{"id":24361,"date":"2026-05-05T11:26:00","date_gmt":"2026-05-05T14:26:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/?p=24361"},"modified":"2026-05-05T13:19:37","modified_gmt":"2026-05-05T16:19:37","slug":"cati-apoia-implantacao-de-sistemas-agroflorestais-em-comunidade-quilombola-unindo-tradicao-e-conservacao-em-ubatuba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2026\/05\/05\/cati-apoia-implantacao-de-sistemas-agroflorestais-em-comunidade-quilombola-unindo-tradicao-e-conservacao-em-ubatuba\/","title":{"rendered":"CATI apoia implanta\u00e7\u00e3o de sistemas agroflorestais, em comunidade quilombola, unindo tradi\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o em Ubatuba"},"content":{"rendered":"\n<p>No litoral norte paulista, a terra voltou a respirar melhor junto com a hist\u00f3ria de um povo. No Quilombo da Ca\u00e7andoca, em Ubatuba, pr\u00e1ticas ancestrais de cultivo est\u00e3o sendo retomadas, aliando sustentabilidade ambiental, seguran\u00e7a alimentar e gera\u00e7\u00e3o de renda. Neste processo, a Casa da Agricultura de Ubatuba, ligada \u00e0 CATI Regional Santos, tem desempenhado um papel essencial ao oferecer assessoria t\u00e9cnica e apoio institucional \u00e0 comunidade.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cComo extensionistas, temos apoiado esta comunidade quilombola no manejo da vegeta\u00e7\u00e3o nativa, na implanta\u00e7\u00e3o de ro\u00e7as tradicionais e de sistemas agroflorestais (SAFs), pois, com uma vis\u00e3o integrada da agricultura,&nbsp; \u00e9 poss\u00edvel trabalhar diversos aspectos da sustentabilidade para essas comunidades, bem como gerar renda de forma coerente com o uso do territ\u00f3rio e da vegeta\u00e7\u00e3o nativa, muito presente nesta \u00e1rea\u201d, explica Ma\u00edra Formis, especialista ambiental da Casa da Agricultura de Ubatuba.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"682\" height=\"1024\" data-id=\"24380\" src=\"https:\/\/storage.googleapis.com\/saa-repositorio\/prd\/saa-sites\/cati\/imagens\/IMG-20260505-WA0002-1-682x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-24380\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ma\u00edra Formis, da Casa da Agricultura de Ubatuba.<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"682\" height=\"1024\" data-id=\"24381\" src=\"https:\/\/storage.googleapis.com\/saa-repositorio\/prd\/saa-sites\/cati\/imagens\/IMG-20260505-WA0008-1-682x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-24381\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" data-id=\"24382\" src=\"https:\/\/storage.googleapis.com\/saa-repositorio\/prd\/saa-sites\/cati\/imagens\/20260414_091228-1-768x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-24382\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Fabio Reis, t\u00e9cnico do Ipesa<\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>E todas as a\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas t\u00eam sido desenvolvidas em parceria e com base em uma iniciativa que re\u00fane diferentes frentes que se fortalecem mutuamente. De um lado, o projeto \u201cSementes Quilombolas\u201d, idealizado pela pr\u00f3pria comunidade e pela Associa\u00e7\u00e3o dos Remanescentes da Comunidade do Quilombo da Ca\u00e7andoca; de outro, o projeto \u201cPlantando Agrofloresta\u201d, executado pela organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental (ONG) &#8211; Instituto de Projetos e Pesquisas Socioambientais&nbsp;(Ipesa) e financiado pelo Comit\u00ea de Bacias do Litoral Norte. Juntos, eles viabilizaram a implanta\u00e7\u00e3o de 1,5 hectare de sistemas agroflorestais integrados \u00e0s tradicionais ro\u00e7as quilombolas.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" data-id=\"24367\" src=\"https:\/\/storage.googleapis.com\/saa-repositorio\/prd\/saa-sites\/cati\/imagens\/IMG-20260505-WA0007-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-24367\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" data-id=\"24366\" src=\"https:\/\/storage.googleapis.com\/saa-repositorio\/prd\/saa-sites\/cati\/imagens\/IMG-20260505-WA0006-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-24366\"\/><\/figure>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" data-id=\"24365\" src=\"https:\/\/storage.googleapis.com\/saa-repositorio\/prd\/saa-sites\/cati\/imagens\/IMG-20260505-WA0003-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-24365\"\/><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<p>Mais do que plantar alimentos, os projetos cultivam cultura, identidade e futuro. \u201cAs agroflorestas priorizam esp\u00e9cies nativas frut\u00edferas, que impulsionam a culin\u00e1ria local e fortalecem o Turismo de Base Comunit\u00e1ria. Nos SAFs implementados pela comunidade, um dos destaques \u00e9 a palmeira ju\u00e7ara (<em>Euterpe edulis<\/em>), esp\u00e9cie amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, cuja polpa pode ser extra\u00edda e aproveitada de forma sustent\u00e1vel, gerando renda e contribuindo para a conserva\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica\u201d, comenta Ma\u00edra.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"682\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/storage.googleapis.com\/saa-repositorio\/prd\/saa-sites\/cati\/imagens\/IMG-20260505-WA0005-682x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-24372\" style=\"aspect-ratio:0.6662535630189614;width:380px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Mudas de ju\u00e7ara<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Para o sucesso das a\u00e7\u00f5es, ela ressalta que as crian\u00e7as tamb\u00e9m est\u00e3o envolvidas, tanto por meio da alimenta\u00e7\u00e3o e do resgate da cultura como pela merenda escolar adquirida diretamente dos quilombolas, via Projeto Catrapovos, de forma integrada a programas institucionais de Compras P\u00fablicas, como o Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar (PNAE), que poder\u00e1 incluir a polpa de ju\u00e7ara. \u201cEsse c\u00edrculo virtuoso conecta alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel para as crian\u00e7as, gera\u00e7\u00e3o de renda para os agricultores, educa\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o cultural\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>As crian\u00e7as e jovens, ali\u00e1s, s\u00e3o o cora\u00e7\u00e3o do projeto. Participam ativamente das hortas escolares e vivenciam o aprendizado que ultrapassa os muros da escola. A orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica conta com o apoio do t\u00e9cnico agr\u00edcola Jos\u00e9 Carlos dos Santos, da CATI, especialista em produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, que deu as diretrizes para o in\u00edcio das atividades da horta escolar e tem trabalhado com a comunidade h\u00e1 alguns anos, prestando apoio para a constru\u00e7\u00e3o de estufas e hortas org\u00e2nicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para os moradores, o impacto vai al\u00e9m do campo produtivo, sendo tamb\u00e9m uma reconex\u00e3o com o territ\u00f3rio e com a pr\u00f3pria hist\u00f3ria. \u201cAlcan\u00e7ar as crian\u00e7as e os jovens \u00e9 a finalidade principal de todo o trabalho realizado. Passamos a hist\u00f3ria e a cultura do quilombo para eles, para n\u00e3o deixar morrer\u201d, afirma emocionado o quilombola Marc\u00edlio Gaspar, observando a \u00e1rea \u2013 antigamente utilizada para a ro\u00e7ada da fam\u00edlia \u2013 ganhar nova vida com a implanta\u00e7\u00e3o de uma agrofloresta.&nbsp;<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/storage.googleapis.com\/saa-repositorio\/prd\/saa-sites\/cati\/imagens\/IMG-20260505-WA0004-1024x682.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-24373\" style=\"aspect-ratio:1.501508211373031;width:745px;height:auto\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Dona Maria, Marc\u00edlio e Salete (professora de PANC)<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Dona Maria, uma das matriarcas da comunidade, refor\u00e7a o valor simb\u00f3lico desse movimento: \u201cO processo de reconhecimento do quilombo foi sofrido, e a luta pelo territ\u00f3rio continua. Voltar a trabalhar na terra com as pessoas queridas e ver os jovens retornando \u00e9 plantar nossas ra\u00edzes para os nossos netos\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A atua\u00e7\u00e3o da CATI vai al\u00e9m do suporte t\u00e9cnico agr\u00edcola. Segundo Ma\u00edra, o trabalho exige sensibilidade e respeito ao conhecimento tradicional. \u201cA maior preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que os projetos sejam implantados considerando as \u00e1reas ancestralmente utilizadas como ro\u00e7ados, resgatando o uso agr\u00edcola e a cultura associada a esses espa\u00e7os. Fazemos um trabalho minucioso de identifica\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores existentes \u2013 muitas delas com potencial para agricultura que gere renda \u2013 e diferenciamos \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa daquelas historicamente manejadas, tanto em campo quanto nos mapas do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Al\u00e9m disso, a articula\u00e7\u00e3o institucional promovida pela CATI com \u00f3rg\u00e3os ambientais e fundi\u00e1rios \u00e9 fundamental para garantir seguran\u00e7a \u00e0s comunidades, evitando a criminaliza\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas tradicionais de manejo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa integra\u00e7\u00e3o entre saber t\u00e9cnico e saber tradicional \u00e9 o que torna o projeto um exemplo de desenvolvimento sustent\u00e1vel na pr\u00e1tica. Em Ca\u00e7andoca, a agrofloresta n\u00e3o \u00e9 apenas um modelo produtivo, \u00e9 um caminho de resist\u00eancia, autonomia e cuidado com o meio ambiente, pois, ao cultivar a terra, a comunidade cultiva tamb\u00e9m o futuro, com ra\u00edzes firmes na ancestralidade e olhos voltados para as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>Conhe\u00e7a mais um pouco do trabalho realizado nos projetos com a comunidade:&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DQK234kEeKF\/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==\">https:\/\/www.instagram.com\/reel\/DQK234kEeKF\/?utm_source=ig_web_copy_link&amp;igsh=NTc4MTIwNjQ2YQ==<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Foto da capa: Ma\u00edra Formis<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Fotos desta mat\u00e9ria: Ramon Soares dos Santos<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No litoral norte paulista, a terra voltou a respirar melhor junto com a hist\u00f3ria de um povo. 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