{"id":9654,"date":"2023-04-20T00:00:00","date_gmt":"2023-04-20T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2023\/04\/20\/revista-internacional-plant-pathology-publica-trabalho-da-esalq-usp-em-parceria-com-a-cati\/"},"modified":"2023-04-20T00:00:00","modified_gmt":"2023-04-20T03:00:00","slug":"revista-internacional-plant-pathology-publica-trabalho-da-esalq-usp-em-parceria-com-a-cati","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2023\/04\/20\/revista-internacional-plant-pathology-publica-trabalho-da-esalq-usp-em-parceria-com-a-cati\/","title":{"rendered":"Revista Internacional Plant Pathology publica trabalho da Esalq\/USP em parceria com a CATI"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog margin-bottom-40\">\n<h2>Revista Internacional Plant Pathology publica trabalho da Esalq\/USP em parceria com a CATI<\/h2>\n<div class=\"blog-post-tags\">\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li><i class=\"fa fa-calendar\"><\/i> 20\/04\/2023<\/li>\n<li><i class=\"fa fa-pencil\"><\/i> CATI Regional Piracicaba<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-tags\">\n<li>\n<i class=\"fa fa-tags\"><\/i><br \/>\n<a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=CATI\">CATI<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=SAA\">SAA<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Esalq\/USP\">Esalq\/USP<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=CABMV\">CABMV<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=CATI Regional Piracicaba\">CATI Regional Piracicaba<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=virose do maracuj\u00e1\">virose do maracuj\u00e1<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Plant Pathology\">Plant Pathology<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Fapesp\">Fapesp<\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled 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class=\"blog-img\">\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"img-responsive center-block\" src=\"\/portal\/themes\/unify\/img\/noticias\/capa-photo-2021-12-10-20-03-54.-o0a.jpg\"\/>\n<\/div>\n<p><p style=\"text-align: center;\"><em>Publica\u00e7\u00e3o tratou da virose do endurecimento dos frutos do maracujazeiro e envolveu pesquisadores da Esalq, bolsistas da Fapesp, t\u00e9cnicos da CATI e produtores rurais.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A revista internacional\u00a0Plant Pathology<em>,\u00a0<\/em>editada pela<em>\u00a0BSPP (<\/em><em>The British Society for Plant Pathology)<\/em>, publicou,<em>\u00a0<\/em>no primeiro trimestre deste ano, os resultados de um trabalho\u00a0sobre virose do endurecimento dos frutos do maracujazeiro, desenvolvido pela Escola Superior de Agricultura \u201cLuiz de Queiroz\u201d (Esalq), da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), em parceria com a Coordenadoria de Assist\u00eancia T\u00e9cnica Integral (CATI) Regional Piracicaba e produtores rurais de tr\u00eas munic\u00edpios.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Doen\u00e7a predominante em quase todas as regi\u00f5es produtoras de maracuj\u00e1, a virose do endurecimento dos frutos \u00e9 causada pelo<em>\u00a0<\/em>potyvirus<em> Cowpea aphid-borne mosaic virus<\/em>\u00a0(CABMV), que pode causar s\u00e9rios danos nas planta\u00e7\u00f5es e levar a perdas significativas na produ\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho envolveu o pesquisador da Esalq, Jorge Alberto Marques Rezende, os bolsistas da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp) \u2212 Gabriel Madoglio Favara, Felipe Franco de Oliveira, Vinicius Henrique Bello \u2212, os t\u00e9cnicos da CATI, D\u00e9cio Leite, Gustavo Ferraz de Arruda Vieira, Ricardo Stipp Paterniani, e os produtores rurais Andr\u00e9 Luiz Quagliato, Jo\u00e3o Rodrigues de Oliveira Neto e Agnaldo Favero.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora os sintomas da virose do maracuj\u00e1 possam variar, incluem-se geralmente mosaico, deforma\u00e7\u00f5es nas folhas e frutos e redu\u00e7\u00e3o no tamanho dos frutos, com significativas perdas para a cultura. Al\u00e9m disso, o CABMV reduz a vida \u00fatil da cultura de 36 meses para aproximadamente 18 meses, o que, consequentemente, diminui a renda do produtor. Os sintomas podem aparecer em diferentes est\u00e1gios de desenvolvimento da planta e quanto mais cedo surgem, mais impactos apresentam.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A transmiss\u00e3o do v\u00edrus ocorre principalmente por meio de insetos vetores, de modo n\u00e3o persistente por pulg\u00f5es de v\u00e1rias esp\u00e9cies, que n\u00e3o colonizam plantas de maracujazeiro, exceto em circunst\u00e2ncias excepcionais. O CABMV tamb\u00e9m pode ser transmitido mecanicamente durante o cultivo, mas n\u00e3o por sementes de maracuj\u00e1 ou poliniza\u00e7\u00e3o manual. Uma vez que o CABMV \u00e9 introduzido em um pomar por pulg\u00f5es migrantes virul\u00edferos, a dissemina\u00e7\u00e3o secund\u00e1ria \u00e9 r\u00e1pida e pode atingir 100% de incid\u00eancia em quatro a oito meses. Esses insetos se alimentam da seiva da planta e, nesse ato, podem transmitir o v\u00edrus de uma planta infectada para uma planta saud\u00e1vel.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o t\u00e9cnico da CATI Regional Piracicaba, engenheiro agr\u00f4nomo Gustavo Vieira, a doen\u00e7a tem desmotivado os agricultores a continuarem na cultura do maracuj\u00e1, em decorr\u00eancia dos altos custos da renova\u00e7\u00e3o antecipada da lavoura. \u201cConsiderando que a produ\u00e7\u00e3o de plantas sintom\u00e1ticas gera frutos com aspecto empedrado, frutos menores, com baixo valor de mercado e plantas com baixa produtividade, torna-se pouco atrativo insistir na cultura\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"800\" src=\"\/cati\/wp-content\/uploads\/2023\/04\/PHOTO-2021-10-26-17-33-17.jpg\" width=\"600\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, de acordo com o t\u00e9cnico da CATI, o custo da reforma da \u00e1rea, somente considerando as mudas para um hectare, gira em torno de R$ 3.000,00.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo, conduzido em tr\u00eas propriedades, nos munic\u00edpios de Santa B\u00e1rbara d\u00b4Oeste, Rafard e Capivari, utilizou a variedade Gigante Amarelo.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As mudas foram protegidas de insetos em estufa, at\u00e9 atingirem cerca de um metro de altura, sendo posteriormente transplantadas nas \u00e1reas correspondentes e conduzidas dentro dos padr\u00f5es agron\u00f4micos estabelecidos pelas recomenda\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas vigentes para a cultura e o sistema de condu\u00e7\u00e3o tradicional em espaldeiras de um fio de arame.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o docente do Departamento de Fitopatologia e Nematologia da Esalq\/USP, Jorge Rezende, o trabalho contribuiu com uma alternativa v\u00e1lida para prolongar o ciclo da cultura. O estudo determinou que, com o uso do\u00a0<em>roguing<\/em>\u00a0(erradica\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de plantas sintom\u00e1ticas), \u00e9 poss\u00edvel minimizar os danos no in\u00edcio da condu\u00e7\u00e3o do maracujazeiro, de forma a conseguir estender o per\u00edodo de aproveitamento econ\u00f4mico da lavoura.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os maracujazeiros, ap\u00f3s o transplante no campo, foram inspecionados semanalmente, de modo que as plantas sintom\u00e1ticas encontradas durante cada inspe\u00e7\u00e3o foram erradicadas e removidas. As lavouras foram inspecionadas at\u00e9 a remo\u00e7\u00e3o de 20% das plantas.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O acompanhamento peri\u00f3dico continuou at\u00e9 atingir 100% das plantas infectadas, no entanto optou-se por n\u00e3o realizar a erradica\u00e7\u00e3o das plantas, ap\u00f3s atingir 20%, em fun\u00e7\u00e3o do aproveitamento comercial da cultura.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s todas as an\u00e1lises dos resultados obtidos no trabalho, recomenda-se que todos os produtores das regi\u00f5es produtoras de maracuj\u00e1 adotem a pr\u00e1tica de eliminar as plantas infectadas, uma ou duas vezes por semana, para o manejo eficiente da doen\u00e7a, com o intuito de prolongar o ciclo da cultura.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A virose do maracuj\u00e1 \u00e9 uma doen\u00e7a que pode causar s\u00e9rios preju\u00edzos \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de maracuj\u00e1. A preven\u00e7\u00e3o e o controle da doen\u00e7a s\u00e3o essenciais para garantir a qualidade e a produtividade das planta\u00e7\u00f5es.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O trabalho est\u00e1 dispon\u00edvel via <em>link<\/em>:\u00a0 <a href=\"https:\/\/bsppjournals.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1111\/ppa.13721\">https:\/\/bsppjournals.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1111\/ppa.13721<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em><em>(com informa\u00e7\u00f5es da CATI Regional Piracicaba)<\/em><\/em><\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Revista Internacional Plant Pathology publica trabalho da Esalq\/USP em parceria com a CATI 20\/04\/2023 CATI Regional Piracicaba CATISAAEsalq\/USPCABMVCATI Regional Piracicabavirose do maracuj\u00e1Plant PathologyFapesp Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. 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