{"id":9624,"date":"2023-06-28T00:00:00","date_gmt":"2023-06-28T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2023\/06\/28\/diversidade-no-campo-tecnicos-e-produtores-dividem-suas-vivencias\/"},"modified":"2023-06-28T00:00:00","modified_gmt":"2023-06-28T03:00:00","slug":"diversidade-no-campo-tecnicos-e-produtores-dividem-suas-vivencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2023\/06\/28\/diversidade-no-campo-tecnicos-e-produtores-dividem-suas-vivencias\/","title":{"rendered":"Diversidade no campo: t\u00e9cnicos e produtores dividem suas viv\u00eancias"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog margin-bottom-40\">\n<h2>Diversidade no campo: t\u00e9cnicos e produtores dividem suas viv\u00eancias<\/h2>\n<div class=\"blog-post-tags\">\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li><i class=\"fa fa-calendar\"><\/i> 28\/06\/2023<\/li>\n<li><i class=\"fa fa-pencil\"><\/i> B\u00e1rbara Beraquet (MTB 37.454), diretora do Centro de Comunica\u00e7\u00e3o Rural da CATI <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-tags\">\n<li>\n<i class=\"fa fa-tags\"><\/i><br \/>\n<a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=CATI\">CATI<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=SAA\">SAA<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=respeito \u00e0s diferen\u00e7as\">respeito \u00e0s diferen\u00e7as<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Diversidade no campo\">Diversidade no campo<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=combate ao preconceito\">combate ao preconceito<\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li style=\"float: left;\">\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<div class=\"fb-share-button\" data-layout=\"button_count\" data-mobile_iframe=\"true\" data-size=\"large\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li><a class=\"twitter-share-button\" data-lang=\"en\"><\/a><br \/>\n<noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li>\n<div class=\"g-plus\" data-action=\"share\" data-annotation=\"bubble\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"blog-img\">\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"img-responsive center-block\" src=\"\/portal\/themes\/unify\/img\/noticias\/capa-whatsapp-image-2023-06-28-at-10.44.36.-mh3.jpg\"\/>\n<\/div>\n<p><p style=\"text-align: center;\"><em>Junho \u00e9 celebrado como o m\u00eas da inclus\u00e3o e da diversidade sexual e de g\u00eanero. Neste m\u00eas, buscamos pessoas do campo para compartilharem suas hist\u00f3rias de vida e de combate ao preconceito\u00a0<\/em><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><em data-ogsc=\"\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">\u00a0<\/span><\/em><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">A curiosidade infantil pelos animais levou Guilherme Gonsales, na vida adulta, a ser zootecnista. Paulistano crescido em Pinheiros e na Vila Madalena, era no s\u00edtio da fam\u00edlia, em Botucatu, que, ainda menino, j\u00e1 manifestava interesse pela cria\u00e7\u00e3o de animais.\u00a0<\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Em 2006, aprovado em concurso p\u00fablico para o quadro da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Guilherme, formado, passou a trabalhar, como servidor, com cooperativismo e associativismo, sempre atra\u00eddo pelo assunto da economia solid\u00e1ria.\u00a0<\/span><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Ap\u00f3s alguns anos de trabalho e de experi\u00eancia adquirida, em 2019, o zootecnista foi transferido para a Coordenadoria de Assist\u00eancia T\u00e9cnica Integral (CATI), onde atua at\u00e9 hoje, na extens\u00e3o rural pesqueira, com comunidades tradicionais cai\u00e7aras e pescadores artesanais.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><strong data-ogsc=\"\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">T\u00e9cnico acredita no respeito \u00e0s diferen\u00e7as\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Assistente agropecu\u00e1rio e chefe da Casa da Agricultura de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, Guilherme conta que, com\u00a0<span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">o acompanhamento frequente, no dia a dia dos produtores e pescadores do litoral paulista, \u00e9 natural que conversem sobre temas que v\u00e3o al\u00e9m da pr\u00e1tica profissional e versam sobre vida, relacionamentos e fam\u00edlia. Nestes momentos, no entanto, Guilherme conta que nunca sentiu preconceito por ser homossexual.<\/span><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">\u00a0<\/span><\/span><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\"><span data-ogsc=\"\">\u201cDemorei um tempo para assumir minha sexualidade, o que aconteceu aos 30 anos, quando trabalhava em Bragan\u00e7a Paulista. Mas n\u00e3o conversava sobre isso. Em Santos, na Casa da Agricultura, pelos amigos que ali fiz, me senti mais \u00e0 vontade para falar sobre o assunto. Fui conseguindo assumir para mim e tamb\u00e9m para outros a minha orienta\u00e7\u00e3o sexual\u201d, conta.\u00a0<\/span><\/span><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">\u201cO universo do agricultor, do pescador, \u00e9 um universo bastante conservador quanto aos costumes. Isso me causava certo desconforto. Hoje, com a maturidade que n\u00f3s ganhamos com o tempo, me sinto muito mais seguro\u201d, completa.\u00a0<\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Para Guilherme, \u00e9 importante combater preconceitos, reformular conceitos e seguir em busca da conquista por direitos e por respeito. \u201cNunca me senti discriminado; institucionalmente, nunca sofri preconceito. Fui sempre acolhido pelos colegas\u201d, afirma, relatando alguns constrangimentos pontuais, como \u201cbrincadeiras\u201d homof\u00f3bicas em ambientes predominantemente masculinos.\u00a0<span data-ogsc=\"\">\u00a0<\/span>\u201cO constrangimento ainda \u00e9 uma realidade\u201d, diz.\u00a0<\/span><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\"><span data-ogsc=\"\">\u201cPerguntam se sou casado. Falo que n\u00e3o sou, estou solteiro e n\u00e3o tenho filhos, e sou homossexual\u201d, explica, e enfatiza que, ao falar abertamente, acredita tamb\u00e9m estar construindo um caminho de respeito \u00e0s diferen\u00e7as e de conv\u00edvio pac\u00edfico e harm\u00f4nico entre as pessoas.<\/span><\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"399\" src=\"\/cati\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/Foto.jpeg\" width=\"600\"\/><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><strong data-ogsc=\"\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Preconceito, inclus\u00e3o e direitos\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Pouco menos de duas d\u00e9cadas atr\u00e1s, em 2005, o diretor Ang Lee trazia uma pol\u00eamica pel\u00edcula aos cinemas de todo o mundo. O filme norte-americano \u201cO Segredo de\u00a0<em data-ogsc=\"\">Brokeback Mountain<\/em>\u201d escancarava temas tabus: do relacionamento rom\u00e2ntico e sexual entre caub\u00f3is at\u00e9 as tr\u00e1gicas consequ\u00eancias do preconceito.\u00a0<\/span><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">O filme, bem-recebido pelo p\u00fablico e pela cr\u00edtica ocidental, retratava o relacionamento de dois vaqueiros, na d\u00e9cada de 1960 at\u00e9 os idos de 1980 \u2013 um relacionamento conturbado e truncado pelas normativas da \u00e9poca. \u00a0<\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Desde ent\u00e3o, um bom tempo passou e a abordagem sobre a diversidade sexual e de g\u00eanero tem encontrado novas plataformas de difus\u00e3o, como as digitais. E, hoje, a diversidade no ambiente rural tamb\u00e9m encontra reverbera\u00e7\u00e3o em fen\u00f4menos culturais e musicais, como o \u201cpocnejo\u201d. <\/span><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Mistura da g\u00edria para gay \u201c<span data-ogsb=\"white\" data-ogsc=\"\">poc\u201d, usada no universo LGBTQIA+, com \u201csertanejo\u201d, um dos ritmos mais tradicionais do Brasil, o \u201cpocnejo\u201d \u00e9 uma vertente musical surgida com o trabalho do artista Gabeu. Filho do cantor sertanejo Solim\u00f5es, que comp\u00f5e dupla com o cantor Rionegro, Gabriel Felizardo, nome de batismo, chamou a aten\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio art\u00edstico com seu\u00a0<em data-ogsc=\"\">single<\/em>\u00a0\u201cAmor Rural\u201d.\u00a0<\/span><\/span><span data-ogsb=\"white\" data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Se, na letra carregada de bom-humor da composi\u00e7\u00e3o, a pergunta \u201cpor quanto tempo mais vamos amar no escuro?\u201d constr\u00f3i uma sem\u00e2ntica que leva o ouvinte direto ao tema do preconceito, cabe frisar que uma das linhas de combate a ele reside, precisamente, na luta pela garantia da inclus\u00e3o em direitos.<span data-ogsc=\"rgb(45, 45, 45)\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Em 2011, o Supremo Tribunal Federal reconheceu, como entidade familiar, por unanimidade, a uni\u00e3o est\u00e1vel entre casais do mesmo sexo. Em 2013, por meio da Resolu\u00e7\u00e3o 175 do Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ), o\u00a0casamento homoafetivo\u00a0passou a ser considerado v\u00e1lido no Brasil. E, em 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela criminaliza\u00e7\u00e3o da homofobia e da transfobia, enquadradas, a partir desse momento, pela Lei de Racismo.\u00a0\u00a0<\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsb=\"white\" data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">\u201cNosso papel, enquanto \u00f3rg\u00e3o de assist\u00eancia t\u00e9cnica e extens\u00e3o rural (Ater), \u00e9 o de estar ao lado do produtor rural e ao lado dos agricultores familiares, com suas diversas forma\u00e7\u00f5es familiares e formas de ser. Temos 56 anos de hist\u00f3ria e, nessas mais de cinco d\u00e9cadas, n\u00e3o foi apenas a tecnologia no campo que evoluiu. Saber que as pessoas no campo tamb\u00e9m podem manifestar sua identidade e orienta\u00e7\u00e3o de g\u00eanero de forma mais livre \u00e9 bom para quem trabalha para construir uma sociedade melhor\u201d, diz Francisco Martins, coordenador da CATI.<strong data-ogsc=\"\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">\u00a0<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><strong data-ogsc=\"\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Di\u00e1logo \u00e9 essencial\u00a0<\/strong><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Vindo de um n\u00facleo familiar muito religioso, Eidrian Diones dos Santos n\u00e3o conhecia ningu\u00e9m assumidamente gay e, num contexto de homofobia e desprezo por pessoas gays, l\u00e9sbicas e transg\u00eaneros, entendia a homossexualidade como algo terr\u00edvel. A percep\u00e7\u00e3o de ser gay foi carregada de muita ang\u00fastia e nega\u00e7\u00e3o, at\u00e9 a chegada \u00e0 universidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Ali, cursando Agronomia e pr\u00f3ximo do movimento estudantil, teve mais contato com a diversidade e com o diferente. Conheceu a agroecologia, a agricultura familiar, os movimentos sociais do campo, onde, neste \u00faltimo, se falava sobre g\u00eanero e sexualidade.\u00a0<\/span><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">\u201cEsse ambiente inclusivo fez sentido pra mim. Ali, eu percebi que existia outro mundo; que ser gay n\u00e3o era algo abomin\u00e1vel. E, na faculdade de Agronomia, existiam gays, l\u00e9sbicas, pessoas trans, que estavam lutando por seus direitos\u201d, recorda.\u00a0<\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Por ser o primeiro em sua fam\u00edlia a conquistar n\u00edvel superior, os caminhos profissionais foram sendo descobertos na trajet\u00f3ria. Eidrian encontrou no trabalho como agente de extens\u00e3o rural uma jun\u00e7\u00e3o do que o fazia sentir bem. \u201cEstar no mato, acampar, trabalhar al\u00e9m do escrit\u00f3rio\u201d, conta.\u00a0<\/span><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">\u201cQuando estudamos Agroecologia, vemos que a riqueza na natureza vem da diversidade. Gosto de fazer um paralelo com a sexualidade, pela vis\u00e3o da inclus\u00e3o\u201d, diz.\u00a0<\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Foi trabalhar com certifica\u00e7\u00e3o de org\u00e2nicos, at\u00e9 a entrada para o quadro da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de S\u00e3o Paulo, em 2022, via concurso. Saiu de Curitiba, no Paran\u00e1, onde vivia, para encarar essa nova miss\u00e3o.\u00a0<\/span><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">\u201cDe certa forma, eu me sentia \u00e0 vontade em Curitiba, que tem um cen\u00e1rio LGBT marcante. E eu estava indo para uma cidade pequena, para atuar com agricultores, na zona rural. Vim com bastante receio, de opress\u00e3o, homofobia e resist\u00eancia. Confesso que fui muito surpreendido positivamente pelos meus colegas. Desde o primeiro momento, me acolheram, me ofereceram amizade, literalmente me receberam em suas casas, naquele momento complicado de mudar de cidade, de emprego, de deixar a fam\u00edlia\u201d, relata o servidor.\u00a0<\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">J\u00e1 na CATI Regional Registro, como chefe da Casa da Agricultura de Iguape, Eidrian entende que, apesar de ser bastante diferente de sua equipe, existe uma rela\u00e7\u00e3o baseada no respeito e, para ele, a posi\u00e7\u00e3o do assistente agropecu\u00e1rio da CATI \u00e9 um lugar de respeito. O engenheiro agr\u00f4nomo se questiona, no entanto, se jovens gays, no campo, t\u00eam tanta aceita\u00e7\u00e3o quanto ele.\u00a0<\/span><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\"><span data-ogsc=\"\">\u201cGosto de me ver como um agente de transforma\u00e7\u00e3o. Minha presen\u00e7a por si s\u00f3 j\u00e1 incomoda. Gera um questionamento, e eu gosto de mostrar para as pessoas que o diferente pode somar\u201d, afirma. \u201cMuitas das coisas que a gente vivia antes, j\u00e1 n\u00e3o cabem hoje\u201d, completa.\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: center;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\"><span data-ogsc=\"\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"400\" src=\"\/cati\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/2A794C07-B556-4667-A583-926818596BEF.JPG\" width=\"600\"\/><\/span><\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><strong data-ogsc=\"\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">\u00a0<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por uma agricultura sustent\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Juntas h\u00e1 30 anos, as agricultoras V\u00e2nia Maria dos Santos e Val\u00e9ria Maria Macoratti pretendem casar-se oficialmente \u2212 e dizer o grande \u201csim\u201d \u2212 agora em 2023. As duas v\u00eam de fam\u00edlias campesinas, mas que j\u00e1 viviam na cidade quando ambas nasceram, empurradas para fora do meio rural pelos grandes latif\u00fandios.\u00a0<\/span><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">\u201cNa minha inf\u00e2ncia, em nossa casa, tinha de tudo num terreno min\u00fasculo!\u201d, lembra Val\u00e9ria. \u00a0<\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">J\u00e1 com V\u00e2nia, ao chegarem a Parelheiros, zona sul de S\u00e3o Paulo, capital, fizeram amizade com os agricultores da regi\u00e3o e participaram de cursos de agricultura org\u00e2nica e biodin\u00e2mica. \u201cFomos para o campo ap\u00f3s a morte da minha m\u00e3e. Para preencher o vazio, adotamos um cachorrinho de rua que despertou um amor muito grande pelos animais. Adotamos 15! Resolvemos comprar uma ch\u00e1cara na regi\u00e3o de Parelheiros, para continuar em S\u00e3o Paulo, isso em 2007. Conhecemos os agricultores da regi\u00e3o, fizemos amizade\u201d, conta, lembrando-se de como foram bem recebidas pela comunidade.\u00a0<\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Na ch\u00e1cara Nossa Fazenda, em que trabalham com agricultura org\u00e2nica e agroecol\u00f3gica familiar, al\u00e9m de mais animais acolhidos ao longo dos anos, elas recebem visitantes. A propriedade faz parte da Associa\u00e7\u00e3o Acolhida S\u00e3o Paulo e do projeto de agroturismo \u201cAcolhendo em Parelheiros\u201d. \u00a0<\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Quem passa por l\u00e1 pode se deliciar com quitutes da culin\u00e1ria vegetariana e vegana, feitos por V\u00e2nia, que \u00e9 cozinheira profissional. Entre os pratos diferentes, est\u00e1 a caponata de cora\u00e7\u00e3o de banana \u2212 sim, porque at\u00e9 as bananeiras t\u00eam cora\u00e7\u00e3o. Ao criarem um lar acolhedor, de cora\u00e7\u00e3o aberto aos que querem conhecer a agroecologia, a hist\u00f3ria de amor das duas se completa com o amor pela terra e pela natureza.<\/span><\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p data-ogsc=\"\" style=\"text-align: center;\"><span data-ogsc=\"\" style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"400\" src=\"\/cati\/wp-content\/uploads\/2023\/06\/img_6672.jpg\" width=\"600\"\/><\/span><\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diversidade no campo: t\u00e9cnicos e produtores dividem suas viv\u00eancias 28\/06\/2023 B\u00e1rbara Beraquet (MTB 37.454), diretora do Centro de Comunica\u00e7\u00e3o Rural da CATI CATISAArespeito \u00e0s diferen\u00e7asDiversidade no campocombate ao preconceito Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. 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