades&nbsp;(-16,8%), puxado pelo caf\u00e9 verde, principal produto do grupo, com varia\u00e7\u00f5es positivas de 47,4% em valores, e recuo de -17,5% em quantidades exportadas pelo pa\u00eds. Quanto \u00e0s participa\u00e7\u00f5es dos pa\u00edses destinos das exporta\u00e7\u00f5es em valores, a Uni\u00e3o Europeia representa 43,7% desse grupo, seguida por Estados Unidos com 16,6%, Jap\u00e3o (6,4%), Turquia (3,8%), R\u00fassia (3,4%), Cor\u00e9ia do Sul (2,8%), China (2,5%) e Canad\u00e1 (2,1%); os demais pa\u00edses somam 18,8% de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/iea.agricultura.sp.gov.br\/out\/AIA\/AIA-23-2025F8.JPG\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Na quinta posi\u00e7\u00e3o e com 7,7% de participa\u00e7\u00e3o, aparece o grupo sucroalcooleiro, que no primeiro semestre de 2025 registrou quedas de 30,5% em valores e 23,2% em volumes exportados, devido \u00e0s menores exporta\u00e7\u00f5es do a\u00e7\u00facar (-31,1% em valores e de -23,1% em volume). Para o \u00e1lcool, os embarques teve redu\u00e7\u00f5es de valores (-22,8%) e em volumes (-25,7%), quando comparados com o mesmo per\u00edodo do ano anterior.&nbsp;Assim como no estado de S\u00e3o Paulo, os destinos das exporta\u00e7\u00f5es desse grupo s\u00e3o bem diversificados em termos de participa\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses. Os resultados apontam a sequ\u00eancia composta por China (11,7%), Arg\u00e9lia (6,6%), Bangladesh e \u00cdndia (6,4% cada um), Indon\u00e9sia (5,7%), Nig\u00e9ria (5,5%), Emirados \u00c1rabes Unidos (4,8%), Ar\u00e1bia Saudita (4,2%) e Mal\u00e1sia e Estados Unidos (4,0%, cada um), enquanto os demais pa\u00edses importadores somam 40,7% de participa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>O grupo&nbsp;de cereais, farinhas e prepara\u00e7\u00f5es obteve resultados negativos em valores (-21,3%) e em quantidades embarcadas (-23,0%). O milho em gr\u00e3o, principal item do grupo com 62,0% de representatividade, registrou quedas em volume (-22,3%) e em valores<br>(-21,6%). Os principais destinos s\u00e3o Ir\u00e3 (23,2%), Vietn\u00e3 (13,1%), Egito (12,8%), Ar\u00e1bia Saudita (4,9%), Turquia (3,6%) e Arg\u00e9lia (3,2%), restando 39,2% de participa\u00e7\u00e3o para os demais pa\u00edses.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2.4-&nbsp;<\/strong><strong>Destinos das Exporta\u00e7\u00f5es do Agroneg\u00f3cio Brasileiro&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro semestre de 2025, a China foi o principal destino das exporta\u00e7\u00f5es do Brasil (US$27,73 bilh\u00f5es, 33,8% de participa\u00e7\u00e3o e varia\u00e7\u00e3o negativa de 2,4% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior), seguida da Uni\u00e3o Europeia (US$12,03 bilh\u00f5es, 14,7% de participa\u00e7\u00e3o no primeiro semestre de 2025 e varia\u00e7\u00e3o positiva de 8,7%) e dos Estados Unidos (US$6,63 bilh\u00f5es, participa\u00e7\u00e3o de 8,1% e varia\u00e7\u00e3o positiva de 20,3%). A tabela 6 apresenta os 20 principais destinos das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras no primeiro semestre de 2025, que somados representam 83,5% do total, e as respectivas pautas (em %) por grupos de produtos. A China importou principalmente produtos do complexo soja (68,7%), carnes (14,3%) e produtos florestais (9,4%), enquanto na Uni\u00e3o Europeia, entre os principais produtos da pauta de importa\u00e7\u00f5es, predominam os produtos do complexo soja (30,2%), caf\u00e9 (28,4%), produtos florestais (13,9%), e com destaque para grupo de sucos (6,6%, principalmente laranja) inserido nos demais grupos (19,7%). J\u00e1 os Estados Unidos apresentam em sua pauta principalmente os grupos produtos florestais (26,6%), caf\u00e9 (19,5%), carnes (16,0%) e os demais grupos (33,7 %, tendo o grupo de sucos com 11,2%).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/iea.agricultura.sp.gov.br\/out\/AIA\/AIA-23-2025F9.JPG\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>2.5 &#8211; Importa\u00e7\u00f5es do Agroneg\u00f3cio Brasileiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os principais produtos da pauta de importa\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio brasileiro no acumulado de primeiro semestre de 2025 foram: trigo (US$844,68 milh\u00f5es, contabilizando 3,58 milh\u00f5es de toneladas, 6,3% superior ao volume importado em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2024), papel (US$499,41 milh\u00f5es) e salm\u00f5es (US$451,34 milh\u00f5es). Na sequ\u00eancia aparecem o cacau inteiro ou partido (US$421,79 milh\u00f5es) apresentando alta de 86,3% no volume, sendo importados 42,2 mil toneladas justificado pelo aumento da demanda e baixa disponibilidade da mercadoria interna. O estado de S\u00e3o Paulo tem investido na pesquisa e assist\u00eancia t\u00e9cnica de novas tecnologias em sistemas de produ\u00e7\u00e3o para estimular produtores no estado. A figura 4 apresenta os dez principais produtos que representam 40,7% (US$4,11 bilh\u00f5es) do total importado (US$10,09 bilh\u00f5es).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/iea.agricultura.sp.gov.br\/out\/AIA\/AIA-23-2025F10.JPG\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>3 &#8211; PARTICIPA\u00c7\u00c3O DO ESTADO DE S\u00c3O PAULO NO BRASIL<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A participa\u00e7\u00e3o paulista no total da balan\u00e7a comercial brasileira (todos os setores da economia) no primeiro semestre de 2025 registrou queda de 0,5 p.p. nas exporta\u00e7\u00f5es, enquanto as importa\u00e7\u00f5es aumentaram em 2,4 p.p., apontando valores de 19,9% nas exporta\u00e7\u00f5es e de 31,2% de representatividade para as importa\u00e7\u00f5es (Figura 5).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/iea.agricultura.sp.gov.br\/out\/AIA\/AIA-23-2025F11.JPG\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Para o agroneg\u00f3cio, as exporta\u00e7\u00f5es setoriais de S\u00e3o Paulo nos seis primeiros meses de 2025 representaram 16,3% em rela\u00e7\u00e3o ao agroneg\u00f3cio brasileiro, 1,7 p.p. menor ante a igual per\u00edodo do ano anterior, enquanto as importa\u00e7\u00f5es ca\u00edram 0,4 p.p., passando de 29,2% para 28,8% (Figura 5).<\/p>\n\n\n\n<p>A tabela 7 apresenta a participa\u00e7\u00e3o dos grupos do agroneg\u00f3cio paulista no agroneg\u00f3cio nacional no primeiro semestre de 2025, destacando-se nos seguintes grupos de produtos, cuja participa\u00e7\u00e3o em valores ultrapassa 50% do total nacional: sucos (86,0%), produtos aliment\u00edcios diversos (68,4%), demais produtos de origem vegetal (63,4%), plantas vivas e produtos de floricultura (59,8%) e complexo sucroalcooleiro (54,8%).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/iea.agricultura.sp.gov.br\/out\/AIA\/AIA-23-2025F12.JPG\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos principais estados exportadores em valores, S\u00e3o Paulo ocupa a segunda posi\u00e7\u00e3o com 16,3% de participa\u00e7\u00e3o, atr\u00e1s do Mato Grosso (17,6%). Em terceiro lugar est\u00e1 Minas Gerais (12,0%), seguido por Paran\u00e1 (10,2%), Rio Grande do Sul (7,7%) e Goi\u00e1s (7,0%) (Figura 6). Esses seis estados somados representam 71% das exporta\u00e7\u00f5es totais do agro brasileiro do primeiro semestre de2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Notam-se movimenta\u00e7\u00f5es nos valores das participa\u00e7\u00f5es dos estados em rela\u00e7\u00e3o aos seis primeiros meses de 2025: o estado de S\u00e3o Paulo cedeu a primeira posi\u00e7\u00e3o para o estado de Mato Grosso, que concentra 93% das suas exporta\u00e7\u00f5es em tr\u00eas principais grupos: complexo soja (69,7%), fibras e produtos de t\u00eaxteis (11,8%) e de carnes (11,6%).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/iea.agricultura.sp.gov.br\/out\/AIA\/AIA-23-2025F13.JPG\" alt=\"\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p><sup>1<\/sup>Estado produtor (unidade da Federa\u00e7\u00e3o exportadora), para efeito de divulga\u00e7\u00e3o estat\u00edstica de exporta\u00e7\u00e3o, \u00e9 a unidade da Federa\u00e7\u00e3o onde foram cultivados os produtos agr\u00edcolas, extra\u00eddos os minerais ou fabricados os bens manufaturados, total ou parcialmente. Neste \u00faltimo caso, o estado produtor \u00e9 aquele no qual foi completada a \u00faltima fase do processo de fabrica\u00e7\u00e3o para que o produto adote sua forma final.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>2<\/sup>Estado importador (unidade da Federa\u00e7\u00e3o importadora) \u00e9 definido como a unidade da Federa\u00e7\u00e3o do domic\u00edlio fiscal do importador.<\/p>\n\n\n\n<p><sup>3<\/sup>Os grupos de produtos dos agroneg\u00f3cios podem ser vistos na op\u00e7\u00e3o \u201cTabela de Agrupamentos\u201d em&nbsp;MINIST\u00c9RIO DA AGRICULTURA E PECU\u00c1RIA.&nbsp;<strong>Agrostat<\/strong>. Bras\u00edlia: MAPA, 2025. Dispon\u00edvel em: http:\/\/sistemasweb.agricultura.gov.br\/pages\/AGROSTAT.html. Acesso em: jul. 2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palavras-chave<\/strong>:&nbsp;agroneg\u00f3cio, balan\u00e7a comercial, exporta\u00e7\u00f5es, importa\u00e7\u00f5es, com\u00e9rcio exterior, grupo de produtos, super\u00e1vit, saldo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><a href=\"https:\/\/iea.agricultura.sp.gov.br\/ftpiea\/AIA\/AIA-23-2025.pdf\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/iea.agricultura.sp.gov.br\/out\/imagens\/download.gif\" alt=\"\"\/><\/a><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 &#8211; BALAN\u00c7A COMERCIAL DO ESTADO DE S\u00c3O PAULO No acumulado de janeiro a junho de 2025 (primeiro semestre), as exporta\u00e7\u00f5es do estado de S\u00e3o Paulo1&nbsp;somaram US$32,99 bilh\u00f5es (19,9% do total nacional), enquanto as importa\u00e7\u00f5es2&nbsp;totalizaram US$42,36 bilh\u00f5es (31,2% do total nacional), registrando d\u00e9ficit comercial de US$9,37 bilh\u00f5es (Figura 1). 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