{"id":10294,"date":"2021-01-19T00:00:00","date_gmt":"2021-01-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/01\/19\/carrapato-do-bovino-e-preciso-estar-atento-a-varios-fatores-para-um-controle-efetivo-do-parasita-no-rebanho-leiteiro\/"},"modified":"2021-01-19T00:00:00","modified_gmt":"2021-01-19T03:00:00","slug":"carrapato-do-bovino-e-preciso-estar-atento-a-varios-fatores-para-um-controle-efetivo-do-parasita-no-rebanho-leiteiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/01\/19\/carrapato-do-bovino-e-preciso-estar-atento-a-varios-fatores-para-um-controle-efetivo-do-parasita-no-rebanho-leiteiro\/","title":{"rendered":"Carrapato do bovino: \u00e9 preciso estar atento a v\u00e1rios fatores para um controle efetivo do parasita no rebanho leiteiro"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog margin-bottom-40\">\n<h2>Carrapato do bovino: \u00e9 preciso estar atento a v\u00e1rios fatores para um controle efetivo do parasita no rebanho leiteiro<\/h2>\n<div class=\"blog-post-tags\">\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li><i class=\"fa fa-calendar\"><\/i> 19\/01\/2021<\/li>\n<li><i class=\"fa fa-pencil\"><\/i> Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-tags\">\n<li>\n<i class=\"fa fa-tags\"><\/i><br \/>\n<a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Bovinocultura\">Bovinocultura<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Controle biol\u00f3gico\">Controle biol\u00f3gico<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=pesquisa cient\u00edfica\">pesquisa cient\u00edfica<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=carrapato-estrela\">carrapato-estrela<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=carrapato-do-cavalo\">carrapato-do-cavalo<\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li style=\"float: left;\">\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<div class=\"fb-share-button\" data-layout=\"button_count\" data-mobile_iframe=\"true\" data-size=\"large\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li><a class=\"twitter-share-button\" data-lang=\"en\"><\/a><br \/>\n<noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li>\n<div class=\"g-plus\" data-action=\"share\" data-annotation=\"bubble\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"blog-img\">\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"img-responsive center-block\" src=\"\/portal\/themes\/unify\/img\/noticias\/13378-493889182739bb18607ack.-f63.jpg\"\/>\n<\/div>\n<p><p style=\"text-align: justify;\">Secretaria de Agricultura orienta pecuaristas e desenvolve estudos para controle do carrapato com o uso de produto natural e controle biol\u00f3gico<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os carrapatos apresentam ampla distribui\u00e7\u00e3o no Brasil, com diversas esp\u00e9cies descritas at\u00e9 o momento, afetando tanto os animais de companhia quanto os animais de produ\u00e7\u00e3o. Entre as esp\u00e9cies que afetam os animais, o carrapato-estrela ou carrapato-do-cavalo (Amblyomma cajennense) \u00e9 muito conhecido pela popula\u00e7\u00e3o rural, por apresentar baixa seletividade quanto aos seus hospedeiros, parasitando outros animais, como cachorros e capivaras e at\u00e9 mesmo o ser humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto para a bovinocultura, em especial a leiteira, o mais problem\u00e1tico dos carrapatos \u00e9 o \u201ccarrapato do bovino\u201d (Rhipicephalus (Boophilus) microplus), figurando entre os principais ectoparasitas (parasitas externos) da cultura. O m\u00e9dico veterin\u00e1rio Cl\u00e1udio Camacho Pereira Menezes, da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustent\u00e1vel (CDRS) e membro da Comiss\u00e3o T\u00e9cnica de Bovinocultura de Leite da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, explica: \u201cA bovinocultura de corte brasileira ainda \u00e9 predominantemente composta por animais com elevado grau de sangue de linhagens zebu\u00ednas, com destaque para ra\u00e7a Nelore, geneticamente muito resistente \u00e0s infesta\u00e7\u00f5es por carrapatos. J\u00e1 na leiteira, predominam animais mesti\u00e7os oriundos de cruzamentos com linhagens taurinas, em especial da ra\u00e7a holandesa, mais sens\u00edveis \u00e0s infesta\u00e7\u00f5es por carrapatos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por esse motivo, os carrapatos representam um grande desafio aos pecuaristas de leite, j\u00e1 que muitos s\u00e3o pequenos propriet\u00e1rios e t\u00eam na atividade leiteira a principal renda econ\u00f4mica da fam\u00edlia e que pode ser drasticamente afetada por este parasita, trazendo preju\u00edzos \u00e0 sa\u00fade dos animais do rebanho e, consequentemente, \u201cao bolso\u201d do produtor. Grandes infesta\u00e7\u00f5es reduzem a capacidade de produ\u00e7\u00e3o de leite e podem levar bezerros \u00e0 morte por anemia. S\u00e3o danos econ\u00f4micos, ambientais e \u00e0 sa\u00fade dos animais e das pessoas que trabalham com eles. \u201cEmbora a mosca- dos-est\u00e1bulos, que tamb\u00e9m afeta muito o gado leiteiro, costume apresentar quadros de maior gravidade, o carrapato do bovino representa, ao longo de todo ano, um problema grave e maior\u201d, afirma Camacho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entender o ciclo biol\u00f3gico \u00e9 fundamental para o controle<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As grandes infesta\u00e7\u00f5es se devem, em grande parte, ao ciclo biol\u00f3gico do Rhipicephalus (Boophilus) microplus, que \u00e9 diferente de outras esp\u00e9cies. Ele \u00e9 mon\u00f3xeno, ou seja, tem um \u00fanico hospedeiro durante toda a sua vida parasit\u00e1ria, enquanto outras esp\u00e9cies t\u00eam at\u00e9 tr\u00eas ciclos de vida em diferentes hospedeiros, como o carrapato-estrela.<\/p>\n<div class=\"caption left\" style=\"text-align: justify;\"><\/p>\n<p>Animal infestado por carrapatos<\/p>\n<p><\/img><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Boa parte da vida dessa esp\u00e9cie \u00e9 parasit\u00e1ria, assim, ainda na fase larval, quando s\u00e3o conhecidos como \u201cmicuins\u201d, aguardam o momento prop\u00edcio para iniciar a vida parasit\u00e1ria. Isto inclui fatores como clima favor\u00e1vel, quente e \u00famido, a passagem de um hospedeiro, que \u00e9 sentida pelo deslocamento de ar e respira\u00e7\u00e3o do animal. Encontrado o hospedeiro, eles rapidamente \u201csobem\u201d no animal, encontram um vaso sangu\u00edneo e come\u00e7am a se alimentar. Durante o ciclo de vida, os carrapatos passam por tr\u00eas metamorfoses, fazendo mudas de casca (ecdise), todas no corpo do bovino, diferentemente de outras esp\u00e9cies de carrapatos que apresentam outros est\u00e1gios de metamorfose, descendo do corpo do animal para encontrar outros hospedeiros. Mesmo ap\u00f3s a defini\u00e7\u00e3o em machos e f\u00eameas, o carrapato do bovino continua seu h\u00e1bito mon\u00f3xeno. Enquanto as f\u00eameas ingurgitadas v\u00e3o ao solo para a postura, os machos procuram outras f\u00eameas para fecundar, ou seja, o poder de infesta\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie \u00e9 ainda maior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os carrapatos machos s\u00e3o menores, os grandes s\u00e3o as f\u00eameas ingurgitadas, ou seja, que foram fecundadas e est\u00e3o cheias de ovos. Estas, ap\u00f3s completar o ciclo se alimentando do sangue do animal, caem ao solo encerrando a vida parasit\u00e1ria. Ao ca\u00edrem nas pastagens, procuram o melhor local para prote\u00e7\u00e3o dos ovos, como as moitas de capim, abrigadas do sol. Tamb\u00e9m podem sobreviver no solo por alguns dias, at\u00e9 encontrarem as condi\u00e7\u00f5es ideais de clima e temperatura para realizar a postura. A m\u00e9dia \u00e9 de tr\u00eas mil ovos por f\u00eamea, por\u00e9m existem trabalhos que falam em dois e at\u00e9 quatro mil ovos. \u201cAo imaginar que cada f\u00eamea tem a capacidade de originar tr\u00eas mil novos carrapatos, \u00e9 poss\u00edvel entender como a infesta\u00e7\u00e3o pode ocorrer e se alastrar rapidamente; por isso, toda a aten\u00e7\u00e3o do pecuarista ao ciclo biol\u00f3gico do carrapato \u00e9 necess\u00e1ria\u201d, ensina o veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em aproximadamente 30 dias ap\u00f3s a postura, os ovos eclodem, originando os micuins, que s\u00e3o as larvas do carrapato. Eles v\u00e3o subir at\u00e9 a ponta das folhas das pastagens nas horas frescas do dia, esperar a passagem de um animal e ent\u00e3o dar\u00e3o in\u00edcio \u00e0 vida parasit\u00e1ria. O ciclo parasit\u00e1rio, a partir da fixa\u00e7\u00e3o do micuim no bovino at\u00e9 o desprendimento da f\u00eamea ingurgitada, dura cerca de 22 dias. Isso quer dizer que a cada 22 dias mais tr\u00eas mil novos carrapatos estar\u00e3o aptos a se alimentarem do sangue dos animais, em especial bovinos \u2012 mas tamb\u00e9m cervos e outros mam\u00edferos que por acaso passarem pelo local \u2012, causando s\u00e9rios e graves preju\u00edzos \u00e0 atividade leiteira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro pormenor que aumenta a capacidade de infesta\u00e7\u00e3o \u00e9 que o macho dessa esp\u00e9cie continua a sua vida parasit\u00e1ria fecundando outras f\u00eameas e contribuindo para o aumento da popula\u00e7\u00e3o. \u201cPor isso, quando h\u00e1 infesta\u00e7\u00e3o, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 fazer um banho carrapaticida a cada 20 ou 21 dias, para quebrar o ciclo; se a aplica\u00e7\u00e3o for feita com 30 dias, j\u00e1 n\u00e3o dar\u00e1 os resultados esperados\u201d, diz Cl\u00e1udio Camacho Menezes. O ciclo pode ficar um pouco mais curto de acordo com as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Por exemplo, muito calor e seca n\u00e3o s\u00e3o bons para o micuim; j\u00e1 umidade e calor s\u00e3o ideais ao seu desenvolvimento, ent\u00e3o vai depender da regi\u00e3o e das condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis ou n\u00e3o de clima, mas o carrapato dos bovinos \u00e9 um parasita que ocorre o ano todo em maior ou menor grau, exigindo aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Preju\u00edzos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o pelo menos tr\u00eas os principais problemas decorrentes de uma alta infesta\u00e7\u00e3o por carrapatos na bovinocultura leiteira. Primeiro, o pr\u00f3prio h\u00e1bito hemat\u00f3fago do carrapato, que pode causar uma perda constante de sangue, al\u00e9m da alta infesta\u00e7\u00e3o, em especial em bezerros, o que pode levar \u00e0 anemia e \u00e0 morte. Isso por si s\u00f3 j\u00e1 \u00e9 um grande problema. Segundo, \u00e9 o processo al\u00e9rgico, que causa inc\u00f4modo severo, impedindo o animal de se alimentar e, como consequ\u00eancia, h\u00e1 perda da capacidade leiteira. Por sua vez, a irrita\u00e7\u00e3o na pele do animal pode promover feridas, as quais se tornam porta de entrada para outros parasitas e bact\u00e9rias. Terceiro, o carrapato \u00e9 transmissor da Babesia bovis, Babesia bigemina e do Anaplasma marginali, que s\u00e3o parasitas de hem\u00e1cias. \u201cSe o carrapato estiver infectado com esses micro-organismos, ir\u00e1 transmitir os hemoparasitas para o corpo do bovino e, por sua vez, estes ir\u00e3o parasitar as hem\u00e1cias do animal, ou seja, os gl\u00f3bulos vermelhos. Ao parasitar as hem\u00e1cias, ir\u00e3o destru\u00ed-las e ocasionar uma doen\u00e7a grav\u00edssima, a TPB (Tristeza Parasit\u00e1ria Bovina), que afeta, principalmente, bezerras em fases de desmama e p\u00f3s-desmana. A TPB, devido \u00e0 transmiss\u00e3o dos hemoparasitas, leva a uma alta incid\u00eancia de morte. Quando um pecuarista de leite perde uma bezerra, ele est\u00e1 perdendo uma futura matriz leiteira\u201d, afirma Camacho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m desses tr\u00eas maiores preju\u00edzos diretos ao pecuarista, ocorrem na esteira preju\u00edzos na ind\u00fastria do couro. \u201cAs les\u00f5es, oriundas da coceira e de sangramentos, favorecem a postura de ovos de larvas de moscas, como as varejeiras, causando as conhecidas bicheiras (mi\u00edase), que al\u00e9m de causarem dor e desconforto ao animal, ap\u00f3s a sua morte, leva a grandes perdas no processamento do couro\u201d, explica.<\/p>\n<div class=\"caption right\" style=\"text-align: justify;\"><\/p>\n<p>Aplica\u00e7\u00e3o de carrapaticida deve ser feita de forma adequada para evitar que os parasitas criem resist\u00eancia ao produto<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o v\u00e1rios os problemas decorrentes dos carrapatos na bovinocultura de leite. Camacho cita, ainda, a contamina\u00e7\u00e3o do leite em fun\u00e7\u00e3o do uso equivocado de carrapaticidas, que exp\u00f5e os produtores e\/ou funcion\u00e1rios \u00e0 inala\u00e7\u00e3o do produto. Portanto, as Boas Pr\u00e1ticas Agropecu\u00e1rias devem ser sempre seguidas, entre elas o uso de Equipamentos de Prote\u00e7\u00e3o Individual (EPIs) e, principalmente, obedecer a indica\u00e7\u00e3o e a quantidade corretas do produto. Normalmente, a recomenda\u00e7\u00e3o na embalagem \u00e9 a dilui\u00e7\u00e3o em quatro a cinco litros de calda por animal; como a maioria das bombas costais usadas pelos pecuaristas tem capacidade para 20 litros, ent\u00e3o uma bomba pulveriza quatro ou cinco animais. \u201cMas, na tentativa de economizar, muitas vezes o produtor usa 20 litros para pulverizar de 15 a 20 animais. Ao fazer isso, n\u00e3o acabar\u00e1 com a infesta\u00e7\u00e3o, pois ter\u00e1 apenas feito uma \u2018nebuliza\u00e7\u00e3o\u2019 nos carrapatos. Os carrapatos n\u00e3o ir\u00e3o morrer, mas no contato com o carrapaticida aquela cepa come\u00e7a a desenvolver resist\u00eancia ao princ\u00edpio ativo. Na pr\u00f3xima vez, o pecuarista usar\u00e1 mais produtos ou far\u00e1 mais pulveriza\u00e7\u00f5es, em um ciclo constante, intermin\u00e1vel, prejudicial e caro. S\u00e3o essas e outras informa\u00e7\u00f5es que procuramos repassar nas capacita\u00e7\u00f5es oferecidas aos produtores\u201d, explica Cl\u00e1udio Camacho Menezes, destacando que, atualmente, h\u00e1 muita resist\u00eancia aos carrapaticidas devido ao uso inadequado do produto. \u201cMas, na verdade, a reclama\u00e7\u00e3o constante em rela\u00e7\u00e3o ao controle do carrapato deriva do uso errado ou equivocado dos produtos de controle\u201d, alerta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1, ainda, outro fator que tem influ\u00eancia na maior infesta\u00e7\u00e3o por carrapatos, e ocorre quando h\u00e1 um melhoramento gen\u00e9tico do rebanho. O motivo \u00e9 que o gado misto tem o componente das ra\u00e7as zebu\u00ednas, mais resistentes ao carrapato. Quando se usa a gen\u00e9tica taurina, como a holandesa ou outras ra\u00e7as europeias para o aumento da produ\u00e7\u00e3o de leite, \u00e9 introduzido um \u201csangue mais doce\u201d, ou seja, mais prop\u00edcio aos carrapatos, aumentando, dessa forma, as infesta\u00e7\u00f5es. O produtor, ao melhorar a gen\u00e9tica, deve estar atento a este fato para se antecipar ao problema e fazer o controle adequado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Capacitar os produtores e faz\u00ea-los compreender o ciclo biol\u00f3gico e a aplica\u00e7\u00e3o correta de produtos, nas \u00e9pocas adequadas, t\u00eam sido o maior desafio da extens\u00e3o. \u201cA maior ou menor infesta\u00e7\u00e3o e os preju\u00edzos v\u00e3o depender dessa orienta\u00e7\u00e3o e da aplica\u00e7\u00e3o das BPA pelo produtor\u201d, orienta o t\u00e9cnico, que tem sido respons\u00e1vel por capacitar diretamente os produtores e tamb\u00e9m outros t\u00e9cnicos que atuam na extens\u00e3o, para atingir o maior n\u00famero poss\u00edvel de pecuaristas voltados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de leite, uma atividade encontrada em todas as regi\u00f5es do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>M\u00e9todos de controle &#8211; Quando e como tratar e que produto utilizar?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Os banhos carrapaticidas devem ser feitos de acordo com a indica\u00e7\u00e3o da bula e em todo o corpo do animal, mesmo nas partes mais escondidas e no sentido contr\u00e1rio do pelo, de baixo para cima, pr\u00f3ximo ao corpo do animal e contra o vento. O animal deve ser contido para um banho mais adequado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; As pulveriza\u00e7\u00f5es, de cinco a seis, devem ser feitas em intervalos de, no m\u00e1ximo, 21 dias, para quebrar o ciclo no animal e diminuir a infesta\u00e7\u00e3o futura nas pastagens. H\u00e1 outros produtos, como os injet\u00e1veis, mas n\u00e3o s\u00e3o indicados para vacas leiteiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Evitar os hor\u00e1rios de sol, dar prefer\u00eancia ao final da tarde, para n\u00e3o haver perda de produto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Ap\u00f3s o tratamento, a infesta\u00e7\u00e3o ir\u00e1 diminuir de forma consider\u00e1vel, por\u00e9m muitos animais podem continuar infestados, principalmente aqueles que t\u00eam \u201csangue doce\u201d, na verdade, sangue europeu. Esses animais devem ser separados para continuar o tratamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; Fazer os testes de resist\u00eancia a carrapaticidas. Como os carrapatos vivem em uma \u00fanica \u00e1rea, o mesmo carrapaticida que serve ao vizinho pode n\u00e3o ser o mais adequado para o rebanho do outro. \u00c9 preciso saber qual o melhor carrapaticida para aquela situa\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Os testes podem ser feitos em empresas e\/ou faculdades; a Embrapa Gado de Leite, em S\u00e3o Carlos, realiza os testes gratuitamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0&#8211; Usar os carrapaticidas nas \u00e9pocas mais adequadas. A \u00e9poca mais adequada \u00e9 aquela em que os fatores de temperatura e umidade forem desfavor\u00e1veis aos micuins. O clima seco e quente \u00e9 o ideal para o controle porque as larvas n\u00e3o sobrevivem muito nessas condi\u00e7\u00f5es. No Estado de S\u00e3o Paulo, essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante vari\u00e1vel de uma regi\u00e3o para outra, ent\u00e3o \u00e9 preciso estar atento para esse fator que ir\u00e1, com certeza, contribuir para a erradica\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o dos carrapatos nos animais e, consequentemente, nas pastagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pesquisa cient\u00edfica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Secretaria de Agricultura mant\u00e9m em seus Institutos de Pesquisa estudos relacionados ao controle do carrapato. O Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), por exemplo, desenvolveu uma f\u00f3rmula de produto natural para o controle do carrapato em parceria com a HYG System. Em testes in vivo o uso do produto resulta na morte de diversas fases do carrapato em 48 horas. O teste in vitro mostrou 100% de mortalidade da f\u00eamea, que nem chega a por ovos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Instituto Biol\u00f3gico (IB-APTA) desenvolve pesquisa para o controle do carrapato-do-boi utilizando controle biol\u00f3gico. A estrat\u00e9gia dos pesquisadores \u00e9 utilizar uma cepa de fungo selecionado pelo Instituto, chamada IBCB 425, que se mostrou eficiente para o controle desses carrapatos em grandes \u00e1reas. Pesquisadores do IB e do Instituto Agron\u00f4mico (IAC-APTA) estudam utilizar drones para fazer a aplica\u00e7\u00e3o do produto. O IAC, IZ e IB s\u00e3o ligados \u00e0 Ag\u00eancia Paulista de Tecnologia dos Agroneg\u00f3cios (APTA), da Secretaria.<\/p>\n<p><strong>Saiba mais!<\/strong><\/p>\n<p>Podcast:\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/4PLEjFh1HaTtbWi8QnLVaN?si=a9DjP4g8S36u7zawI_zWQA\" target=\"_blank\" title=\"Spotify\">Spotify<\/a>\u00a0|\u00a0<a href=\"https:\/\/soundcloud.com\/user-326872100-410422792\/controle-do-carrapato-do-bovino\" target=\"_blank\" title=\"Soundclound\">Soundclound<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carrapato do bovino: \u00e9 preciso estar atento a v\u00e1rios fatores para um controle efetivo do parasita no rebanho leiteiro 19\/01\/2021 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o BovinoculturaControle biol\u00f3gicopesquisa cient\u00edficacarrapato-estrelacarrapato-do-cavalo Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. 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