{"id":10319,"date":"2020-12-29T00:00:00","date_gmt":"2020-12-29T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2020\/12\/29\/e-tempo-de-uva-niagara\/"},"modified":"2020-12-29T00:00:00","modified_gmt":"2020-12-29T03:00:00","slug":"e-tempo-de-uva-niagara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2020\/12\/29\/e-tempo-de-uva-niagara\/","title":{"rendered":"\u00c9 tempo de uva Ni\u00e1gara!"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog margin-bottom-40\">\n<h2>\u00c9 tempo de uva Ni\u00e1gara!<\/h2>\n<div class=\"blog-post-tags\">\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li><i class=\"fa fa-calendar\"><\/i> 29\/12\/2020<\/li>\n<li><i class=\"fa fa-pencil\"><\/i> Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-tags\">\n<li>\n<i class=\"fa fa-tags\"><\/i><br \/>\n<a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Extens\u00e3o Rural\">Extens\u00e3o Rural<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Colheita\">Colheita<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Cachos de uva\">Cachos de uva<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=uva r\u00fastica\">uva r\u00fastica<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Voc\u00ea sabia\">Voc\u00ea sabia<\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li style=\"float: left;\">\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<div class=\"fb-share-button\" data-layout=\"button_count\" data-mobile_iframe=\"true\" data-size=\"large\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li><a class=\"twitter-share-button\" data-lang=\"en\"><\/a><br \/>\n<noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li>\n<div class=\"g-plus\" data-action=\"share\" data-annotation=\"bubble\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"blog-img\">\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"img-responsive center-block\" src=\"\/portal\/themes\/unify\/img\/noticias\/13381-cachos-de-uva-rosada-em-jundiai.-u1n.jpg\"\/>\n<\/div>\n<p><p>Foto:\u00a0Cachos de uva rosada em Jundia\u00ed<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Est\u00e1 aberta a temporada de colheita da variedade mais \u201ccomum\u201d das uvas, que povoam a lembran\u00e7a de muitos, com a pergunta feita a pais e av\u00f3s: \u201c- Pode engolir as sementinhas\u201d?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 algum tempo, nas g\u00f4ndolas de supermercados, feiras, varej\u00f5es e outros pontos de comercializa\u00e7\u00e3o, nos deparamos com uma infinidade de variedades de uva: verdes, roxas, pretas*; com bagas grandes e pequenas; sem e com sementes. Mas, chegada \u00e0 \u00e9poca das festas de final de ano, as tradicionais caixinhas de madeira com cachos arroxeados dominam o cen\u00e1rio, como pren\u00fancio de almo\u00e7os em fam\u00edlia e amigos, com mesas enfeitadas de frutas! Essa \u00e9 a uva Ni\u00e1gara (Fox Grape).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Popularmente conhecida como uva r\u00fastica ou comum de mesa, ela \u00e9 uma variedade origin\u00e1ria dos Estados Unidos da Am\u00e9rica (EUA), pertencente \u00e0 esp\u00e9cie Vitis labrusca. De acordo com relatos hist\u00f3ricos teve origem em 1868, a partir do cruzamento das variedades Concord x Cassady. No Brasil, a variedade Ni\u00e1gara Branca foi introduzida em 1894, no Estado de S\u00e3o Paulo, disseminando-se na regi\u00e3o, atualmente conhecida como Circuito das Frutas, que englobam munic\u00edpios com grande produ\u00e7\u00e3o dessa uva, entre os quais Indaiatuba, Jundia\u00ed, Louveira, Vinhedo, Itupeva e Jarinu.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O fato marcante que elevou a Ni\u00e1gara ao patamar de principal variedade de mesa no Brasil, aconteceu em 1933, em Jundia\u00ed, especificamente no Bairro Travi\u00fa do Distrito de Louveira (hoje munic\u00edpio com expressivo cultivo de uva). Quem conta essa hist\u00f3ria \u00e9 o produtor Anderson Alex, membro da quarta gera\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia Tomasetto, cuja tradi\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de uva teve in\u00edcio com o seu tatarav\u00f4, que, em 1893, comprou a fazenda Travi\u00fa com mais tr\u00eas fam\u00edlias, a qual deu origem ao bairro. \u201cRelatos hist\u00f3ricos mostram que a fam\u00edlia do fazendeiro Antonio Carbonari ganhou dois galhos de uva Ni\u00e1gara Branca da Fazenda Malota (hoje bairro de Jundia\u00ed) do produtor Benedito Marengo, que os trouxe dos EUA. Ele plantou e, ap\u00f3s algumas colheitas da variedade Branca, foram encontradas entre dezenas de cachos brancos, tr\u00eas cachos com bagas rosadas (fen\u00f4meno que do ponto de vista agron\u00f4mico \u00e9 resultado de uma muta\u00e7\u00e3o som\u00e1tica). O produtor vendo que era uma uva doce, resolveu cortar alguns p\u00e9s de uva Isabel, enxertar os ramos da rosada, iniciando um plantio comercial. A partir da\u00ed, a produ\u00e7\u00e3o de Ni\u00e1gara Branca foi substitu\u00edda aceleradamente pela sua muta\u00e7\u00e3o rosada, o que a estabeleceu como principal uva de mesa e tornou a regi\u00e3o o maior centro produtor, com a 1.\u00aa Festa Uva de Jundia\u00ed sendo realizada em 1934\u201d, conta, relembrando a estrat\u00e9gia de marketing utilizada para a aceita\u00e7\u00e3o da uva rosada: \u201cA produ\u00e7\u00e3o de Ni\u00e1gara Branca j\u00e1 era grande quando surgiu a Rosada, tendo sua comercializa\u00e7\u00e3o se estendido para o Rio de Janeiro (maior centro comercial da \u00e9poca), para onde era levada de trem. Um dia, o produtor Carbonari enviou algumas caixas da rosada e recebeu a resposta dos comerciantes de que ningu\u00e9m queria comprar. Ele ent\u00e3o enviou mais caixas com um bilhete, dizendo que aquela era uma variedade superior e mais doce e deveria ser vendida mais cara. Em pouco tempo, as rosadas eram as mais pedidas pelos compradores!\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em S\u00e3o Paulo, o desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o dessa uva contou com a influ\u00eancia da coloniza\u00e7\u00e3o italiana, com seus costumes, conhecimentos t\u00e9cnicos tradicionais sobre o manejo das videiras, e o trabalho em fam\u00edlia. \u201cPode-se dizer que isso influenciou os cultivos paulistas, que em sua maioria s\u00e3o conduzidos em pequenas \u00e1reas, geridas por fam\u00edlias que passam a paix\u00e3o pela atividade de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o\u201d, explica Luiz Carlos Mollo Alarcon, engenheiro agr\u00f4nomo Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que atua desde 1976 na Casa da Agricultura de Louveira, ligada \u00e0 Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustent\u00e1vel (CDRS) \u2013 Regional Campinas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse contexto da produ\u00e7\u00e3o familiar, a engenheira agr\u00f4noma Fl\u00e1via Regina Pestana Tirlone, respons\u00e1vel pela Casa da Agricultura de Jundia\u00ed, analisa que, para a manuten\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de uva nesta regi\u00e3o, onde tudo come\u00e7ou, \u00e9 preciso investir cada vez mais na agrega\u00e7\u00e3o de valor e valoriza\u00e7\u00e3o dos aspectos culturais envolvidos. \u201cAqui na regi\u00e3o existe um grande problema de escassez de m\u00e3o de obra, envelhecimento dos produtores e especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria por conta da proximidade com a capital. Com uma hist\u00f3ria t\u00e3o rica com a cultura da uva, acredito que o fortalecimento da produ\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o e a manuten\u00e7\u00e3o dos produtores e seus descendentes na atividade passam pela agrega\u00e7\u00e3o de valor e pelo resgate da produ\u00e7\u00e3o de vinho, que sempre foi uma atividade artesanal desenvolvida pelos \u2018nonos\u2019 (vov\u00f4s em italiano), inclusive com uva Ni\u00e1gara, como eles tradicionalmente faziam. Digo isso, pois temos bons exemplos de fam\u00edlias que est\u00e3o percorrendo esse caminho com sucesso, na Rota da Uva que j\u00e1 est\u00e1 implementada aqui\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, ao lado do Circuito das Frutas, outras duas regi\u00f5es s\u00e3o expoentes na produ\u00e7\u00e3o de uva Ni\u00e1gara. \u201cCom avan\u00e7os nas pesquisas em regi\u00f5es de climas tropicais e subtropicais, o sudoeste (regi\u00e3o de S\u00e3o Miguel Arcanjo e Pilar do Sul \u2013 ligada \u00e0 \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o da CDRS Regional Itapetininga) e noroeste paulista (regi\u00e3o de Jales \u2013 ligada \u00e0 \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o da CDRS Regional Jales) tornaram-se polos de produ\u00e7\u00e3o, sendo que o sudoeste vem se destacando. Por conta das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas diferentes entre as regi\u00f5es, essa \u2018dispers\u00e3o do cultivo\u2019 possibilitou a produ\u00e7\u00e3o, praticamente o ano inteiro no Estado, haja vista que as safras acontecem de dezembro a fevereiro\/abril a junho, no Circuito das Frutas, que est\u00e1 na regi\u00e3o leste do Estado; fevereiro a abril, na regi\u00e3o sudoeste; e agosto at\u00e9 novembro na regi\u00e3o noroeste\u201d, explica Jos\u00e9 Luis Hernandes, pesquisador da Secretaria de Agricultura, que atua na \u00e1rea de desenvolvimento em viticultura e enologia (estudo de vinhos) do Instituto Agron\u00f4mico (IAC), de Campinas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Comercializa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A uva Ni\u00e1gara tem uma comercializa\u00e7\u00e3o ampla, em diversos canais, inclusive em vendas diretas de produtores. Segundo dados estat\u00edsticos da Se\u00e7\u00e3o de Economia e Desenvolvimento, da Companhia Entrepostos e Armaz\u00e9ns Gerais de S\u00e3o Paulo (Ceagesp),em 2019, na entidade foram comercializadas 55.359,55 toneladas de uva, sendo 10.306,55 toneladas de uva Ni\u00e1gara (18,62%,), das quais S\u00e3o Paulo foi respons\u00e1vel por 85,61%.\u201cNo sistema Prohort da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), consta que nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas), a comercializa\u00e7\u00e3o foi de 24.810,71 toneladas\u201d, informa H\u00e9lio Satoshi Watanabe, engenheiro agr\u00f4nomo do Centro de Hortigranjeiros da Ceagesp.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pesquisa e extens\u00e3o rural: trabalho integrado embasou o desenvolvimento da Ni\u00e1gara em S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos anais do Centro Avan\u00e7ado de Pesquisa do Agroneg\u00f3cio de Frutas (antiga Esta\u00e7\u00e3o Experimental de Jundia\u00ed, criada em 1936), unidade ligada ao IAC, os primeiros registros de pesquisas com a uva Ni\u00e1gara datam da d\u00e9cada de 1950. Entre as principais pesquisas realizadas pela unidade, o pesquisador Jos\u00e9 Luis destaca o desenvolvimento de porta-enxertos tropicais, entre os quais o Campinas \u2013IAC 766, principal porta-enxertos de S\u00e3o Paulo. \u201cUma das grandes vantagens e contribui\u00e7\u00f5es desse porta-enxerto foi aumentar a produtividade e adaptabilidade \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do cultivo da uva Ni\u00e1gara nas condi\u00e7\u00f5es subtropicais e tropicais que temos no Estado. Tamb\u00e9m contribuiu para melhorar a qualidade da uva\u201d, explica, destacando tamb\u00e9m os diversos experimentos fitossanit\u00e1rios que contribuem para o controle de pragas e doen\u00e7as na viticultura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"332\" src=\"\/cati\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Parreiral20antigo20JundiaC3AD.jpg\" width=\"450\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00faltima d\u00e9cada, como maior avan\u00e7o em tecnologia de produ\u00e7\u00e3o para a uva (n\u00e3o apenas a Ni\u00e1gara), o pesquisador aponta a mudan\u00e7a no manejo de podas, que resultou na introdu\u00e7\u00e3o do sistema de condu\u00e7\u00e3o em Y, como substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 tradicional espaldeira. \u201cCom a introdu\u00e7\u00e3o desse sistema, houve o aumento da produtividade e otimiza\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra, que tem sido escassa nos \u00faltimos tempos. Quando associado \u00e0 produ\u00e7\u00e3o em ambiente protegido (tecnologia introduzida pelo IAC), possibilita junto com o aumento da qualidade da fruta, uma redu\u00e7\u00e3o de cerca de 70% do uso de defensivos agr\u00edcolas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e1rea de extens\u00e3o rural, a grande contribui\u00e7\u00e3o, al\u00e9m do trabalho t\u00e9cnico de campo, s\u00e3o a execu\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas pelas Regionais e Casas da Agricultura da CDRS e a edi\u00e7\u00e3o de publica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas, bem como os avan\u00e7os na \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o de mudas, os quais s\u00e3o significativos. \u201cDesenvolvido pelo N\u00facleo de Produ\u00e7\u00e3o de Mudas (NPM) S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed, o sistema de enxertia por borbulha em minilatada \u00e9 uma tecnologia pioneira em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 muda de raiz nua (plantada direto no campo), o qual permite a produ\u00e7\u00e3o de mudas com qualidade sanit\u00e1ria. Atualmente, novos experimentos est\u00e3o sendo conduzidos pela unidade em parceria com o Centro de Frutas do IAC para aprimor\u00e1-lo e reduzir os custos das mudas para os produtores rurais\u201d, informa Ednei Marques, diretor do NPM de S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed, orientando os produtores para que, antes da implanta\u00e7\u00e3o do parreiral, busquem orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, visitem viticultores experientes e adquiram mudas de viveiros id\u00f4neos, pois a fase de implanta\u00e7\u00e3o do parreiral pode definir o sucesso ou n\u00e3o da atividade. Atualmente, nos N\u00facleos de S\u00e3o Bento do Sapuca\u00ed e Mar\u00edlia s\u00e3o produzidas e comercializadas cerca de 10 mil mudas de uvas anualmente, das variedades Ni\u00e1gara Rosada e Branca, Isabel, Isabel Precoce, Bord\u00f4 e Concord, que podem ser adquiridas pelo telefone\/WhatsApp (12) 3971-1306 e e-mail\u00a0<a href=\"mailto:npmsaobentodosapucai@sp.gov.br\">npmsaobentodosapucai@sp.gov.br<\/a>\u00a0\/ (19) 99685-8798-<a href=\"mailto:npmmarilia@sp.gov.br\">npmmarilia@sp.gov.br<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Produtores falam sobre a experi\u00eancia com a cultura e o trabalho da Secretaria<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com uma heran\u00e7a de quatro gera\u00e7\u00f5es, Jos\u00e9 Walter Pagotti, 74 anos, mostra com orgulho a sala repleta de pr\u00eamios conquistados em concursos de frutas, onde a uva cultivada nas Ch\u00e1caras Guarani, em Louveira, ganhou destaque pela qualidade. \u201cA hist\u00f3ria da minha fam\u00edlia com a atividade come\u00e7ou com o meu av\u00f4 que veio da It\u00e1lia no in\u00edcio do s\u00e9culo 20. Ele come\u00e7ou trabalhando nas lavouras de caf\u00e9 em Valinhos, na Fazenda Macuco; depois de alguns anos conseguiu comprar o s\u00edtio, onde iniciou o cultivo de uva. Desde a \u00e9poca do meu pai ganhamos muitos pr\u00eamios, incluindo uma medalha da 1.\u00ba festa realizada em Jundia\u00ed, em 1934; e uma ganha por mim, na festa de 1958. De l\u00e1 pra c\u00e1,buscamos conhecimento e aprimoramos o manejo das parreiras que hoje s\u00e3o cultivadas pelo sistema Y (desenvolvido pelo IAC) em ambiente protegido, contamos com o apoio dos pesquisadores e o do Alarcon da Casa da Agricultura, com quem a gente troca muita experi\u00eancia\u201d, conta o viticultor que trabalha a \u00e1rea de 10 hectares &#8211; onde colhe cerca de 35 mil caixas por ano de Ni\u00e1gara Rosada e uma pequena quantidade de Branca, para atender os entusiastas da variedade &#8211; com apoio do irm\u00e3o e da irm\u00e3. \u201cEu adoro trabalhar com a uva e tenho muito orgulho. Comercializo a maior parte da minha produ\u00e7\u00e3o com um atacadista da Ceagesp que valoriza a qualidade do meu produto, e uma pequena parte vendo direto na ch\u00e1cara\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"338\" src=\"\/cati\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/JosC3A920Walter20Pagotti20produtor20Louveira202.jpg\" width=\"450\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O produtor Anderson Alex Tomasetto adotou o sistema em Y e relata os ganhos em sua \u00e1rea de 2,5 hectares, no s\u00edtio Sert\u00e3ozinho, em Jundia\u00ed. \u201cMais de 90% da \u00e1rea s\u00e3o cultivados pelo sistema, que proporcionou um aumento na produtividade, resultando em uma colheita entre 12 e 15kg por planta, praticamente o ano todo; estamos adaptando os espa\u00e7amentos para aumentar mais. Al\u00e9m disso, houve um grande ganho na qualidade da uva, o cacho fica mais pesado e bonito; isso, porque o sistema permite mais fotoss\u00edntese por ter mais sol nas folhas, maior ventila\u00e7\u00e3o entre as plantas, que crescem mais distantes do solo, o que diminuiu o problema com umidade e melhora o manejo e a pulveriza\u00e7\u00e3o; ou seja, s\u00f3 tem vantagens. Estou sempre em contato com os pesquisadores e extensionistas para obter cada dia mais conhecimento, pois fiz a op\u00e7\u00e3o de ter uma produ\u00e7\u00e3o menor, mas com grande qualidade\u201d, avalia Alex, que trabalha no s\u00edtio ao lado do tio de 83 anos, comentando que a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 toda familiar. \u201cEu fiquei na propriedade, apesar de todas as intemp\u00e9ries, pois est\u00e1 no sangue trabalhar com uva\u201d, diz, o produtor de 36 anos, brincando que em suas veias corre suco de uva e enfatizando que, para obter sucesso na atividade e pre\u00e7os melhores no mercado, \u00e9 preciso profissionalismo, gest\u00e3o e ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias que aprimorem a qualidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"300\" src=\"\/cati\/wp-content\/uploads\/2020\/12\/Anderson20Tomasetto20Produtor20de20JundiaC3AD.jpg\" width=\"450\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Propriedades nutricionais da uva\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde as primeiras civiliza\u00e7\u00f5es, a uva \u00e9 representada como um importante alimento nas mais diversas culturas. Segundo estudos, a uva e seus derivados &#8211; vinho e suco-se destacam como alimentos saud\u00e1veis e funcionais. \u201cDo ponto de vista nutricional, s\u00e3o boas fontes de carboidratos, importantes no fornecimento de energia para o corpo, cont\u00eam vitaminas do complexo B, pequeno teor das vitaminas A e C, bem como dos minerais ferro, c\u00e1lcio, magn\u00e9sio, cobre e boas quantidades de pot\u00e1ssio. \u201cA uva tamb\u00e9m cont\u00e9m pectina, que \u00e9 uma fibra alimentar sol\u00favel que previne\u00a0o ac\u00famulo de colesterol no sangue e nas art\u00e9rias, controla o \u00edndice glic\u00eamico e promove a sensa\u00e7\u00e3o de saciedade. Especialmente nas cascas das uvas rosadas ou escuras, encontra-se uma mol\u00e9cula chamada resveratrol, que ajuda na preven\u00e7\u00e3o de trombose e protegem o sistema cardiovascular. Al\u00e9m disso, as propriedades antioxidantes da\u00a0uva e seus derivados\u00a0evitam a forma\u00e7\u00e3o de radicais livres e previnem contra algumas doen\u00e7as cr\u00f4nico-degenerativas\u201d, explica a nutricionista Beatriz CantusioPazinato, diretora da Divis\u00e3o de Extens\u00e3o Rural (Dextru\/CDRS), salientando que a fruta \u00e9 vers\u00e1til, podendo ser consumida in natura, como ingrediente em sobremesas e nas formas milenares de vinhos e sucos.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Curiosidades: Voc\u00ea sabia que&#8230;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8230; a uva Ni\u00e1gara Rosada tem colora\u00e7\u00e3o roxa e a Ni\u00e1gara Branca \u00e9 de colora\u00e7\u00e3o verde-amarelada? A explica\u00e7\u00e3o, segundo o pesquisador Jos\u00e9 Luiz Hernandes, do IAC, \u00e9 de que se convencionou na viticultura (cultivo de uva) classificar todas as variedades de uva em brancas, rosadas e tintas (as de colora\u00e7\u00e3o preta).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8230; a\u00a0uva Ni\u00e1gara foi batizada com este nome em homenagem \u00e0s Cataratas do Ni\u00e1gara, composta por tr\u00eas famosas quedas d\u2019\u00e1gua localizadas em um rio entre os lagos Erie e Ontario, sendo que a mais conhecida \u00e9 Horseshoe, a qual fica na divisa entre os Estados Unidos e o Canad\u00e1? Isso aconteceu, pois a uva \u00e9 origin\u00e1ria do Condado de Ni\u00e1gara (que fica pr\u00f3ximo \u00e0 essa divisa), no Estado de Nova York.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 tempo de uva Ni\u00e1gara! 29\/12\/2020 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Extens\u00e3o RuralColheitaCachos de uvauva r\u00fasticaVoc\u00ea sabia Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. 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