{"id":10314,"date":"2021-01-04T00:00:00","date_gmt":"2021-01-04T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/01\/04\/fapesp-empresas-e-governo-investem-r-348-milhoes-no-iac-para-alcancar-resultados-ineditos-nas-culturas-de-citros-cafe-e-cana-de-acucar\/"},"modified":"2021-01-04T00:00:00","modified_gmt":"2021-01-04T03:00:00","slug":"fapesp-empresas-e-governo-investem-r-348-milhoes-no-iac-para-alcancar-resultados-ineditos-nas-culturas-de-citros-cafe-e-cana-de-acucar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/01\/04\/fapesp-empresas-e-governo-investem-r-348-milhoes-no-iac-para-alcancar-resultados-ineditos-nas-culturas-de-citros-cafe-e-cana-de-acucar\/","title":{"rendered":"FAPESP, empresas e governo investem R$ 34,8 milh\u00f5es no IAC para alcan\u00e7ar resultados in\u00e9ditos nas culturas de citros, caf\u00e9 e cana-de-a\u00e7\u00facar"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog margin-bottom-40\">\n<h2>FAPESP, empresas e governo investem R$ 34,8 milh\u00f5es no IAC para alcan\u00e7ar resultados in\u00e9ditos nas culturas de citros, caf\u00e9 e cana-de-a\u00e7\u00facar<\/h2>\n<div class=\"blog-post-tags\">\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li><i class=\"fa fa-calendar\"><\/i> 04\/01\/2021<\/li>\n<li><i class=\"fa fa-pencil\"><\/i> Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-tags\">\n<li>\n<i class=\"fa fa-tags\"><\/i><br \/>\n<a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Instituto de Pesca\">Instituto de Pesca<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Instituto de Tecnologia de Alimentos\">Instituto de Tecnologia de Alimentos<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Instituto Agron\u00f4mico\">Instituto Agron\u00f4mico<\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li style=\"float: left;\">\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<div class=\"fb-share-button\" data-layout=\"button_count\" data-mobile_iframe=\"true\" data-size=\"large\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li><a class=\"twitter-share-button\" data-lang=\"en\"><\/a><br \/>\n<noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li>\n<div class=\"g-plus\" data-action=\"share\" data-annotation=\"bubble\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"blog-img\">\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"img-responsive center-block\" src=\"\/portal\/themes\/unify\/img\/noticias\/fapespiac.-kcv.jpg\"\/>\n<\/div>\n<p><p style=\"text-align: justify;\">Controle do HLB, caf\u00e9 naturalmente sem cafe\u00edna e cana resistente \u00e0 seca est\u00e3o entre os objetivos; Confira podcast sobre o assunto no\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/3n9CSwaZbw0SJrYD4j26Gb?si=0dyiOUM0QqSkpeV0gCWEJA\">Spotify<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/user-326872100-410422792\/saa-nucleos-de-pesquisas-orientadas-a-problemas\">SoundClound<\/a>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Instituto Agron\u00f4mico (IAC) acaba de ser contemplado com R$ 4.540 milh\u00f5es em edital da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa no Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP) dentro do N\u00facleo de Pesquisa Orientado a Problemas \u2013 SP (NPOP-IAC). Somam-se a esse montante outros R$ 4.470 milh\u00f5es da iniciativa privada e R$ 25.790 milh\u00f5es como contrapartida em infraestrutura e recursos humanos do Estado, totalizando R$ 34.800 milh\u00f5es. O objetivo das pesquisas que ser\u00e3o realizadas com esse aporte \u00e9 ampliar a base cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica para solu\u00e7\u00e3o de problemas bem definidos nas culturas de citros, caf\u00e9 e cana-de-a\u00e7\u00facar. Essas tr\u00eas importantes cadeias agr\u00edcolas ter\u00e3o o refor\u00e7o da biotecnologia para acelerar estudos que trar\u00e3o resultados in\u00e9ditos para a agricultura mundial. A maior celeridade ser\u00e1 proporcionada pelo m\u00e9todo de edi\u00e7\u00e3o de DNA, chamada CRISPR\/Cas9 (Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats), que significa Repeti\u00e7\u00f5es Palindr\u00f4micas Curtas Agrupadas e Regularmente Interespa\u00e7adas. Esta \u00e9 a tecnologia que rendeu o pr\u00eamio Nobel de Qu\u00edmica 2020 \u00e0s cientistas Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna, respons\u00e1veis pelo desenvolvimento da chamada \u201ctesoura gen\u00e9tica\u201d. \u00a0\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEssas tr\u00eas culturas foram escolhidas pela import\u00e2ncia que t\u00eam em S\u00e3o Paulo e no Brasil e pelo protagonismo do IAC no desenvolvimento de cultivares dessas esp\u00e9cies perenes e semi-perenes\u201d, conta a pesquisadora e l\u00edder do NPOP-IAC, Mari\u00e2ngela Cristofani Yaly. Os desafios foram definidos pelos pesquisadores em conjunto com os tr\u00eas setores de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e1rea de citros, o foco \u00e9 a doen\u00e7a conhecida como huanglongbing (HLB), considerada a mais devastadora nos pomares citr\u00edcolas no mundo. Na de caf\u00e9, o objetivo \u00e9 desenvolver cultivar de caf\u00e9 tipo ar\u00e1bica naturalmente desprovida de cafe\u00edna a fim de buscar saudabilidade e incluir o produto em novos mercados. Nos estudos com cana-de-a\u00e7\u00facar, pretende-se gerar cultivares com toler\u00e2ncia ao estresse h\u00eddrico e a pat\u00f3genos a partir do uso de edi\u00e7\u00e3o g\u00eanica em plantas geneticamente modificadas (transg\u00eanicas) e n\u00e3o geneticamente modificadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO conte\u00fado dos tr\u00eas projetos e a aprova\u00e7\u00e3o obtida mostram o alinhamento da ci\u00eancia agron\u00f4mica paulista com esse cen\u00e1rio de inova\u00e7\u00e3o e tecnologia de ponta, mundialmente reconhecida pelo Nobel 2020\u201d, afirma o diretor-geral do IAC, Marcos Ant\u00f4nio Machado. Para o gestor, \u00e9 necess\u00e1rio somar esfor\u00e7os nas pesquisas para o agro, aumentar a efici\u00eancia e otimizar estruturas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do NPOP-IAC, no edital da FAPESP chamado Ci\u00eancia Para o Desenvolvimento, tamb\u00e9m foi selecionado o NPOP do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) \u2013 NPOP-BIS, voltado a ingredientes saud\u00e1veis. Os dois projetos de pesquisa foram elaborados, avaliados e aprovados considerando os problemas espec\u00edficos para os quais se voltam as solu\u00e7\u00f5es a serem geradas com as pesquisas. Os recursos para esses dois NPOP de Institutos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de S\u00e3o Paulo, que s\u00e3o sede das pesquisas, somam R$ 69,6 milh\u00f5es, sendo R$ 7,240 milh\u00f5es da FAPESP, R$ 8,47 milh\u00f5es de empresas e R$ 53,89 milh\u00f5es do Estado, incluindo as infraestruturas e sal\u00e1rios de equipes. Tamb\u00e9m da Secretaria, o Instituto de Pesca (IP) participa do NPOP sediado pela USP e trabalhar\u00e1 na tem\u00e1tica Pescado para a Sa\u00fade. Este projeto contar\u00e1 com total de R$ 23,8 milh\u00f5es, sendo R$ 3,6 milh\u00f5es da FAPESP, R$ 6 milh\u00f5es de empresas e R$ 14,2 milh\u00f5es do Estado, incluindo as infraestruturas e sal\u00e1rios de equipes. De acordo com Mari\u00e2ngela, no NPOP-IAC, as equipes das tr\u00eas culturas est\u00e3o trabalhando com ferramentas da biotecnologia, utilizando t\u00e9cnicas semelhantes e haver\u00e1 ajuda m\u00fatua na busca por estrat\u00e9gias de cultivo que possam agregar valores. \u201cNo NPOP-IAC pretendemos agregar o que estamos fazendo para obter novas cultivares e nossos sistemas de produ\u00e7\u00e3o, a edi\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica ser\u00e1 a estrat\u00e9gia usadas para as tr\u00eas culturas\u201d, explica. Outra semelhan\u00e7a entre as tr\u00eas \u00e1reas \u00e9 a intera\u00e7\u00e3o com o setor privado em suas atividades cient\u00edficas. No caso dos citros, pretende-se chegar a uma planta editada para controle do HLB, com porta-enxerto que induza a copa a um tamanho reduzido, resultando em sustentabilidade e redu\u00e7\u00e3o do custo de produ\u00e7\u00e3o. Em citros, s\u00e3o considerados a variedade copa, parte a\u00e9rea da planta, e o porta-enxerto, que fica sob o solo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo o esfor\u00e7o ser\u00e1 em busca de solu\u00e7\u00f5es para o HLB ou Greening, visto que n\u00e3o existe, at\u00e9 o momento, variedade tolerante. As equipes ter\u00e3o tr\u00eas linhas de atua\u00e7\u00e3o. Na primeira, ser\u00e3o avaliados citros geneticamente modificados (GM) em ensaios de campo, que j\u00e1 est\u00e3o em andamento. A segunda linha ter\u00e1 edi\u00e7\u00e3o g\u00eanica por CRISPR para silenciar genes associados \u00e0 resposta de hipersensibilidade da planta \u00e0 infec\u00e7\u00e3o pela bact\u00e9ria do HLB. Essa a\u00e7\u00e3o possibilitar\u00e1 o desenvolvimento de variedades copa resistentes ao HLB. Espera-se, ao final de cinco anos, ter uma planta editada com as caracter\u00edsticas de toler\u00e2ncia ao HLB, qualidade de fruta, aspecto e sabor desejados. Esta etapa j\u00e1 est\u00e1 em andamento no IAC. A terceira linha de atua\u00e7\u00e3o ser\u00e1 o uso de porta-enxertos citrandarins (h\u00edbridos de tangerinas com Poncirus trifoliata), obtidos no programa de melhoramento de citros do IAC. Esses materiais t\u00eam toler\u00e2ncia ao HLB, isto \u00e9, reduzem o impacto da doen\u00e7a, al\u00e9m de diminu\u00edrem o tamanho da copa da planta, caracter\u00edstica muito demandada pelo setor citr\u00edcola.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA equipe de citros do IAC j\u00e1 tem as variedades de porta-enxertos ananicantes e eles t\u00eam bons resultados\u201d, adianta Mari\u00e2ngela. Por conta dos prazos, o fato de o IAC j\u00e1 ter parte desses estudos em andamento ir\u00e1 colaborar bastante com a conclus\u00e3o. Isso porque, como os citros s\u00e3o perenes, s\u00e3o necess\u00e1rios quatro anos, ap\u00f3s o plantio, para iniciar as avalia\u00e7\u00f5es; e outros quatro anos para analisar as performances completas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a pesquisadora do IAC, Alessandra Alves de Souza, o IAC j\u00e1 tem ogene discover,a descoberta dos genes, e a equipe j\u00e1 sabe quais genes s\u00e3o realmente importantes, quais s\u00e3o ostop genes, que possam ser editados atrav\u00e9s dos CRISPR. \u201cIsso requer tempo e n\u00f3s j\u00e1 temos\u201d, ressalta. A equipe descobriu genes associados com suscetibilidade e resist\u00eancia da planta ao HLB. Esses genes ser\u00e3o utilizados na edi\u00e7\u00e3o de citros. \u201cJ\u00e1 temos um background: temos ogene discover, j\u00e1 temos constru\u00e7\u00f5es em andamento, estamos aplicando a tecnologia em laborat\u00f3rios e o trabalho j\u00e1 foi publicado em revista internacional de alto impacto\u201d, enumera Alessandra. Os primeiros testes com as plantas com os vetores para CRISPR j\u00e1 est\u00e3o em andamento, h\u00e1 algumas plantas com as primeiras transforma\u00e7\u00f5es, mas a obten\u00e7\u00e3o da planta editada ainda requer tempo e pesquisa. Da\u00ed a relev\u00e2ncia dos investimentos a serem feitos nos pr\u00f3ximos cinco anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Alessandra, esses estudos envolvem testes de novos produtos em campo e trabalhos de pesquisa em laborat\u00f3rio. \u201cAplicamos o produto na planta e avaliamos a a\u00e7\u00e3o da mol\u00e9cula em rela\u00e7\u00e3o ao HLB, vamos verificar se d\u00e1 certo e porque d\u00e1 certo, assim \u00e9 poss\u00edvel elucidar os processos envolvidos no controle do HLB e como indutor de resist\u00eancia\u201d, explica.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dentre os benef\u00edcios que as pesquisas trar\u00e3o, est\u00e3o a disponibiliza\u00e7\u00e3o de variedades copa e porta-enxertos mais tolerantes ao HLB. \u201cPara a pesquisa, possibilitar\u00e1 o estabelecimento de uma tecnologia relevante e revolucion\u00e1ria que permite editar o genoma, sendo que as plantas n\u00e3o s\u00e3o caracterizadas como transg\u00eanicas\u201d, explica Mari\u00e2ngela. Ter\u00e3o tamb\u00e9m porta-enxertos que induzem ao menor porte da variedade copa para um novo sistema de produ\u00e7\u00e3o na citricultura. Alguns dos porta-enxertos ananicantes est\u00e3o conferindo naturalmente \u00e0 copa da planta a toler\u00e2ncia ao HLB.\u00a0 Isso\u00a0ser\u00e1 importante para os citricultores, pois esta \u00e9 a doen\u00e7a mais devastadora dos citros, para a qual n\u00e3o existem variedades resistentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNovas tecnologias dever\u00e3o ser desenvolvidas, possibilitando o manejo sustent\u00e1vel da citricultura, com menor aplica\u00e7\u00e3o de defensivos agr\u00edcolas, melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho aos colhedores e utiliza\u00e7\u00e3o de colheita mecanizada, quando poss\u00edvel\u201d, afirma. Essas solu\u00e7\u00f5es contemplam benef\u00edcios sociais, ambientais e econ\u00f4micos, que poder\u00e3o resultar desses estudos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil \u00e9 o maior produtor mundial de laranja, o estado de S\u00e3o Paulo \u00e9 l\u00edder em produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o mundial de suco. Nos pomares brasileiros, s\u00e3o IAC 90% das cultivares copa e 95% de porta-enxertos. O valor bruto de produ\u00e7\u00e3o do setor citr\u00edcola \u00e9 de R$ 14 bilh\u00f5es, por ano. Os desafios do setor s\u00e3o sustentabilidade e controle do huanglongbing (HLB).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Tr\u00edplice h\u00e9lice de inova\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com estrat\u00e9gias biotecnol\u00f3gicas e gen\u00f4micas para qualidade, produtividade e manejo sustent\u00e1vel de citros, caf\u00e9 e cana-de-a\u00e7\u00facar no Estado de S\u00e3o Paulo, esta proposta traz tamb\u00e9m um modelo in\u00e9dito de gest\u00e3o, envolvendo institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e ensino, empresas e universidades do exterior, chamado tr\u00edplice h\u00e9lice de inova\u00e7\u00e3o. Trata-se de uma novidade na gest\u00e3o da pesquisa cient\u00edfica. \u201cOs NPOP se caracterizam por pesquisa avan\u00e7ada em parceria com a iniciativa privada e com institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e ensino internacionais\u201d, afirma Mari\u00e2ngela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Empresas dos setores citr\u00edcola, cafeeiro e sucroenerg\u00e9tico est\u00e3o investindo em parceria nesse novo modelo de desenvolvimento tecnol\u00f3gico. As parceiras do NPOP-IAC s\u00e3o: Amazon e Cia Camp, Daterra, Corteva, Biovertis e GrandBio, Citrosuco, Agroterenas, Solo Sagrado e Jacto. Outras empresas poder\u00e3o aderir ao projeto ao longo dos cinco anos de execu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A miss\u00e3o desse modelo de ci\u00eancia \u00e9 integrar compet\u00eancias, infraestrutura, conhecimento, bases gen\u00e9ticas em projetos disruptivos com gen\u00f4mica e biotecnologia para a solu\u00e7\u00e3o de problemas nessas tr\u00eas culturas em que o Brasil \u00e9 l\u00edder de produ\u00e7\u00e3o mundial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Todo o trabalho ser\u00e1 feito em colabora\u00e7\u00e3o com a participa\u00e7\u00e3o de equipe multidisciplinar, com cerca de 200 cientistas de diversas \u00e1reas do conhecimento e pluri-institucional. Participam junto ao IAC: Instituto de Economia Agr\u00edcola (IEA), ESALQ\/USP, UNIFESP, FFCLR\/USP, Embrapa, Universidade da Fl\u00f3rida, nos Estados Unidos, MaxPlant Institute, na Alemanha, e Universidade de Queensland, na Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Capacita\u00e7\u00e3o no sistema \u00e1gil<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o objetivo de capacitar as equipes com novas metodologias que proporcionam alinhamento ao mercado, essas institui\u00e7\u00f5es de pesquisa e ensino envolvidas nos NPOP da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de S\u00e3o Paulo passaram pelo treinamento de gest\u00e3o \u00e1gil, composto por 120 horas, ao longo de seis meses. Cientistas e profissionais que os apoiam aprenderam sobre as metodologiasDesign Thinking, MVT (Tecnologia M\u00ednima Vi\u00e1vel) eScrum. No Brasil, essas equipes dos NPOP est\u00e3o entre os primeiros a recorrer a esse sistema. Os grupos tamb\u00e9m definiram valores, vis\u00e3o, identidade e miss\u00e3o dos N\u00facleos e elaboraram o regimento interno. Tudo em conjunto com as empresas parceiras.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>IAC recorre \u00e0 \u201ctesoura gen\u00e9tica\u201d para desenvolver caf\u00e9 sem cafe\u00edna<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0NPOP-IAC Caf\u00e9 est\u00e1 relacionado ao desenvolvimento de cultivares naturalmente sem cafe\u00edna \u2013 totalmente desprovidos de cafe\u00edna ou com baix\u00edssimos \u00edndices<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e1rea de caf\u00e9, a pesquisa dentro do N\u00facleo de Pesquisa Orientado a Problemas \u2013 SP (NPOP-IAC) \u00e9 direcionada ao desenvolvimento de uma cultivar de caf\u00e9 tipo ar\u00e1bica sem cafe\u00edna. A equipe prop\u00f4s um m\u00e9todo alternativo de obten\u00e7\u00e3o de uma cultivar naturalmente desprovida de cafe\u00edna. Esse m\u00e9todo \u00e9 o de edi\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica, com o uso da metodologia CRISPR\/Cas9, que consiste no silenciamento do gene respons\u00e1vel pela s\u00edntese de cafe\u00edna nas plantas. \u201cEssa tecnologia ser\u00e1 adotada para bloquear a s\u00edntese de cafe\u00edna em uma variedade comercial, que j\u00e1 re\u00fane atributos agron\u00f4micos e industriais desej\u00e1veis\u201d, explica o pesquisador do IAC, Oliveiro Guerreiro Filho.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao inv\u00e9s de transferir esta caracter\u00edstica de cafeeiros silvestres, n\u00e3o cultivados, para uma variedade produtiva e resistente, a equipe ir\u00e1 trabalhar em uma variedade comercial, j\u00e1 dotada de boas caracter\u00edsticas e, por meio da edi\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica, bloquear nela a s\u00edntese da cafe\u00edna.\u00a0 \u201cIsso \u00e9 fazer edi\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica, \u00e9 como se, ao editar um texto,\u00a0o DNA equivalesse a uma frase e dentro desta frase fosse alterada uma letra\u201d, simplifica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Guerreiro, h\u00e1 dois caminhos que levam ao mesmo resultado:\u00a0 um deles \u00e9 o melhoramento gen\u00e9tico cl\u00e1ssico, que requer de 25 a 30 anos para obter resultados; e o outro \u00e9 a edi\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica.\u00a0Este novo m\u00e9todo serve para resolver diversos problemas existentes nas diferentes esp\u00e9cies cultivadas e de interesse econ\u00f4mico. \u201cNeste caso, a tecnologia ser\u00e1 usada para atribuir baixo \u00edndice de cafe\u00edna a uma cultivar de caf\u00e9; \u00e9 como se houvesse um interruptor capaz de desligar o gene que produz cafe\u00edna\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como isso funciona: existe um determinado gene que \u00e9 respons\u00e1vel pela s\u00edntese da cafe\u00edna, chamado gene da cafe\u00edna sintase &#8211; ele transforma a teobromina em cafe\u00edna nas plantas. \u201cQuando n\u00f3s editamos esse gene, mudamos o c\u00f3digo gen\u00e9tico, ele deixa de sintetizar a cafe\u00edna, deixa de transformar a teobromina em cafe\u00edna nos gr\u00e3os, e a planta deixa de produzir cafe\u00edna\u201d, explica Guerreiro. N\u00e3o existe no mercado um caf\u00e9 naturalmente descafeinado. A maior parte do caf\u00e9 descafeinado presente no mercado \u00e9 obtida por meio de processos qu\u00edmicos, que alteram tamb\u00e9m o aroma e o sabor da bebida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNossa proposta \u00e9 usar a edi\u00e7\u00e3o gen\u00f4mica em cultivares comerciais com o objetivo de obter plantas com gr\u00e3os desprovidos de cafe\u00edna, como uma estrat\u00e9gia alternativa \u00e0 sele\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, tamb\u00e9m conduzida pelo IAC. Partindo de uma cultivar comercial, produtiva, vigorosa, resistente a pragas e doen\u00e7as e que receber\u00e1 o gene que atribui a caracter\u00edstica aos gr\u00e3os naturalmente desprovidos de cafe\u00edna\u201d, detalha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pesquisador explica que essa mesma tecnologia\u00a0se desdobra e poder\u00e1 ser\u00a0usada para obter, por exemplo, cultivares resistentes \u00e0 determinada praga ou doen\u00e7a.\u00a0 Estima-se que em cinco anos a equipe ter\u00e1 a planta de caf\u00e9 editada com baixo \u00edndice de cafe\u00edna.\u00a0 A partir desse resultado ter\u00e1 in\u00edcio uma nova etapa da pesquisa com avalia\u00e7\u00f5es de plantas editadas em casa de vegeta\u00e7\u00e3o e campo. Ci\u00eancia \u00e9 trajet\u00f3ria de longo prazo, ainda que os avan\u00e7os viabilizem atalhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>10% do caf\u00e9 consumido mundialmente s\u00e3o descafeinados<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O caf\u00e9 re\u00fane f\u00e3s pelo mundo. Mas nem todo consumidor lida bem com a cafe\u00edna, fato que levou ao crescimento do mercado de caf\u00e9 descafeinado. Cerca de 10% do caf\u00e9 consumido mundialmente t\u00eam essa caracter\u00edstica. A expans\u00e3o de caf\u00e9s especiais tamb\u00e9m ampliou a demanda pela bebida com baixo teor de cafe\u00edna. Mas o desenvolvimento de uma cultivar de caf\u00e9 ar\u00e1bica naturalmente desprovida de cafe\u00edna \u00e9 uma demanda antiga.\u00a0 No entanto, a \u201caus\u00eancia de cafe\u00edna\u201d nos gr\u00e3os havia sido relatada apenas em esp\u00e9cies de cafeeiros n\u00e3o cultivadas, end\u00eamicas de Madagascar, e a ci\u00eancia brasileira n\u00e3o tinha acesso a estes recursos gen\u00e9ticos. \u00c9 o que conta o pesquisador do IAC, Oliveiro Guerreiro Filho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sem ter como transferir esta caracter\u00edstica para o caf\u00e9 ar\u00e1bica, por falta de acesso \u00e0s esp\u00e9cies Malgaxes, foi necess\u00e1rio garimpar exaustivamente no banco de germoplasma do IAC, em Campinas, plantas com essa caracter\u00edstica.\u00a0 A busca, liderada pela pesquisadora do IAC, Maria Bernadete Silvarolla, deu resultado e, em 2003, pesquisadores do Instituto encontraram na cole\u00e7\u00e3o de cafeeiros caf\u00e9 ar\u00e1bica, origin\u00e1ria da Eti\u00f3pia, plantas com \u2018baixo teor de cafe\u00edna\u2019.\u00a0 Essa descoberta facilitaria a transfer\u00eancia da caracter\u00edstica desejada, j\u00e1 que \u00e9 mais f\u00e1cil transferir genes, por meio de cruzamentos, entre plantas de uma mesma esp\u00e9cie.\u00a0A conquista foi veiculada pela revista Nature,\u00a0publica\u00e7\u00e3o de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica mais citada do mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir dessa descoberta, o desenvolvimento de uma variedade de caf\u00e9 naturalmente com baixo teor de cafe\u00edna seria feito pelo m\u00e9todo cl\u00e1ssico de melhoramento gen\u00e9tico, isto \u00e9, com hibrida\u00e7\u00f5es e sele\u00e7\u00f5es sucessivas.\u00a0 Com essa estrat\u00e9gia, os cientistas transferem os genes das plantas e selecionam os descendentes com as caracter\u00edsticas desejadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse m\u00e9todo tradicional de sele\u00e7\u00e3o vem sendo conduzido no IAC desde 2003\/2004, pois embora pertencentes \u00e0 mesma esp\u00e9cie, os cafeeiros originais identificados com baixa cafe\u00edna n\u00e3o reuniam o perfil comercial necess\u00e1rio para serem imediatamente cultivados, apresentando baixa produtividade e vigor vegetativo, al\u00e9m de serem suscet\u00edveis a doen\u00e7as e pragas, com a maior parte de nossas cultivares. \u201cA ideia ent\u00e3o foi aproveitar somente a caracter\u00edstica de interesse e transferi-la para uma variedade mais produtiva e com boa qualidade de bebida\u201d, explica Guerreiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O longo per\u00edodo de sele\u00e7\u00e3o de uma cultivar de caf\u00e9 se explica por algumas particularidades relacionadas \u00e0 natureza perene da esp\u00e9cie e \u00e0 necessidade de avalia\u00e7\u00e3o das gera\u00e7\u00f5es mais avan\u00e7adas em ambientes distintos. \u201cA nova cultivar deve ser est\u00e1vel, ou seja, sempre do mesmo jeito, em qualquer ambiente cultivado\u201d, explica Guerreiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cerca de 90% do parque cafeeiro brasileiro de caf\u00e9 ar\u00e1bica s\u00e3o compostos por cultivares desenvolvidas pelo Instituto Agron\u00f4mico. O Estado de S\u00e3o Paulo \u00e9 o maior consumidor, processador e exportador do Brasil, que \u00e9 o maior produtor mundial de caf\u00e9. O setor cafeeiro nacional movimenta o valor bruto de produ\u00e7\u00e3o de R$ 25 bilh\u00f5es, por ano. Os principais desafios s\u00e3o a qualidade da bebida, o mercado de caf\u00e9s especiais e a sustentabilidade da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>NPOP-IAC na \u00e1rea de cana-de-a\u00e7\u00facar envolve aumento de biomassa, toler\u00e2ncia \u00e0 seca, resist\u00eancia ao carv\u00e3o e modifica\u00e7\u00e3o da parede celular<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na \u00e1rea de cana-de-a\u00e7\u00facar, o NPOP-IAC objetiva gerar produtos biotecnol\u00f3gicos, com foco em transgenia, a partir de resultados de uma d\u00e9cada de pesquisa desenvolvidas pelo Instituto Agron\u00f4mico (IAC). O objetivo \u00e9 tornar o setor sucroenerg\u00e9tico mais sustent\u00e1vel e competitivo, partindo de resultados de pesquisas cient\u00edficas j\u00e1 desenvolvidas no Instituto Agron\u00f4mico. A equipe ir\u00e1 desenvolver variedades de cana-de-a\u00e7\u00facar e cana-energia transg\u00eanicas que apresentem aumento de produtividade, toler\u00e2ncia \u00e0 seca, plantas resistentes ao fungo do carv\u00e3o e modifica\u00e7\u00e3o de parede celular para produ\u00e7\u00e3o de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA equipe do IAC identificou genes funcionalmente associados \u00e0 toler\u00e2ncia a seca\u00a0\u00a0 que, quando superexpressos em plantas transg\u00eanicas, tamb\u00e9m foram capazes de aumentar a produtividade em condi\u00e7\u00f5es de estresse h\u00eddrico. Tamb\u00e9m identificou genes envolvidos na composi\u00e7\u00e3o da biomassa lignocelul\u00f3sica, de forma a viabilizar a produ\u00e7\u00e3o de etanol celul\u00f3sico ou etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o\u201d, explica a pesquisadora do IAC, Silvana Aparecida Creste Dias de Souza.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a cientista, apesar do potencial energ\u00e9tico existente na cana para produ\u00e7\u00e3o de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o a partir da biomassa vegetal, sua convers\u00e3o em biocombust\u00edveis ainda enfrenta obst\u00e1culos t\u00e9cnicos e econ\u00f4micos. A lignina, um componente estrutural da parede celular vegetal, dificulta o processo de sacarifica\u00e7\u00e3o e obten\u00e7\u00e3o deste biocombust\u00edvel. Para obter elevados rendimentos de produtividade, que torne o processo economicamente rent\u00e1vel, \u00e9 necess\u00e1rio um aperfei\u00e7oamento da mat\u00e9ria-prima. \u201cNossa equipe tem prospectado genes capazes de superar esse gargalo desde 2008, e, atualmente, v\u00e1rios genes identificados podem ser utilizados em abordagens de engenharia gen\u00e9tica, a fim de alterar o conte\u00fado e\/ou a composi\u00e7\u00e3o da lignina e de outros componentes da parede celular, por meio de produ\u00e7\u00e3o de plantas transg\u00eanicas\u201d, explica a pesquisadora do IAC.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os resultados alcan\u00e7ar\u00e3o toda a cadeia de produ\u00e7\u00e3o do setor sucroenerg\u00e9tico e tamb\u00e9m as pesquisas nessa \u00e1rea. \u201cO setor ser\u00e1 beneficiado por ter acesso a tecnologias robustas para aumento de produtividade da cana-de-a\u00e7\u00facar e melhoria da qualidade da mat\u00e9ria-prima da cana-energia para ind\u00fastria de etanol 2G\u201d, resume Silvana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a cientista, a toler\u00e2ncia \u00e0 seca tem sido uma caracter\u00edstica priorizada pelos programas de melhoramento de culturas agr\u00edcolas em todo o mundo. \u201cAl\u00e9m da necessidade de produzir mais com menos \u00e1gua, essa caracter\u00edstica reduz a competi\u00e7\u00e3o de \u00e1gua na agricultura com o humano\u201d, completa. Al\u00e9m disso, completa a pesquisadora, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais t\u00eam trazido uma imprevis\u00e3o na ocorr\u00eancia das chuvas, fazendo com que os veranicos ocorram nas esta\u00e7\u00f5es mais chuvosas, como no ver\u00e3o brasileiro. Por exemplo, na safra de 2018, o veranico que ocorreu no in\u00edcio do ano, na regi\u00e3o Centro-Sul, reduziu em 6% a produtividade dos canaviais. \u201cIsso parece pouco, mas equivale \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar no estado do Paran\u00e1 naquele ano, de aproximadamente 36 milh\u00f5es de toneladas\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando os benef\u00edcios para o ambiente, as tecnologias a serem geradas permitir\u00e3o aumentar a produtividade com economia no uso da \u00e1gua, al\u00e9m de verticalizar a produ\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, proporcionar maior produtividade por \u00e1rea. \u201cTemos plantas transg\u00eanicas de cana energia em experimenta\u00e7\u00e3o a campo que est\u00e3o apresentando at\u00e9 40% a mais na produtividade, afirma.\u00a0\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Silvana, o carv\u00e3o \u00e9 uma das principais doen\u00e7as f\u00fangicas na canavicultura. O controle qu\u00edmico n\u00e3o \u00e9 uma estrat\u00e9gia economicamente vi\u00e1vel, de forma que a melhor forma de manejo \u00e9 o uso de variedades resistentes.\u00a0 No entanto, a doen\u00e7a apresenta intera\u00e7\u00e3o com o ambiente e, \u00e0s vezes, uma variedade apresenta resist\u00eancia num determinado ambiente e n\u00e3o o faz em outro. \u201cSegundo a literatura, para cada 1% de planta infectada, estima-se 0,89% de perda na produtividade. Apesar de ser uma doen\u00e7a que os programas de melhoramento est\u00e3o atuando bastante, das 22 cultivares mais cultivadas no Brasil, 16 apresentam algum n\u00edvel de suscetibilidade ao carv\u00e3o\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse cen\u00e1rio, o IAC desenvolve pesquisa com carv\u00e3o e atualmente existem v\u00e1rios genes promissores que poder\u00e3o ser usados no desenvolvimento de tecnologias disruptivas para resist\u00eancia ao carv\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO interessante de nossas pesquisas \u00e9 que n\u00e3o estamos reinventando a roda mas, sim, avan\u00e7ando no desenvolvimento de tecnologias que promover\u00e3o uma canavicultura mais sustent\u00e1vel e economicamente vi\u00e1vel\u201d, comenta. Atualmente h\u00e1 tr\u00eas pedidos de propriedade intelectual depositados no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI). H\u00e1 experimentos com canas geneticamente modificadas para melhoria de conte\u00fado e qualidade de biomassa para etanol celul\u00f3sico. As plantas est\u00e3o em avalia\u00e7\u00e3o experimental a campo, por meio da libera\u00e7\u00e3o planejada no ambiente aprovada pela Comiss\u00e3o T\u00e9cnica Nacional de Biosseguran\u00e7a (CTNBio), em projeto de parceria p\u00fablico-privada com a Granbio. \u201cEm cinco anos de projeto, a equipe pretende dispor de gen\u00f3tipos elites, portanto as tecnologias propriet\u00e1rias do IAC em campo, com vistas \u00e0 libera\u00e7\u00e3o comercial\u201d, diz. O estudo ser\u00e1 conduzido no Centro de Cana do IAC, em Ribeir\u00e3o Preto, que disp\u00f5e de infraestrutura e equipe t\u00e9cnica qualificada para o desenvolvimento do projeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A equipe tamb\u00e9m pretende atuar na edi\u00e7\u00e3o g\u00eanica em cana. \u201cApesar dessa tecnologia prometer pavimentar o caminho da agricultura futuro, ela ainda apresenta desafios enormes na \u00e1rea de cana que precisam ser superados e, nesse projeto, pretendemos avan\u00e7ar no aprendizado e dom\u00ednio dessa tecnologia em cana de forma a estabelecer uma plataforma de edi\u00e7\u00e3o g\u00eanica no IAC\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FAPESP, empresas e governo investem R$ 34,8 milh\u00f5es no IAC para alcan\u00e7ar resultados in\u00e9ditos nas culturas de citros, caf\u00e9 e cana-de-a\u00e7\u00facar 04\/01\/2021 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Instituto de PescaInstituto de Tecnologia de AlimentosInstituto Agron\u00f4mico Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. 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