{"id":10248,"date":"2021-02-19T00:00:00","date_gmt":"2021-02-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/02\/19\/pesquisas-da-secretaria-de-agricultura-de-sp-transformaram-producao-e-comercializacao-da-mandioca-de-mesa\/"},"modified":"2021-02-19T00:00:00","modified_gmt":"2021-02-19T03:00:00","slug":"pesquisas-da-secretaria-de-agricultura-de-sp-transformaram-producao-e-comercializacao-da-mandioca-de-mesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/02\/19\/pesquisas-da-secretaria-de-agricultura-de-sp-transformaram-producao-e-comercializacao-da-mandioca-de-mesa\/","title":{"rendered":"Pesquisas da Secretaria de Agricultura de SP transformaram produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o da mandioca de mesa"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog margin-bottom-40\">\n<h2>Pesquisas da Secretaria de Agricultura de SP transformaram produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o da mandioca de mesa<\/h2>\n<div class=\"blog-post-tags\">\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li><i class=\"fa fa-calendar\"><\/i> 19\/02\/2021<\/li>\n<li><i class=\"fa fa-pencil\"><\/i> Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-tags\">\n<li>\n<i class=\"fa fa-tags\"><\/i><br \/>\n<a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Pesquisa\">Pesquisa<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Instituto Agron\u00f4mico\">Instituto Agron\u00f4mico<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=produ\u00e7\u00e3o paulista\">produ\u00e7\u00e3o paulista<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=mandioca IAC 576-70\">mandioca IAC 576-70<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Mandioca amarelinha\">Mandioca amarelinha<\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li style=\"float: left;\">\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<div class=\"fb-share-button\" data-layout=\"button_count\" data-mobile_iframe=\"true\" data-size=\"large\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li><a class=\"twitter-share-button\" data-lang=\"en\"><\/a><br \/>\n<noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li>\n<div class=\"g-plus\" data-action=\"share\" data-annotation=\"bubble\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"blog-img\">\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"img-responsive center-block\" src=\"\/portal\/themes\/unify\/img\/noticias\/13399-mandioca-2.-ar2.jpg\"\/>\n<\/div>\n<p><p style=\"text-align: center;\">Foto: Pesquisador do IAC, Jos\u00e9 Carlos Feltran, destaca as pesquisas para desenvolver materiais mais produtivos e enriquecidos com nutrientes<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Materiais do IAC s\u00e3o altamente produtivos, ricos em vitamina A e podem ter valor agregado.\u00a0Confira v\u00eddeo sobre o estudo:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><iframe loading=\"lazy\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" frameborder=\"0\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/d9tj1FutBig\" width=\"560\"><\/iframe><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tipicamente brasileira, a mandioca faz parte da cultura alimentar do Brasil, tendo espa\u00e7o na alimenta\u00e7\u00e3o do dia a dia e at\u00e9 mesmo na alta gastronomia. O que pouca gente sabe \u00e9 que por tr\u00e1s desse produto, considerado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) como o alimento do s\u00e9culo XXI, h\u00e1 muita ci\u00eancia e tecnologia. Esse alimento consegue atravessar d\u00e9cadas por carregar forte bagagem cient\u00edfica, em que o Instituto Agron\u00f4mico (IAC-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo, \u00e9 o protagonista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desenvolvida pelo Instituto Agron\u00f4mico, por exemplo, a mandioca IAC 576-70 \u00e9 conhecida pelos agricultores de todo o Brasil como Amarelinha, por ter polpa de colora\u00e7\u00e3o creme-amarelada quando crua e amarelada quando cozida. O material produz cerca de 30 toneladas de ra\u00edzes por hectare, 28% superior \u00e0s variedades de mesa de polpa branca, aproximadamente, e possui 10 vezes mais betacaroteno, precursor da vitamina A.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cA Amarelinha tem 250 UI (Unidades Internacionais) por 100g de polpa de vitamina A, aproximadamente, sendo que as variedades de polpa branca possuem 20 UI por 100g. O IAC continua suas pesquisas para desenvolver materiais mais produtivos e enriquecidos com nutrientes. Esperamos lan\u00e7ar em breve novas variedades que podem chegar a mais de 1.000 UI por 100g de polpa de vitamina A, nutriente importante para a vis\u00e3o e o sistema imunol\u00f3gico\u201d, explica Jos\u00e9 Carlos Feltran, pesquisador do Instituto, ligado \u00e0 Ag\u00eancia Paulista de Tecnologia dos Agroneg\u00f3cios (APTA).<\/p>\n<div class=\"caption left\"><\/p>\n<p>Mandioca amarelinha: 10x mais betacaroteno, precursor da vitamina A, e cozimento em 30 minutos<\/p>\n<p><\/img><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o consumidor, o material do IAC tem mais duas caracter\u00edsticas importantes: cozinha em cerca de 30 minutos e tem baixo teor de \u00e1cido cian\u00eddrico (HCN), veneno que pode ser encontrado em ra\u00edzes de mandioca, principalmente naquelas voltadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de farinhas e f\u00e9cula, na ind\u00fastria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da vantagem produtiva e nutricional, Feltran explica que a Amarelinha transformou o mercado da mandioca de mesa para um sistema de produ\u00e7\u00e3o de agroneg\u00f3cios. \u201cAntes do seu lan\u00e7amento, na d\u00e9cada de 1980, as mandiocas de mesa eram vendidas em caixas para os centros de distribui\u00e7\u00e3o, como a Ceasa e Ceagesp. Hoje, o produtor consegue descascar essa mandioca e resfriar ou mesmo cozinhar e congelar, colocando no mercado um produto de alto valor agregado\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa transforma\u00e7\u00e3o \u00e9 verificada em n\u00fameros. Segundo o pesquisador do IAC, no sistema tradicional de venda de mandioca de mesa, o produtor ganha cerca de R$ 0,80 centavos por quilo, em fevereiro de 2021, valor considerado alto. Com o trabalho de descascamento e inser\u00e7\u00e3o do produto na cadeia de frio, o mandiocultor pode ganhar mais de R$ 2,50, por quilo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Novos mercados<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Feltran afirma que novos mercados podem surgir para a mandioca, como o de farinhas especiais, produzidas com as variedades de mesa enriquecidas com nutrientes, como a Amarelinha e demais materiais em estudo pelo IAC. \u201cEstamos fazendo testes com variedades que, al\u00e9m do alto \u00edndice de vitamina A, t\u00eam quatro vezes mais c\u00e1lcio do que as mandiocas de hoje comercializadas. O mercado de farinha especiais \u00e9 uma possibilidade, pois ter\u00edamos uma farinha enriquecida com esses nutrientes\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para isso, por\u00e9m, n\u00e3o basta apenas usar os materiais de mesa do IAC para a produ\u00e7\u00e3o convencional nas farinheiras, sendo necess\u00e1rios ajustes na produ\u00e7\u00e3o. De acordo com o pesquisador, ocorre perda de nutrientes no momento da produ\u00e7\u00e3o das farinhas e, para evit\u00e1-la ou reduzi-la, \u00e9 recomendado o uso de embalagens especiais e conserva\u00e7\u00e3o do produto em ambiente mais fresco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O pesquisador do Instituto da Secretaria tamb\u00e9m cita que a parte a\u00e9rea da planta da mandioca pode ser utilizada para alimentar animais de produ\u00e7\u00e3o como aves e ruminantes, ap\u00f3s processo de ensilagem ou fena\u00e7\u00e3o. \u201cComo s\u00e3o materiais enriquecidos, eles podem trazer benef\u00edcios enormes para a produ\u00e7\u00e3o de animais, podendo melhorar, inclusive, as caracter\u00edsticas reprodutivas\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pesquisa integrada para gerar renda ao produtor e alimentos melhores para os consumidores<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O desenvolvimento das pesquisas com mandioca no IAC se iniciou na d\u00e9cada de 1930. De acordo com Feltran, ao longo desses anos, o programa de melhoramento gen\u00e9tico do Instituto contou com diversos pesquisadores e t\u00e9cnicos, que trabalharam e ainda trabalham de forma conjunta para desenvolver novos materiais e transferir essas tecnologias e conhecimentos para os agricultores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cHoje, testamos os novos materiais na fazenda do IAC, em Campinas, mas tamb\u00e9m em diversas unidades da APTA Regional e produtores rurais. Contamos ainda com t\u00e9cnicos da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustent\u00e1vel (CDRS), tamb\u00e9m da Secretaria, para levar conhecimento aos agricultores paulistas. \u00c9 um trabalho feito em conjunto, que contou com v\u00e1rias gera\u00e7\u00f5es de pesquisadores e t\u00e9cnicos agr\u00edcolas\u201d, conta.<\/p>\n<p><strong>Produ\u00e7\u00e3o paulista de mandioca<\/strong><\/p>\n<div class=\"caption right\"><\/p>\n<p>Cultivo da mandioca amarelinha<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, o Brasil produz 22 milh\u00f5es de toneladas anuais de mandioca de mesa e para a ind\u00fastria, cultivadas em 1,8 milh\u00e3o de hectares, aproximadamente. Toda essa produ\u00e7\u00e3o \u00e9 utilizada para consumo de mesa e para a produ\u00e7\u00e3o de farinha, amido e polvilho.\u00a0O estado do\u00a0Par\u00e1 \u00e9 o maior produtor nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o Paulo produziu 1.363,7 mil toneladas de mandioca para ind\u00fastria, cultivadas em 63,2 mil hectares, principalmente nas regi\u00f5es de Assis, Presidente Venceslau e Mar\u00edlia, que juntos somam mais de 50% da produ\u00e7\u00e3o paulista, segundo dados do Instituto de Economia Agr\u00edcola (IEA-APTA), na safra 2019\/2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As lavouras paulistas produziram 247,1 mil toneladas de mandioca de mesa, na safra 2019\/2020, em \u00e1rea de 19,8 mil hectares, principalmente na regi\u00e3o de Mogi Mirim, que contribuiu com mais de 30% da safra estadual. \u201cA grande totalidade desta produ\u00e7\u00e3o \u00e9 centrada nas cultivares de mandioca desenvolvidas pelo IAC, como exemplo podemos citar al\u00e9m da IAC 576-70 (mesa), as cultivares IAC 13, IAC 14 e IAC 90 destinadas ao uso industrial. \u00c9 o trabalho do Instituto gerando renda no campo e bem estar ao cidad\u00e3o paulista\u201d, afirma Feltran.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisas da Secretaria de Agricultura de SP transformaram produ\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o da mandioca de mesa 19\/02\/2021 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o PesquisaInstituto Agron\u00f4micoprodu\u00e7\u00e3o paulistamandioca IAC 576-70Mandioca amarelinha Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. 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