{"id":10231,"date":"2021-03-03T00:00:00","date_gmt":"2021-03-03T03:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/03\/03\/aboboras-e-abobrinhas-o-produtor-precisa-estar-atento-ao-mercado-e-as-melhores-epocas-de-semear-e-de-colher\/"},"modified":"2021-03-03T00:00:00","modified_gmt":"2021-03-03T03:00:00","slug":"aboboras-e-abobrinhas-o-produtor-precisa-estar-atento-ao-mercado-e-as-melhores-epocas-de-semear-e-de-colher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agricultura.sp.gov.br\/cati\/2021\/03\/03\/aboboras-e-abobrinhas-o-produtor-precisa-estar-atento-ao-mercado-e-as-melhores-epocas-de-semear-e-de-colher\/","title":{"rendered":"Ab\u00f3boras e abobrinhas: o produtor precisa estar atento ao mercado e \u00e0s melhores \u00e9pocas de semear e de colher"},"content":{"rendered":"<div class=\"blog margin-bottom-40\">\n<h2>Ab\u00f3boras e abobrinhas: o produtor precisa estar atento ao mercado e \u00e0s melhores \u00e9pocas de semear e de colher<\/h2>\n<div class=\"blog-post-tags\">\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li><i class=\"fa fa-calendar\"><\/i> 03\/03\/2021<\/li>\n<li><i class=\"fa fa-pencil\"><\/i> Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-tags\">\n<li>\n<i class=\"fa fa-tags\"><\/i><br \/>\n<a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Extens\u00e3o Rural\">Extens\u00e3o Rural<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Agricultura Familiar\">Agricultura Familiar<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=Colheita\">Colheita<\/a><a class=\"color-dark\" href=\"\/portal\/imprensa\/noticias?tag=plantio\">plantio<\/a> <\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"list-unstyled list-inline blog-info\">\n<li style=\"float: left;\">\n<div id=\"fb-root\"><\/div>\n<div class=\"fb-share-button\" data-layout=\"button_count\" data-mobile_iframe=\"true\" data-size=\"large\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li><a class=\"twitter-share-button\" data-lang=\"en\"><\/a><br \/>\n<noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<li>\n<div class=\"g-plus\" data-action=\"share\" data-annotation=\"bubble\"><\/div>\n<p><noscript><\/p>\n<div class=\"alert alert-danger\">Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente.<\/div>\n<p><\/noscript><\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div class=\"blog-img\">\n<img decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"img-responsive center-block\" src=\"\/portal\/themes\/unify\/img\/noticias\/13386-aboboras1emerson-xavier-parelheiros.-tkj.jpg\"\/>\n<\/div>\n<p><p style=\"text-align: justify;\">No Estado de S\u00e3o Paulo, enquanto produtores de algumas regi\u00f5es esperam a temporada de chuvas passar para plantar ab\u00f3boras, outros semeiam e colhem praticamente o ano todo. H\u00e1 h\u00e1 ainda os que come\u00e7am a \u2018preparar o ber\u00e7o\u2019 para os novos plantios em julho; posteriormente, fazem a semeadura em outubro; e colhem de janeiro at\u00e9 mar\u00e7o, como \u00e9 o caso dos produtores org\u00e2nicos como Emerson Xavier de Souza, de Parelheiros, bairro onde se concentram os produtores que servem a maior capital do Pa\u00eds.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 cinco anos, Emerson, que nasceu e foi criado dentro da agricultura familiar, resolveu retomar o plantio de ab\u00f3boras secas aprendido com a m\u00e3e, Dona Mercedes, e, em pouco tempo, j\u00e1 produzia grandes ab\u00f3boras, \u00a0tornando-se ainda mais conhecido na regi\u00e3o por suas ab\u00f3boras gigantes. Em 2018, o S\u00edtio Org\u00e2nico Plenitude virou sensa\u00e7\u00e3o quando Emerson construiu cinco montes de ab\u00f3boras, cada um com cerca de 800 a mil quilos, bem na entrada da propriedade, que fica na beira da estrada que leva \u00e0s praias paulistas e se divertiu vendo v\u00e1rias pessoas pararem para tirar fotos e, claro, tamb\u00e9m, comprar ab\u00f3boras.<\/p>\n<div class=\"caption left\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"333\" src=\"\/cati\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/13384-abobora.jpg\" width=\"500\"\/><\/div>\n<div class=\"caption left\">Os produtores Emerson e Selma<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano passado, Emerson e a esposa Selma colheram cerca de oito toneladas, cultivadas em 2,5 ha. Segundo ele, foi pouco menos em fun\u00e7\u00e3o da pandemia; no ano anterior foram colhidas cerca de 11 toneladas e, para 2021, ainda est\u00e1 colhendo e nem teve tempo de fazer as contas. Mas, segundo o conhecido produtor de ab\u00f3boras secas da zona sul da Capital paulista, \u00e9 preciso ter um consumidor certo. \u201cAs ab\u00f3boras chegam a durar at\u00e9 cinco ou seis meses depois de colhidas, isso se forem bem cuidadas, coletadas no per\u00edodo correto, ou seja, j\u00e1 maduras, e armazenadas de maneira a preserv\u00e1-las\u201d. Para o sucesso na atividade, alguns detalhes s\u00e3o fundamentais e v\u00e1rios deles foram aprendidos com seus pais, Dona Mercedes e Seu Manoel, que criaram 11 filhos cultivando ab\u00f3boras e criando porcos. Era a dupla perfeita, pois as ab\u00f3boras serviam para alimentar os porcos. Al\u00e9m disso, cultivavam milho, feij\u00e3o, chuchu e batata. \u201cA batata que deu nome ao Largo da Batata\u201d, relembra Emerson, que, al\u00e9m de ab\u00f3boras, tamb\u00e9m cultiva v\u00e1rias outras hortali\u00e7as e ra\u00edzes, como mandioca, br\u00f3colis, repolho e alface, todos org\u00e2nicos certificados pelo IBD (Instituto Biodin\u00e2mico).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Emerson constituiu fam\u00edlia em Parelheiros e manteve a tradi\u00e7\u00e3o familiar e o aprendizado no ramo das ab\u00f3boras. \u201cTenho um paiol onde as ab\u00f3boras s\u00e3o guardadas depois de lavadas e secas. Foi minha m\u00e3e que me ensinou que as ab\u00f3boras t\u00eam que \u2018descansar\u2019 em um local escuro, para depois aguentarem a luminosidade em galp\u00e3o aberto, onde ficam at\u00e9 serem comercializadas. A comercializa\u00e7\u00e3o \u00e9 feita via Cooperativa Agroecol\u00f3gica dos Produtores Rurais e de \u00c1gua Limpa da Regi\u00e3o Sul de S\u00e3o Paulo (Cooperapas) e outros organismos sociais que vendem produtos org\u00e2nicos. \u201cMas muitos v\u00eam buscar aqui; sempre tem ab\u00f3boras\u201d, conta Emerson. A variedade \u00e9 grande: desde as ab\u00f3boras-canh\u00e3o (as grande de pesco\u00e7o, que pesam acima de 40kg), as ab\u00f3boras jerimum, paulistinha, morangas e as cobi\u00e7adas Caboti\u00e3. \u201cAs ab\u00f3boras precisam de poliniza\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o para cultivar umas \u00e9 preciso cultivar outras nas entrelinhas, sen\u00e3o n\u00e3o h\u00e1 poliniza\u00e7\u00e3o entre elas. As abelhas auxiliam (e Emerson tem algumas caixas), mas a poliniza\u00e7\u00e3o cruzada entre as variedades \u00e9 fundamental\u201d, explica o produtor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este ano, em julho, Emerson come\u00e7ar\u00e1 a preparar os \u2018ber\u00e7os\u2019, refor\u00e7ando o que a agricultura org\u00e2nica prega: \u201c\u00c9 preciso primeiro cuidar da terra, adubar, para ter boa colheita\u201d.<\/p>\n<p>Os ber\u00e7os s\u00e3o preparados manualmente, neles \u00e9 feita aduba\u00e7\u00e3o verde e aduba\u00e7\u00e3o com micro-organismos, por meio do conhecido bokashi \u2012 mistura de v\u00e1rios micronutrientes essenciais \u2012, utilizado na agricultura org\u00e2nica e que \u00e9 preparado na propriedade. \u201cEste ano est\u00e3o previstos 1.600 ber\u00e7os e com este tratamento, que torna um solo bem nutrido, posso garantir uma boa colheita de ab\u00f3boras. Enquanto o ber\u00e7o \u00e9 preparado, tamb\u00e9m tem in\u00edcio o preparo das mudas que ser\u00e3o transplantadas para o ber\u00e7o em setembro\/outubro e, em novembro, dependendo das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, j\u00e1 ser\u00e1 poss\u00edvel ver o campo todo verde, com flores de ab\u00f3boras. \u00c9 muito bonito de se ver\u201d, convida Emerson.<\/p>\n<p>A colheita s\u00f3 ir\u00e1 acontecer de 120 a 150 dias, se estendendo de janeiro at\u00e9 mar\u00e7o. \u201cTemos o local ideal para o cultivo de ab\u00f3boras: boa terra e muita \u00e1gua\u201d, conta o produtor, que passou toda a sua vida na regi\u00e3o. Entre os planos para este ano est\u00e1 iniciar o microprocessamento das ab\u00f3boras grandes, para alcan\u00e7ar outros nichos de mercado, entregando em cortes \u201cporque \u00e9 mais dif\u00edcil algu\u00e9m adquirir ab\u00f3boras muito grandes\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cGosto de desafios, o produtor muitas vezes tem que se arriscar e ter vis\u00e3o de futuro\u201d, diz. Por isso, a pandemia n\u00e3o o assustou, pelo contr\u00e1rio, quando muitos produtores de Parelheiros resolveram n\u00e3o cultivar em 2020, ele, por outro lado, cultivou br\u00f3colis, couve-flor e v\u00e1rias outras hortali\u00e7as em todos os espa\u00e7os dispon\u00edveis. \u201cPlantaria at\u00e9 dentro de casa se pudesse, pois vi que a popula\u00e7\u00e3o ia demandar alimentos e a nossa miss\u00e3o, enquanto agricultores, \u00e9 fornecer alimentos para a popula\u00e7\u00e3o. Por isso, insisto: \u00e9 preciso que os governantes olhem com respeito e deem o suporte necess\u00e1rio, porque sem os agricultores n\u00e3o h\u00e1 alimento\u201d, disse Emerson.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"\/cati\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/13385-abobora2.jpg\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resultado durante o longo e dif\u00edcil ano de 2020 foi investir ainda mais na agricultura, colher os frutos e vender tudo. \u201cMuitos que n\u00e3o cultivaram vieram me procurar para revender. Levanto todo dia \u00e0s 4h30 da manh\u00e3 e volto para casa \u00e0s vezes j\u00e1 de noite; muitos desistem dessa vida dura, mas \u00e9 o que eu sei fazer, o que gosto de fazer, desde pequeno\u201d, refor\u00e7a com entusiasmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 49 anos, tamb\u00e9m tem, principalmente, um grande sonho e desejo: vida longa ao S\u00edtio Org\u00e2nico Plenitude. Espero que pelo menos um dos meus filhos, Matheus e Esther, que diz que quer ser engenheira agr\u00f4noma, d\u00ea continuidade e mantenha a tradi\u00e7\u00e3o e o nome de nossa fam\u00edlia em Parelheiros\u201d, diz Emerson. Quem quiser conhecer mais e ver ab\u00f3boras de todos os tipos \u00e9 s\u00f3 passar por l\u00e1, na descida da serra para o litoral ou acessar: https:\/\/www.facebook.com\/Sitio-Plenitude-100351098041949\/?ti=as.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Extensionistas da CDRS contam que h\u00e1 ab\u00f3boras por todo o Estado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o engenheiro agr\u00f4nomo Gilberto Figueiredo, da Casa da Agricultura de Caraguatatuba e membro da comiss\u00e3o de olericultura da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustent\u00e1vel (CDRS), o cultivo da ab\u00f3bora seca ocorre de forma mais intensa nas regi\u00f5es de Itapetininga e Sorocaba. \u201cNo Cintur\u00e3o Verde e aqui no litoral plantamos mais ab\u00f3boras Menina, Brasileira e Caserta, todas comercializadas verdes. A vantagem da Menina \u00e9 que se pode deixar para ab\u00f3bora seca, que \u00e9 o que os produtores daqui fazem muito. J\u00e1 a Tetsukabuto \u00e9 mais cultivada nas regi\u00f5es de Ibi\u00fana e Piedade, que t\u00eam climas mais amenos, por\u00e9m tamb\u00e9m h\u00e1 produtores no litoral paulista que aproveitam o inverno para cultivar variedades mais resistentes ao frio, j\u00e1 que o inverno no litoral costuma ser mais ameno\u201d, diz Figueiredo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No geral, as ab\u00f3boras podem ser cultivadas e colhidas o ano todo, mas sempre vai depender da variedade de ab\u00f3bora e da regi\u00e3o. No ver\u00e3o, principalmente com as chuvas, as ab\u00f3boras sentem muito a umidade e estragam no campo, mas tanto no Litoral Norte quanto no Litoral Sul de S\u00e3o Paulo s\u00e3o cultivadas ab\u00f3boras secas ou maduras \u2012 como as Morangas, Jacarezinho, Paulistinha, de Pesco\u00e7o \u2012 praticamente durante o ano todo, assim como as ab\u00f3boras verdes, conhecidas como \u2018abobrinhas\u2019. O mesmo ocorre nas regi\u00f5es de Itapeva, Itapetininga, Caucaia do Alto e Sorocaba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o agr\u00f4nomo, o interior de S\u00e3o Paulo \u00e9 forte na produ\u00e7\u00e3o de ab\u00f3boras secas. \u201cGeralmente, s\u00e3o semeadas em duas \u00e9pocas distintas: nas \u00faltimas chuvas do ver\u00e3o, no final de fevereiro e durante o m\u00eas de mar\u00e7o, para serem colhidas no outono\/inverno, desde que a regi\u00e3o n\u00e3o tenha um inverno muito rigoroso, pois as ab\u00f3boras s\u00e3o sens\u00edveis \u00e0s temperaturas muito baixas. E \u00e9 geralmente no inverno que costumam ser procuradas pelos consumidores para serem utilizadas em receitas de festas juninas, como doces de ab\u00f3bora e caldos. Outros semeiam no finalzinho de inverno, entre julho e agosto, para colher antes das chuvas de janeiro e fevereiro, ou seja, no per\u00edodo seco em raz\u00e3o de as ab\u00f3boras sofrerem com as chuvas, perdendo a qualidade, ou at\u00e9, em casos mais graves, a produ\u00e7\u00e3o toda, j\u00e1 que podem apodrecer no campo molhado. Outro detalhe importante \u00e9 que as ab\u00f3boras tamb\u00e9m n\u00e3o toleram geadas e em temperatura menor do que 12\u00b0C t\u00eam seu desenvolvimento altamente prejudicado, sendo a temperatura ideal para plantio entre 18\u00b0C e 27\u00b0C. \u201cO ideal \u00e9 colher ab\u00f3boras no outono\/inverno ou na primavera e fugir dos per\u00edodos de chuva. E, para isso, no litoral, o ideal \u00e9 fazer o cultivo em mar\u00e7o\u201d, comenta Figueiredo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cS\u00e3o culturas fortes nas regi\u00f5es mais quentes, como o centro-oeste, por\u00e9m, nos \u00faltimos anos, houve redu\u00e7\u00e3o nas grandes produ\u00e7\u00f5es em fun\u00e7\u00e3o do aumento do cultivo de soja na rota\u00e7\u00e3o das pastagens e tamb\u00e9m no aumento da \u00e1rea para cultivo de cana-de-a\u00e7\u00facar\u201d, explica o engenheiro agr\u00f4nomo S\u00e9rgio Ishicava, da CDRS Regional Bauru. Outras regi\u00f5es como Mar\u00edlia, Tup\u00e3, Ourinhos, Dracena e Presidente Prudente tamb\u00e9m s\u00e3o conhecidas pelo cultivo de melancias e ab\u00f3boras e a \u00e9poca de cultivo \u00e9 o m\u00eas de mar\u00e7o para serem colhidas a partir do inverno, \u00e9poca de estiagem, at\u00e9 a primavera.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ishicava explica que um fator o qual interferiu na redu\u00e7\u00e3o de \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 que a soja \u00e9 hospedeira da mosca-branca, que interfere, significativamente, nas culturas da melancia e da ab\u00f3bora, pois as tais costumam ser culturas parceiras. \u201cO mesmo produtor que produz ab\u00f3bora costuma produzir melancia, uma vez que o manejo \u00e9 similar.\u00a0 Outro fator determinante \u00e9 que o produtor de melancia e ab\u00f3bora geralmente n\u00e3o tem \u00e1reas pr\u00f3prias, costuma arrendar \u00e1reas de pastagens para cultivar ab\u00f3bora e melancia, e depois devolve a terra adubada para o propriet\u00e1rio, que normalmente \u00e9 pecuarista\u201d, argumenta o extensionista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cHouve uma grande expans\u00e3o do eucalipto e da cana-de-a\u00e7\u00facar no centro-oeste paulista e os produtores tradicionais de ab\u00f3boras e melancias perderam espa\u00e7os para essas culturas e as \u00e1reas de pastagens normalmente dispon\u00edveis para esses produtores t\u00eam diminu\u00eddo bastante. Durante 2020, estivemos muito limitados nas visitas a campo, e esses cultivos s\u00e3o migrat\u00f3rios e v\u00e3o mudando de acordo com as novas situa\u00e7\u00f5es que v\u00e3o surgindo, mas a impress\u00e3o que temos, conversando com produtores nos atendimentos on-line, \u00e9 de uma significativa redu\u00e7\u00e3o do cultivo\u201d, diz Ishicava, explicando que com as oler\u00edcolas, plantas de ciclo curto, fatores como esses citados podem ser determinantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ishicava conta que a regi\u00e3o de Jales tamb\u00e9m foi famosa por ter produtores especializados em cultivo de ab\u00f3bora para exporta\u00e7\u00e3o, a variedade Butternut, muito conhecida na Am\u00e9rica do Norte, Austr\u00e1lia e Nova Zel\u00e2ndia. Trata-se de uma variedade que cresce na mesma estrutura das videiras, outra cultura comum na regi\u00e3o de Jales. Tem um sabor adocicado de noz, possui casca amarelo-acastanhada e polpa carnuda alaranjada; chega a pesar de 4kg a 5kg. \u201cTratava-se de uma ab\u00f3bora espetacular em sabor e qualidade. Era colhida no inverno para atender ao Mercosul, em especial \u00e0 Argentina, onde a culin\u00e1ria oferece muitos pratos \u00e0 base de ab\u00f3bora. Por\u00e9m era um mercado espec\u00edfico, uma oportunidade, e os produtores eram muito tecnificados, por se tratar de uma variedade mais exigente\u201d, explica Ishicava.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gilberto Pelinson, engenheiro agr\u00f4nomo da CDRS Regional Jales, conta que os plantadores de ab\u00f3boras com foco na exporta\u00e7\u00e3o para a Argentina desistiram devido \u00e0 situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds vizinho. \u201cEram produzidas para um nicho espec\u00edfico de mercado e apenas essa variedade, que tem as caracter\u00edsticas desejadas pelos compradores. Mas exigia maior aten\u00e7\u00e3o ao manejo e mais tecnologia; com a queda das exporta\u00e7\u00f5es, a atividade tornou-se invi\u00e1vel. Hoje, a regi\u00e3o de Jales tem cultivado a abobrinha paulista aproveitando a mesma estrutura dos vinhedos; e essa variedade, vendida verde, adaptou-se bem \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o. Alguns viticultores, que decidiram deixar a produ\u00e7\u00e3o de uva, passaram a usar as estruturas (tipo latada) para a produ\u00e7\u00e3o de abobrinhas\u00a0 como forma de aproveitar o alto investimento feito na instala\u00e7\u00e3o das estruturas \u201d, explica Pelinson.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gilberto Figueiredo, Sergio Ishicava e Gilberto Pelinson concordam que fatores externos podem interferir nos cultivos e \u00e9 preciso o produtor estar atento, aproveitar as oportunidades e as \u00e1reas dispon\u00edveis e permanecer alerta \u00e0s demandas do mercado consumidor para poder escoar a sua produ\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00e3o basta saber produzir, \u00e9 preciso ter planejamento e estar sempre procurando ouvir as tend\u00eancias, aprender novas tecnologias de produ\u00e7\u00e3o e, principalmente, estar atento ao mercado e aos novos nichos que possam surgir\u201d, argumentam. \u201cE o nosso papel, enquanto extensionistas, \u00e9 orientar e capacitar os produtores nessas atividades\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" id=\"__mcenew\" src=\"\/cati\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/13387-abobora-3.jpg\"\/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ab\u00f3boras e abobrinhas: o produtor precisa estar atento ao mercado e \u00e0s melhores \u00e9pocas de semear e de colher 03\/03\/2021 Assessoria de Comunica\u00e7\u00e3o Extens\u00e3o RuralAgricultura FamiliarColheitaplantio Voc\u00ea precisa habilitar o Javascript em seu navegador para que este site funcione e seja exibido completamente. 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