{"id":10246,"date":"2021-02-19T00:00:00","date_gmt":"2021-02-19T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/02\/19\/coentro-erva-aromatica-e-medicinal-cada-vez-mais-presente-na-culinaria-de-todas-as-regioes-do-pais\/"},"modified":"2021-02-19T00:00:00","modified_gmt":"2021-02-19T03:00:00","slug":"coentro-erva-aromatica-e-medicinal-cada-vez-mais-presente-na-culinaria-de-todas-as-regioes-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/02\/19\/coentro-erva-aromatica-e-medicinal-cada-vez-mais-presente-na-culinaria-de-todas-as-regioes-do-pais\/","title":{"rendered":"Coentro: erva arom\u00e1tica e medicinal cada vez mais presente na culin\u00e1ria de todas as regi\u00f5es do Pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog margin-bottom-40\">\n<h2>Coentro: erva arom\u00e1tica e medicinal cada vez mais presente na culin\u00e1ria de todas as regi\u00f5es do Pa\u00eds<\/h2>\n<div class=\"blog-post-tags\">\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li><i class=\"fa fa-calendar\"><\/i> 19\/02\/2021<\/li>\n<li><i class=\"fa fa-pencil\"><\/i> Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-tags\">\n<li>\n<i class=\"fa fa-tags\"><\/i><br \/>\n<a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Horta\">Horta<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=hidroponia\">hidroponia<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Coriandrum sativum\">Coriandrum sativum<\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li style=\"float: left;\">\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<div class=\"fb-share-button\" data-layout=\"button_count\" data-mobile_iframe=\"true\" data-size=\"large\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li><a class=\"twitter-share-button\" data-lang=\"en\"><\/a><br \/>\n<noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li>\n<div class=\"g-plus\" data-action=\"share\" data-annotation=\"bubble\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"blog-img\">\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"img-responsive center-block\" src=\"\/portal\/themes\/unify\/img\/noticias\/13389-coentro-1.-d30.jpg\"\/>\n<\/div>\n<p><p style=\"text-align: center;\">Foto:\u00a0Produ\u00e7\u00e3o hidrop\u00f4nica de coentro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cada vez mais, o coentro (Coriandrum sativum) vem caindo no gosto do brasileiro das regi\u00f5es Sudeste e Centro-Oeste do Pa\u00eds. No Norte e Nordeste, j\u00e1 \u00e9 tradicional em prepara\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias e talvez tenha sido por isso que, aos poucos, veio entrando em outras regi\u00f5es, trazido pelos costumes das deliciosas comidas nordestina e nortista. No Esp\u00edrito Santo, tamb\u00e9m n\u00e3o pode faltar na moqueca capixaba e no Rio de Janeiro em saladas, para dar um gostinho diferente nas folhagens. Em S\u00e3o Paulo, pela diversidade da popula\u00e7\u00e3o da capital paulista, as planta\u00e7\u00f5es de coentro se concentram no chamado Cintur\u00e3o Verde e de l\u00e1, ele sai para feiras e mercados. Alguns amam, outros odeiam, mas o fato \u00e9 que em algumas receitas o coentro \u00e9 fundamental!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo t\u00e9cnicos da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, que atuam na Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustent\u00e1vel (CDRS) capacitando e atendendo os produtores rurais, o coentro pode ser produzido diretamente em campo aberto, sob telados ou em hidroponia. As \u00e1reas de cultivo nem sempre s\u00e3o grandes e a produ\u00e7\u00e3o concentra-se entre os produtores pequenos e m\u00e9dios, que plantam coentro em meio a outras hortali\u00e7as. \u201cO valor agregado ao coentro \u00e9 muito bom e por isso muitos sempre acabam tendo um pouco na horta para oferecer em feiras e mercados\u201d, diz David Rodrigues, diretor da CDRS Regional Mogi das Cruzes. O solo s\u00f3 n\u00e3o pode ser encharcado ou compactado se for produzido no campo, de prefer\u00eancia sob telados, mas tamb\u00e9m vai bem em sistema hidrop\u00f4nico e, inclusive, em vasos para quem gosta muito do tempero e quer dar um sabor diferenciado em diversos pratos. O consumo em geral \u00e9 das folhas frescas, mas \u00e9 encontrado seco tamb\u00e9m, sendo usado no preparo de embutidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ciclo de dura\u00e7\u00e3o do coentro \u00e9 curto e vai at\u00e9 a sementea\u00e7\u00e3o, sendo necess\u00e1rio novo cultivo. Existe mais de um cultivar e \u00e9 bom o produtor se inteirar sobre qual o que melhor se adapta \u00e0 sua regi\u00e3o clim\u00e1tica. O plantio geralmente vai de setembro at\u00e9 fevereiro, segundo a engenheira agr\u00f4noma Maria Cl\u00e1udia Silva Garcia Blanco, da Divis\u00e3o de Extens\u00e3o Rural da CDRS\/SAA. Segundo a t\u00e9cnica, a propaga\u00e7\u00e3o ocorre por sementes e o gasto fica em torno de 15kg a 20kg por hectare, no espa\u00e7amento 0,2-0,3m x 0,05-0,1m. As folhas podem ser colhidas entre 80 e 90 dias ap\u00f3s o plantio e a produ\u00e7\u00e3o varia entre 8 mil e 10 mil ma\u00e7os\/ha de folhas frescas. Para a infloresc\u00eancia deve-se colher e colocar para secar \u00e0 sombra.<\/p>\n<div class=\"caption left\"><\/p>\n<p>Coentro tem diversas utiliza\u00e7\u00f5es; umas delas \u00e9 no molho vinagrete<\/p>\n<p><\/img><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 aduba\u00e7\u00e3o, recomenda-se aplicar 300kg\/ha de sulfato de am\u00f4nio, de 20 a 30 dias ap\u00f3s o plantio e ap\u00f3s cada corte. Maria Cl\u00e1udia costuma fazer palestras em cursos sobre ervas medicinais e arom\u00e1ticas em todo o Estado de S\u00e3o Paulo; as capacita\u00e7\u00f5es acontecem sob demanda das Casas de Agricultura e Regionais da CDRS. E ainda d\u00e1 uma dica: \u201cDeve-se ter cuidado ao adubar plantas arom\u00e1ticas, o excesso de nitrog\u00eanio, por exemplo, promove uma maior massa de folhas que n\u00e3o \u00e9 acompanhada pelo maior aroma. Falando em propriedades medicinais, o coentro \u00e9 digestivo, antioxidante e depurativo do sangue\u201d. A nutricionista Sizele Rodrigues, da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agroneg\u00f3cios (Codeagro) confirma: \u201cO coentro cont\u00e9m pot\u00e1ssio, vitaminas A e C, \u00e9 rico em antioxidantes, possui a\u00e7\u00e3o bactericida e det\u00e9m \u00f3leos essenciais que ajudam na digest\u00e3o. \u00c9 uma erva arom\u00e1tica muito utilizada como analg\u00e9sico, antit\u00e9rmico e como auxiliar no tratamento de reumatismo e dores articulares\u201d, afirma Sizele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O uso culin\u00e1rio n\u00e3o se restringe aos peixes, como s\u00e3o comumente associados, podendo ser utilizado tamb\u00e9m em carnes vermelhas, frango, saborizar legumes, sopas e caldos, em saladas e at\u00e9 mesmo no feij\u00e3o, sempre conferindo um sabor diferenciado que cada vez \u00e9 mais apreciado pelos turistas do Sul e Sudeste, os quais visitam estas regi\u00f5es e trazem na bagagem o gosto pela gastronomia destas regi\u00f5es.<\/p>\n<p><strong>Com a palavra, os produtores e t\u00e9cnicos pioneiros que se dedicaram a prover esse mercado potencial<\/strong><\/p>\n<div class=\"caption right\"><\/p>\n<p>Cultivo de coentro no solo<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Grande S\u00e3o Paulo vende muito devido aos nordestinos que consomem bem, principalmente com peixe. No litoral tem uma boa procura, pois os turistas compram o peixe e acabam levando o coentro para uso no preparo. \u201cNo Litoral Norte \u00e9 uma cultura praticada por produtores agroecol\u00f3gicos com propriedades em Caraguatatuba e Ubatuba, alguns destes se encontram em transi\u00e7\u00e3o para o cultivo org\u00e2nico\u201d, salienta Gilberto Figueiredo, engenheiro agr\u00f4nomo da Casa da Agricultura de Caraguatatuba, especialista em oler\u00edcolas, que teve uma experi\u00eancia de 25 anos na regi\u00e3o do Alto Tiet\u00ea e que se instalou, h\u00e1 nove anos, no litoral onde tamb\u00e9m acompanha os produtores de hortali\u00e7as e afins. \u201cO coentro \u00e9 cultivado a partir de mudas que podem ser transferidas para cultivo hidrop\u00f4nico, no solo e\/ou em vasos. Para hidroponia, as mudas s\u00e3o feitas em espuma fen\u00f3lica, j\u00e1 em vasos \u00e9 preciso utilizar vermiculita e\/ou fibra de coco como substrato\u201d, explica Gilberto Figueiredo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, grande parte do cultivo \u00e9 feito mesmo por meio de sementes com uso de plantadeiras, em especial para \u00e1reas maiores, como \u00e9 o caso do produtor Marcelo Sato, que h\u00e1 30 anos cultiva coentro em Mogi das Cruzes. Sato destina 5% de sua \u00e1rea de cultivo de 100ha de hortali\u00e7as para o coentro e diz ter visto, nos \u00faltimos 10 anos, a procura aumentar. \u201cAntigamente, a demanda era normalmente feita apenas pelos nordestinos que escolheram S\u00e3o Paulo para trabalhar e morar, mas com o maior interesse pela culin\u00e1ria e gastronomia por boa parte da popula\u00e7\u00e3o devido aos v\u00e1rios programas de TV e uso de redes sociais, a busca por novos temperos aumentou e o coentro passou a ser mais conhecido e apreciado na prepara\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios pratos que v\u00e3o al\u00e9m dos peixes\u201d, conta Sato.<\/p>\n<p>Ele relembra que em \u00e9pocas anteriores o Cintur\u00e3o Verde se destacava pela produ\u00e7\u00e3o e, j\u00e1 h\u00e1 algum tempo, a maior produ\u00e7\u00e3o de coentro no Estado de S\u00e3o Paulo \u00e9 proveniente dos munic\u00edpios de Ibi\u00fana e Piedade, regi\u00f5es que t\u00eam um clima favor\u00e1vel ao cultivo. \u201cO coentro sofre muito no ver\u00e3o, em fun\u00e7\u00e3o do clima quente e \u00famido, porque h\u00e1 maior incid\u00eancia de fungos e exige um pouco mais de cuidados no manejo. Eu e muitos costumamos fazer a rota\u00e7\u00e3o de culturas para evitar que ocorram\u201d, diz Sato.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Ibi\u00fana, a Cooperativa de Pequenos Produtores de Hortifrutigranjeiros de Ibi\u00fana e Regi\u00e3o (COOPPHIR) tem 20 associados que sempre dedicam, nem que seja uma pequena \u00e1rea da horta, ao coentro. O presidente, Antonio Carlos Dias Pedroso, conta que boa parte \u00e9 para atender a merenda escolar. \u201cComo \u00e9 bastante sens\u00edvel e perec\u00edvel, al\u00e9m da merenda, vai para feiras locais e tamb\u00e9m para Osasco, que n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o distante. O valor de mercado \u00e9 compensador, ent\u00e3o o coentro \u00e9 considerado um algo a mais na renda\u201d, diz Pedroso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Presidente do Sindicato Rural de Suzano, o produtor Ricardo Tsutia \u00e9 daqueles que se enquadram como \u201camantes do coentro\u201d. Ele diz que \u00e9 assim: as pessoas amam ou odeiam! Essa hist\u00f3ria de amor come\u00e7ou h\u00e1 quase 30 anos quando Tsutia ainda era engenheiro de telecomunica\u00e7\u00f5es e fazia uma pesquisa prospectando clientes e fazendo estat\u00edsticas de consumo per capita de variados produtos para uma empresa do ramo de telefonia para levantar tend\u00eancias e verificar consumo. \u201cEu constatei que a Zona Leste de S\u00e3o Paulo, onde, em 1990, viviam cerca de 3,5 milh\u00f5es de pessoas, era a principal consumidora de coentro. De origem nordestina, em especial baianos e sergipanos, essa regi\u00e3o de S\u00e3o Paulo s\u00f3 iria crescer nos pr\u00f3ximos anos, o que de fato ocorreu, ent\u00e3o detectei um excelente mercado. Como sou de fam\u00edlia de agricultores, voltei \u00e0s origens tendo o coentro como carro-chefe da minha produ\u00e7\u00e3o de oler\u00edcolas ao lado de repolho e outras. Aprendi muito com essa cultura, o coentro n\u00e3o aceita \u2018desaforos\u2019, \u00e9 preciso estar atento ao manejo, aos tratos culturais e, ainda assim, podem surgir imprevistos. \u00c9 uma cultura desafiadora, pode te dar muito retorno ou n\u00e3o dar nada\u201d, relata o filho da col\u00f4nia japonesa, amante da alimenta\u00e7\u00e3o tradicional, seja ela japonesa ou nordestina.<\/p>\n<p>Tsutia opina sobre o motivo de S\u00e3o Paulo, que recebeu muitos imigrantes italianos, n\u00e3o \u00a0ter ainda tanto apre\u00e7o pelo coentro. \u201cOnde a coloniza\u00e7\u00e3o foi mais voltada aos portugueses e africanos, o coentro acabou tendo maior penetra\u00e7\u00e3o, pelo menos esta \u00e9 a minha vis\u00e3o e a minha experi\u00eancia\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje, ele cultiva coentro em duas formas: no solo e em hidroponia, somando 3 ha de produ\u00e7\u00e3o, de onde costuma tirar cerca de 12 a 15 mil quilos\/m\u00eas. \u201cNo ano d\u00e1 um total de cinco ciclos, ent\u00e3o aprendi muito em quase 30 anos de dedica\u00e7\u00e3o ao coentro. Principalmente, aprendi que n\u00e3o d\u00e1 para ser aventureiro, \u00e9 preciso entender a cultura, o que ela precisa e isso \u00e9 um desafio constante. O que sei \u00e9 que n\u00e3o d\u00e1 para pensar: \u2018Vou ganhar dinheiro com coentro\u2019; n\u00e3o, o desafio \u00e9 maior do que este. Tem detalhes que \u00e9 preciso conhecer em cada sistema. Geralmente, os produtores erram ao achar que \u00e9 preciso encharcar o solo, por exemplo, e isso acarreta maior possibilidade de fungos de solo. O calor gera estresse h\u00eddrico e foliar, mas n\u00e3o ser\u00e1 a \u00e1gua em abund\u00e2ncia o melhor rem\u00e9dio. Em hidroponia h\u00e1 tamb\u00e9m fatores limitantes e isso que estamos falando de uma cultura r\u00fastica, que costuma se adaptar bem\u201d, diz o produtor, que ainda tem foco no mercado da Zona Leste e regi\u00f5es do ABC paulista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O clima apropriado para o coentro fica entre 18\u00b0C e 24\u00b0C e isso explica a migra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o para as regi\u00f5es de Ibi\u00fana, Piedade e Atibaia. Outra quest\u00e3o \u00e9 ficar pr\u00f3ximo ao centro consumidor, pois a planta, que \u00e9 sempre levada at\u00e9 o consumidor com as ra\u00edzes para manter o aroma e o sabor, sofre muito no transporte. \u201cTodos esses detalhes t\u00eam que ser considerados para se ter sucesso. Por outro lado, o animador \u00e9 se tratar de uma planta de ciclo curto. \u201cSe forem cultivadas a partir de sementes, em cerca de 80 a 90 dias j\u00e1 ser\u00e1 poss\u00edvel colher; se o produtor optar por mudas, pode reduzir o seu tempo de produ\u00e7\u00e3o e entregar em 30\/40 dias\u201d, explica Ricardo Tsutia, que n\u00e3o deixa de frisar tamb\u00e9m o aspecto bactericida do coentro, que faz com que seu uso, vindo de t\u00e3o longas datas e por muitas civiliza\u00e7\u00f5es, tenha tamb\u00e9m essa importante fun\u00e7\u00e3o, principalmente em alimentos e locais onde a prolifera\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias pode se tornar um problema.<\/p>\n<div class=\"caption left\"><\/p>\n<p>O produtor Jos\u00e9 Carlos aprende na lavoura da fam\u00edlia e repassa conhecimento aos demais produtores<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atender o consumidor mais pr\u00f3ximo \u00e9 o foco dos agricultores familiares Caetano Lavra dos Santos e seus filhos Jos\u00e9 Carlos e Rejane F\u00e1tima. \u201cMeu av\u00f4 j\u00e1 era agricultor em Ubatuba, mas plantava milho e feij\u00e3o e meu pai, que at\u00e9 no nome tem Lavra, de lavrador, tamb\u00e9m sempre se dedicou \u00e0 agricultura e eu cresci neste meio\u201d, conta Jos\u00e9 Carlos dos Santos, que \u00e9 t\u00e9cnico agr\u00edcola na Casa da Agricultura de Ubatuba e o que aprende na lavoura da fam\u00edlia tamb\u00e9m repassa aos demais produtores. H\u00e1 10 anos, introduziu o coentro entre seus produtos, todos org\u00e2nicos, produzindo em duas constru\u00e7\u00f5es sob telado, no sistema conhecido como \u2018guarda-chuva\u2019 (aberto dos lados).\u00a0 \u201cO coentro d\u00e1 um retorno muito bom, tem alto valor agregado; comparando, vale o dobro do ma\u00e7o de salsa, por exemplo. N\u00f3s compramos as mudas de viveiristas de Taubat\u00e9 e conseguimos tirar coentro a partir de 15\/20 dias; em 30 dias os ma\u00e7os ficam maiores, no ponto ideal de colheita, mas nesse processo de compra de mudas eu tenho um ciclo muito r\u00e1pido e garantimos que haja coentro para atender \u00e0 demanda, al\u00e9m de garantir a fidelidade desse nicho de mercado. Nosso diferencial est\u00e1 na colheita cedo para entrega no mesmo dia, e n\u00e3o pode faltar\u201d, diz Z\u00e9 Carlos, explicando que, embora o ideal para o coentro sejam os meses mais frescos do ano, \u00e9 no ver\u00e3o que ocorre a maior procura pelo tempero no litoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a pandemia, a procura foi ainda maior. Mesmo n\u00e3o tendo muitos turistas, sempre tem aqueles que possuem casa e apartamentos na praia e esses s\u00e3o os maiores consumidores. A irm\u00e3 Rejane passou a comercializar via redes sociais e grupos de WhatsApp e a procura tamb\u00e9m aumentou em cerca de 40% \u201cO coentro \u00e9 nosso carro-chefe. Vendemos toda a produ\u00e7\u00e3o para quitandas, mercados, restaurantes locais e em bancas de feira montadas ao lado do Mercado Municipal de Peixe. \u00c9 compra certa para quem vai preparar o peixe na cidade. Para quem vai levar o peixe, n\u00e3o compensa\u201d, explica Z\u00e9 Carlos. \u201cEle sofre muito no transporte, aqui colhemos ainda na madrugada e at\u00e9 \u00e0s 7 horas da manh\u00e3 est\u00e1 tudo entregue, fresco e com muito sabor e aroma.<\/p>\n<p><strong>Hist\u00f3ria do coentro<\/strong><\/p>\n<div class=\"caption right\"><\/p>\n<p>O coentro \u00e9 utilizado na culin\u00e1ria de diversas culturas<\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Embora esteja chegando por agora em algumas regi\u00f5es do Brasil, a origem do coentro \u00e9 milenar, sendo muito usado na regi\u00e3o do Mediterr\u00e2neo, nos pa\u00edses \u00e1rabes, asi\u00e1ticos e africanos. Segundo algumas fontes, j\u00e1 era cultivado na \u00cdndia h\u00e1 mais de cinco mil anos e os eg\u00edpcios antigos j\u00e1 usavam a erva, tanto como planta medicinal, por sua fun\u00e7\u00e3o bactericida, assim como condimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Mais informa\u00e7\u00f5es sobre plantas arom\u00e1ticas e medicinais podem ser encontradas no Boletim T\u00e9cnico 247 \u2013 Cultivo de Plantas Arom\u00e1ticas e Medicinais, editado pelo Centro de Comunica\u00e7\u00e3o Rural da CDRS\/SAA, que pode ser adquirido por R$ 20,00. Para verificar a forma de pagamento e envio, basta acessar o link:\u00a0<a href=\"\/portal\/themes\/unify\/arquivos\/produtos-e-servicos\/PublicacoesCDRS2020.pdfwww.cdrs.sp.gov.br\/publicacoes\">https:\/\/www.cdrs.sp.gov.br\/portal\/themes\/unify\/arquivos\/produtos-e-servicos\/PublicacoesCDRS2020.pdfwww.cdrs.sp.gov.br\/publicacoes<\/a>.<\/p>\n<p>E tamb\u00e9m na publica\u00e7\u00e3o editada pela Codeagro acessada pelo link:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.codeagro.agricultura.sp.gov.br\/uploads\/publicacaoesCesans\/LIVRO_SABORES_DA_HORTA_DO_PLANTIO_AO_PRATO.pdf\">https:\/\/www.codeagro.agricultura.sp.gov.br\/uploads\/publicacaoesCesans\/LIVRO_SABORES_DA_HORTA_DO_PLANTIO_AO_PRATO.pdf<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coentro: erva arom\u00e1tica e medicinal cada vez mais presente na culin\u00e1ria de todas as regi\u00f5es do Pa\u00eds 19\/02\/2021 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o HortahidroponiaCoriandrum sativum Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. 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